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sábado, 6 de setembro de 2014

Os pés que andam o chão do sentido

Só porque é sábado. Um muito curto ensaio poético para o fim de semana. Sejam felizes sempre, tudo o resto virá por acréscimo...

os dias passam com os meus passos
que se contam no passeio do calor da tarde
ora refrescado pela sombra das buganvílias
quando os muros acusam toda a disponibilidade
com toda a esperança verde que as vergônteas
acusam na alegria das flores brancas.

a paisagem desvela o azul imenso
de um mar que morre eternamente nas pedras
naquele ir e vir constante em círculo
como nos harmoniosos pensamentos suaves
na constante serenidade do amor
que o mistério constrói na história de um passeio
e na vida que se desvela ante esta luz
que nem a sombria dor da morte pode travar.

somos um nada que no tudo viu uma réstia que brilha
nos caminhos que serpenteiam os percalços da dor
e mesmo que muitos não creiam quando dizem vazio
nós serenamente desafiamos a compaixão da viagem
que os hábeis pés tocaram os recônditos
inacessíveis do sentido da eternidade.
José Luís Rodrigues

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