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sábado, 17 de maio de 2014

Os amigos

Para o fim de semana. Sejam felizes sempre!
São estrelas cintilantes no céu da vida
Umas mais brilhantes que outras
E porque de tão próximas o seu brilho aquece.
Esta é a certeza que faz sentido viver no tempo
Da esperança e na confiança de todos os amanhãs
Que mesmo no mais incerto faz sorrir as pedras
No centro da busca que faço na companhia
Dos amigos.
São eles que na crua verdade da noite
Vieram. E disseram em choro
Estamos neste presente cientes
Do milagre deste abraço que diz do tudo
Em que a pura amizade reza na mesma direcção
O olhar do sonho e do desejo da alegria
Dos amigos.
Mas quando não é visível o afecto
O vento proclama a traição e a dor
Do puro engano da solidão cruel
Como se o abandono viesse dizer
Também presente até ao fim da tristeza que não fala
Sem que a fuga se realize para sempre
Dos amigos.
Destes que não quero o que nunca foram
Senão o interesse e a vaidade quando tudo é glória
Estes foram-se e bem na feliz bondade
Que não nos deixou sós
Mas agora aconchegados pelo pão da amizade
Que na noite da escuridão
As poucas estrelas do amor verdadeiro
Brilham no braço que escuta eternamente
No encanto daqueles que não conjugam
A fétida ilusão do amiguismo interesseiro.
Mas constroem pedra a pedra
No encalço da subida íngreme degrau a degrau
O castelo da amizade.
Nisto consiste o caminho andante
Dos caminhantes que se dizem amigos
Lado a lado aquecidos pelo amor antigo dos deuses.
Misterioso e forte para sempre
Onde se abriga o melhor da vida
Na paz que comungam para sempre
Os amigos.

José Luís Rodrigues

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