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sábado, 3 de janeiro de 2015

Jesus não tem dono é universal

Comentário à missa do domingo de Reis Magos, 4 janeiro de 2015
O dia da Epifania é, tradicionalmente chamado, o Dia de Reis. Epifania significa aparição, manifestação e vem do grego «epiphanéia».
A Epifania, é o reconhecimento dos direitos messiânicos de Jesus de Nazaré por não-judeus, é a manifestação de Jesus ao mundo pagão. Uma tradição mais tardia falou de Reis Magos, aplicado a estes sábios que vieram do Oriente adorar o Menino, e pretendeu com isso, provavelmente, reforçar a glória de Jesus Cristo. 
Este menino, que nasceu não tem dono. Foi enviado por Deus ao mundo por meio de uma mulher, para toda a humanidade. 
A grande mensagem que nos fica deste Dia dos Reis, resume-se a esta novidade: Deus nasce não apenas para alguns mas para todos os homens e mulheres de todos os tempos e em todas as circunstâncias geográfica do mundo. 
O Deus Menino é a luz celeste (Ouro) que se abaixa até ao mais fundo da humanidade para a elevar para o alto (Incenso); e é o Deus santo e fonte de santidade (Mirra) que pretende santificar não apenas um povo mas todos os homens do mundo. 
É surpreendente e quase comovedora esta abertura de Deus e arrasa todas as tentativas de apropriação de uma realidade que não pertence a ninguém, porque não é deste mundo. Vem do lugar santo de Deus para elevar e divinizar toda a humanidade. 
Que a Epifania seja um outro nome pelo qual se redescobre o acontecer de Deus e que essa luz nos ilumine a fé e a esperança como único caminho que nos leva à relação de amor com todos como semelhantes e irmãos. 
A mensagem da paz e do amor, sinal do presépio, são ecos de Deus que ressoam do seu coração para todos os recantos deste mundo sedento de salvação. Deixemos, pois, Deus acontecer e manifestar a sua graça de salvação a todo o mundo. O amor para ser autêntico é universal. Ninguém melhor do que Deus sabe dessa particularidade do amor. E porque «Deus é amor» (São João), fez-Se habitar no coração da humanidade para salvar a todos.

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