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terça-feira, 10 de março de 2015

Campanha eleitoral a quanto obrigas

Quando a igreja é o eco de anúncios de tudo e mais alguma coisa, pode alguma vez sair asneira grossa... Por isso, todo o cuidado é pouco. No ambiente de campanha eleitoral ainda mais se deve accionar toda a atenção. Não faltam lobos cheios de boa vontade agora para amaciar o pêlo das ovelhas, mas que depois de eleitos não terão qualquer compaixão em as tosquiar, não com tesoura mas a ferros até arrancar o pêlo.   
A propósito das eleições regionais de 2011 escrevi o seguinte… E porque dado que as circunstâncias não se alteraram e algumas até se agudizaram quanto ao sofrimento que provocam ao povo da madeira, aqui vão as palavras que escrevi há quatro anos, porque, parece ser necessário relembrar o quanto devemos ser ponderados e discernir com justiça todas as investidas que se vão fazendo para instrumentalizar a Igreja e os padres…
- Não pretendo revelar onde está o bem e onde está o mal, não nos compete fazer isso, mas para que, nós «senhores do templo» não sejamos no futuro acusados de coniventes com os «senhores do tempo» deste tempo, coniventes por uma irresponsabilidade tão prejudicial para o povo que amamos e para as gerações vindouras, temos hoje o dever de alertar as pessoas para que se esclareçam, não se deixem ludibriar mais pela mentira e para que não sejam mais instrumentos de interesses puramente mundanos que beneficiam meia dúzia, deixando a maioria hipotecada, atolada em dívidas e com o futuro nas mãos da vontade alheia.
A campanha aí está. Elas tornaram-se um circo de pedincha de votos, um desbobinar de promessas que depois não são cumpridas e se são vão sempre em sentido contrário, contra o povo. O nosso povo está cansado de ser enganado, cansado deste circo. Mas, nós temos que mostrar responsabilidade, lucidez e cumprir o nosso papel de acordo com o Evangelho de Jesus e não manietados com lógicas interesseiras deste mundo. Os subsídios não devem aprisionar nenhum padre às saias do altar, mas sempre libertos, serem profetas, de pé diante da humanidade e só e unicamente de joelhos diante de Deus (Papa Paulo VI).
Sejamos responsáveis, façamos tudo quanto estiver ao nosso alcance para que o povo que servimos se esclareça e depois decida em verdade e consciência.

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