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terça-feira, 16 de junho de 2015

Militares à porta das escolas


É muita verdade que as crianças, os adolescentes e os jovens de hoje andam sempre muito cansados. Qualquer tarefa por mais pequena que seja os cansa sobremaneira. Costumamos dizer que estes jovens nasceram cansados. Mas, pronto. Devem ser acolhidos e amados assim mesmo até ao dia em que perceberão que o cansado também faz parte da vida e que precisamos todos de trabalhar muito para conseguirmos as coisas necessárias para termos vida minimamente em qualidade.
Porém, fora de brincadeiras, quando se trata da escola salta-nos à vista o cansaço que eles acusam e queixam-se dos professores, dos funcionários, dos testes ou exames e dos trabalhos que lhes são pedidos. Também não surpreende que assim seja.
Surpreende sim o mau ambiente que as escolas têm porque os professores estão a ser mal pagos, os funcionários também e porque falta o material necessário para que a aprendizagem seja feita com o mínimo de qualidade. Tudo isto acontece porque os governos vão se lembrando que é preciso fazer cortes cegos no orçamento da educação.  
Também surpreende que exista violência nas escolas que começa pelo ambiente duro que às vezes existe entre a malta mais nova, mas porque chegam à escola chegam com fome ou porque o ambiente em casa é de cortar à faca porque o pai e a mãe estão desempregados e falta-lhes o dinheiro em casa para manter um lar com dignidade. Briga-se muito por causa de dinheiro, mas briga-se muito mais por causa da falta dele.
Assim sendo, porque há violência nas escolas, suponho, o Ministro da Educação, Nuno Crato, lembrou-se de chamar ao trabalho os militares e toca a colocá-los junto das escolas para vigiarem quem entra e quem sai. Não passava pela cabeça de ninguém uma medida deste teor, mas a inteligência que desgoverna a educação neste momento em Portugal neste momento, lembrou-se e já aprovou no Conselho de Ministros esta «corajosa» e brilhante medida. As fardas verdes dos militares comporão o ramalhete à partida daquilo que se pretende camuflar.
Já imagino os batalhões de tropas estacionados à porta das escolas com metralhadores em punho e quem sabe, pelo andar das coisas porque se trata de violência, vermos também chaimites plantadas em frente das escolas com o canhão apontado lá para dentro onde estão os presentes e futuros criminosos.
Mas afinal que mensagem pretende o governo transmitir com esta ideia maluca? Acha um governo sério que uma escola é um lugar onde se educa ou um campo onde se forma atuais ou futuros criminosos? Mas afinal o que é isto?
Vamos lá todos, sociedade inteira, fazer finca-pé a mais esta ideia louca de um governo maluco que não sabe governar.

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