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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A vinda de Jesus e os nossos talentos

Domingo XXXIII do Tempo Comum, 16 novembro de 2014 
O ladrão, quando quer assaltar uma casa, nunca avisa em que dia ou hora vai chegar. Não diz nada e vem a horas escusas, que ninguém espera, para poder contar com o sono, a falta de prevenção e a guarda enfraquecida. Assim será também a segunda vinda de Jesus. 
O primeiro advento de Jesus foi bem badalado, pelas miríades de anjos celestiais, pelos pastores, pelos magos do Oriente, mas a segunda vinda será sem aviso prévio (Mt 24, 43; II Pe 3, 10; I Tes 5, 2-6). O Senhor Jesus virá como o ladrão de noite. Ninguém sabe quando, embora saibamos que, de certeza, Ele vai voltar. Dessa hora, dia e ano só o Pai do céu sabe.
Se alguém soubesse esse mistério, preparar-se-ia nessa altura e isso seria uma hipocrisia sem valor, e Jesus não poderia realizar o objectivo da surpresa.
Deus quer que não descuremos a guarda e estejamos preparados todos os dias e horas, portanto, não durmamos como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios.
Estaremos prontos para partir com Jesus, no dia e hora em que Ele voltar? Só os que estiverem preparados serão levados para estarem para sempre com Ele, no lugar onde não há mais dor, lágrimas, guerra e tristeza.
Preparemo-nos agora para nos encontramos todos um dia com Deus, hoje, amanhã ou quando Ele vier. Não importa saber o momento dessa vinda. O mais importante para Deus é viver preparado como se Ele viesse hoje e trabalhar com fidelidade como se Ele só viesse daqui a 50 anos.
Pois bem, como preparar-se para essa vinda? - Através de muitas formas e mediante as muitas atitudes positivas que podemos escolher para nossa vida. A vida material não pode resumir-se a uma preparação para a morte. Deus pede-nos muito mais. Não precisamos de andar constantemente com o pensamento na morte, mas devemos ocupar o pensamento e a vida com tudo o que ela tem de bom para nós próprios e para os outros.
A volta de Jesus será o clímax desta vida e o início de uma vida ainda melhor para cada cristão fiel. Presenciar essa volta e esse novo começo deve ser o objectivo de todo cristão - para si mesmo e para seus irmãos. Nós aguardamos esse acontecimento com alegria? Queremos realmente que ele aconteça? Devemos responder positivamente não só com os nossos lábios ou as nossas mentes, mas também com as nossas vidas. Devemos viver como filhos da luz e ajudar os nossos irmãos e irmãs a andarem connosco na luz de Deus. Esta esperança no futuro, que em Deus, será sempre glorioso, dá sentido à vida presente. Assim, os cristãos não são uns desesperados agora, mas contagiam o mundo para a esperança e para a certeza de que o futuro que nos espera não é de condenação, mas a alegria da festa do amor de Deus em plenitude.
Neste sentido Jesus no Evangelho manifesta claramente de como devemos esperar a vinda de Jesus. Em primeiro lugar não deve assistir-nos qualquer sombra de medo e depois fazer todo o empenho para fazer frutificar os «bens» que Deus confia a cada um, os chamados talentos. E a seguir «condena» aqueles a quem Deus entregou talentos, mas tomados pelo medo instalam-se no comodismo, na apatia e não foram capazes de fazer render os dons de Deus e privaram a humanidade dos frutos que tais bens vinham proporcionar.
Todos nós devemos ser responsáveis e com toda a honestidade assumir cumprir os nossos deveres com dignidade, com a consciência de que por mais pequena que seja a tarefa, ela contribui para a beleza do mundo e da vida. Já a Madre Teresa de Calcutá tinha ensinado assim que «por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota». Que a vida de cada um de nós seja um hino ao bem fazer em cada dia, para que aquilo que somos faça sorrir alegremente todos os que são bafejados com as nossas acções. Que nada nos faça enterrar os talentos.

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