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terça-feira, 15 de julho de 2014

Pérolas de meninos ricos que gozam com os pobres


A seguinte frase é de Ricardo Salgado, o nome mais badalado nas trafulhices que envolvem as empresas e os negócios relacionados com o Banco Espírito Santo (BES). Eis a frase: «Há imigrantes que substituem os portugueses que preferem ficar com o subsídio de desemprego».
Pérolas deste género já não dá mais para comentar. O que merecem seria silêncio ou risos que nos fizessem verter lágrimas salgadas como sinal de que são uma anedota descarada. Estes salgados que de espírito santo têm pouco, esquecem que para terem muitos milhões amealhados muitos milhões de pessoas mergulham no desemprego, na pobreza, na fome em todo o mundo. Os seus jogos de casino com o dinheiro dos outros, é uma ofensa, um roubo à população de um país inteiro. Devia ter vergonha tem é dos principais culpados pelo desemprego que as suas malfeitorias geram todos os dias. Dizer coisas destas é um insulto e uma pouca-vergonha diante da crise miserável que os mercenários deste mundo geraram.   
Mas, para enfeitar mais a coisa veio a público a vertente feminina deste espírito santo. Foram as declarações de Cristina Espírito Santo, de 44 anos, à revista do ‘Expresso', referindo que as suas férias na Comporta são como «brincar aos pobrezinhos», obviamente, que estas sumidade causou polémica, porque a fotografia casa e o do seu ambiente envolvente denunciam que não se trata de nenhuma barraca nem muito menos que esteja edificada no meio de outras barracas num bairro de lata.
Esta senhora, é prima em segundo grau de Ricardo Salgado, do BES, e filha de Kiki e Jorge Espírito Santo, Cristina chocou os portugueses, numa altura em que o País atravessa uma grave crise financeira.
Porém, remediou-se um pouco com o seguinte comunicado, que nos fez verter mais umas lagrimazitas salgadiças: «Em relação à frase que me foi atribuída na reportagem da revista do Expresso do passado fim de semana, intitulada 'Como se vive no refúgio das elites', gostava de esclarecer que, não obstante considerar que se verificou um inapropriado e descontextualizado aproveitamento das minhas declarações, não posso deixar de admitir que fui infeliz na forma como me expressei.
Não penso o que saiu publicado no Expresso, nem me revejo na síntese da declaração que lá vem feita. Por isso peço desculpa a todos a quem ofendi inadvertidamente.
Lamento ainda pela polémica em que envolvi a minha família de forma escusada e  involuntária». Coitadinha da senhora. O que queria? - Pronunciar insultos e que passasse sem que ninguém desse conta? - Vá trabalhar a sério.
As elites endinheiradas deste país pensam assim. Vivem como elites prediletas e iluminadas. Acham que a tudo tê direito mesmo que seja à custa da fome e da miséria. Não sabem que há neste país, grávidas com fome. Crianças com fome. Idosos desamparados e com fome. Desempregados desesperados. Famílias sufocadas por causa da carga de impostos, escolas a fechar e as que sobram com falta de material necessário para funcionarem, hospitais convertidos em morgues, porque não há material que os desinfeste e tantas outras situações que fazem mergulhar um povo inteiro no desencanto e na depressão…
«Barraca» da Comporta da elite Espírito Santo
E tudo à conta dos desvarios e desvios irresponsáveis destas inconscientes elites. Por isso, a vergonha já não tem limites e o insulto excede tudo o que a normalidade devia tolerar. Não podemos calar esta gente que nasceu em berço de ouro e que acha que pode açambarcar tudo à conta da miséria da maioria do nosso povo? Não se pode aplicar-lhes um corretivo? - Deve ser tomado tudo o que levaram do país indevidamente e restituir até ao último cêntimo ao Estado para que seja depois derramado na economia e nos serviços do bem comum. Os criminosos devem ser chamados a contas e a haver culpas, devem ser presos.  Doa a quem doer.

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