Convite a quem nos visita

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Na Albânia, contra a opressão e pela liberdade

O melhor resumo que encontrei sobre a visita do papa Francisco à Albânia no domingo passado 21 de setembro de 2014...
Francisco rumou à Albânia, numa visita-relâmpago, a 21 de Setembro. Conhecemos este país mais pelo 1-0 da seleção a Portugal, em Aveiro, a 7 de Setembro! Mas, até 1992, teve o comunismo mais duro e cruel, responsável por martirizar milhares de pessoas, católicos, ortodoxos ou muçulmanos, pelo simples facto de se afirmarem crentes. Sim, foram mortos em nome da sua Fé.
O Papa denunciou a crueldade terrível deste regime desumano, a contrastar com a coragem heróica dos crentes. Disse lá que tinha estudado a história dos cristãos da Albânia e que fora uma surpresa saber como o povo tinha sofrido tanto por causa da sua Fé. Por isso, mais que uma viagem foi uma homenagem.
Esta memória de um povo de mártires, Francisco sentiu-a melhor em dois momentos comoventes: quando ouviu o testemunho do P. Ernest (preso 18 anos, em trabalhos forçados), bem como junto ao muro do cemitério de Shkoder, local de fuzilamentos.
A Albânia antes de 1992 era símbolo de fechamento ao mundo e de perseguição aos religiosos, país de ‘sofrimentos atrozes e duríssimas perseguições’.
A ida do Papa foi, para o mundo, um chamar de atenção para as periferias pobres de uma Europa rica e desenvolvida. Ao mesmo tempo, pôde prestar homenagem aos mártires e mostrar ao mundo como muçulmanos, católicos e ortodoxos, de etnias diferentes, podem viver juntos, em fraternidade.
Francisco denunciou a crueldade das ditaduras: das que matam pela intolerância religiosa e política dos regimes; das que matam pela injustiça e individualismo. Disse: ‘Se o regime ateu procurava sufocar a fé, estas ditaduras, mais subtis, podem sufocar a caridade’.
Madre Teresa, albanesa, não podia ser esquecida. O Papa definiu-a como ‘uma filha humilde e grande desta terra’ e foi na praça que tem o seu nome que Francisco celebrou a Eucaristia, na capital Tirana.
No encontro com muçulmanos, sufis, católicos, ortodoxos, evangélicos e judeus, Francisco afirmou: ‘A religião autêntica é fonte de paz e não de violência. Ninguém pode usar o nome de Deus, para cometer violência. Matar em nome de Deus é um grande sacrilégio. Discriminar em nome de Deus é desumano’.
Lembrou ainda aos líderes presentes que ‘a liberdade religiosa não é um direito que se possa garantir apenas pelo sistema legislativo vigente, embora este seja necessário; a liberdade religiosa é um espaço comum, um ambiente de respeito e colaboração que deve ser construído com a participação de todos, incluindo aqueles que não têm qualquer convicção religiosa’.
Francisco continua a intervir na história, evocando alegrias e dramas, mas apontando caminhos de presente e futuro assentes na justiça e na paz.
Tony Neves, in facebook

1 comentário:

Jose Machado disse...

Pagava para ver o Papa na Alemanha a dizer frases semelhantes...
Pagava para ver, o Rabino-Mor israelita numa visita a Portugal dizer coisas semelhantes a respeito dos cristãos quando perseguiram os judeus...
E porque não pagaria para ver o supremo Ayatola dizer coisas semelhantes sobre as razias periódicas dos judeus nos islamitas!?