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quinta-feira, 1 de maio de 2014

O trabalho é essencial para a construção do bem comum

A necessidade de produzir cada vez mais e melhor, não pode subjugar a pessoa humana a uma simples força de trabalho, tão bem ilustrada por Charlie Chaplim, no seu magnífico «Tempos Modernos». A competitividade, condição essencial do progresso e do desenvolvimento, deve ser respeitadora da dignidade humana a todos os níveis. Para que tal diálogo se estabeleça com rentabilidade para todos, deve a lei prever mecanismos de interacção entre todos os interessados no trabalho humano. As empresas não podem desejar a produtividade se não estão em diálogo permanente com os seus trabalhadores nem podem somar a sua produtividade se não fomentam o real e efectivo cumprimento dos direitos e dos deveres.
Não se pode considerar o trabalho como uma opressão necessária. Quem assim pensar não descobriu ainda a verdadeira dimensão do trabalho humano, que radica na disponibilidade para o serviço à comunidade dos homens.
Diante deste pensamento sobre o trabalho humano, somos levados a deduzir que o trabalho é sempre uma vocação que nos realiza como seres humanos cheios de plenitude e nos convoca para a verdade da vida que Deus nos oferece a cada instante.
Neste sentido, não trabalhar é a pior forma de vida. Pois, até podemos dizer que quem não trabalha não vive ou quem vive sem trabalho está fora do sentido autêntico da vida. Estar no desemprego é experimentar a depressão, a marginalização, o desespero e o pior dos sentimentos que pode existir no coração de uma pessoa, ver-se como um parasita inútil.
Todos os trabalhadores são chamados a amarem de verdade as suas ocupações como mediações necessárias para a realização humana e como caminho eficaz de construção da paz e do bem comum.

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