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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Vencer o medo

Comentário à missa domingo XIX tempo comum
10 de agosto de 2014
Na montanha, o profeta Elias experimenta a presença de Deus. Deus manifesta-se de modo silencioso e pacífico, não no «vento forte» nem no «tremor de terra», nem no «fogo», mas na «brisa suave». Quando a sente, Elias saiu e ficou à entrada da gruta, cobrindo o rosto com o manto, porque nenhum homem pode ver a Deus face a face. Este gesto define a atitude do profeta, entrega-se confiante à acção de Deus e está disponível para o Seu serviço.
O Evangelho de Mateus diz-nos que, após a multiplicação dos pães, as multidões queriam aclamar Jesus como rei. Jesus foge das expectativas de um Messias triunfalista cheio de poder. Assim, Jesus despede a multidão, manda os discípulos para o barco e retira-se para o monte para fazer oração. Este trecho de Mateus, tempestade no Mar, Jesus que caminha sobre as águas, cena de Pedro com Jesus revela elementos típicos das aparições de Jesus após a ressurreição. A tempestade tem a ver com as perseguições e todas as dificuldades que aqueles que seguem Jesus sempre encontrarão na sua acção. Saliente-se que nessa contingência, o pior que pode acontecer será o medo e a falta de fé em Jesus que está com aqueles que trabalham em seu nome. Pedro destaca-se neste episódio para revelar que, ele assumindo o primado não pode deixar de confiar em Jesus que sempre está por perto para ajudar a vencer os receios e puxar para cima todos os que se afundam no medo e na ausência de esperança. É curioso que logo que Jesus subiu para o barco, o vento amainou. Nesse vacilar, ninguém se esqueça de estender a mão...
São Paulo manifesta o seu desgosto, ao ponto de desejar ser separado de Cristo, pelo facto de os israelitas não terem aceite Jesus como Messias. O povo de todas as condições religiosas para aceitar Cristo, o enviado do Pai, recusou-O. Neste sentido, Paulo apela ao perdão de Deus e antes desejava ser prejudicado em favor da salvação de muitos... às vezes vemos na realidade que nos rodeia, tantos que se enchem e que tudo fazem para proveito próprio sem que se importem nada com as suas atitudes que semeiam a desgraça da fome, da doença e da morte de muitos.

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