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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O nosso país ensandeceu, mas o mundo também

Agora há estudos que garantem quais são as certezas de tudo e para tudo. Nada de andar a cometer exageros, porque os estudos estão feitos e põem-nos em sentido.  
O mais relevante foi destapado anteontem e pôs alguma humanidade com as calças na mão, sim alguma porque a maior fatia da humanidade não sabe o que é comer pão quanto mais carne.
As carnes transformadas e as carnes vermelhas provocam o cancro. Gostava de saber se alguns destes estudiosos não são donos ou exploradores de algum viveiro de peixe… Logo me cheirou isto a carne esturricada. Mas, como anda tudo doido, não faltará muito a hora em que na embalagem do chouriço e da alheira, no pernil de porco e nas peças da vaca, venha escrito «comer carne mata», exactamente, como vem escrito nos maços de cigarros.
Mas há mais estudos. Ontem, não sabendo hoje que fonte me escarrapachou a notícia de que as mulheres precisam de ter mais do que um marido. Seria interessante sabermos o perfil destes estudiosos e se entre eles não haverá defensores da poliandria ou poligamia… Anda tudo maluco e parece ser normal.
Agora temos esta situação sem estudo, que se saiba. A política maluca que nos desgoverna sabe como ninguém da seguinte notícia, que se não víssemos e não ouvíssemos custaria muito a crermos. Os doentes terão de estar completamente dependentes ou com uma esperança de vida reduzida a três anos para ter acesso a uma pensão de invalidez. São estas as condições do novo regime especial de proteção que entra em vigor a 1 de janeiro de 2016 e que foi publicado no passado dia 20 em Diário da República.
Mau demais. Haverá dinheirinho para quem tenha já agendado a sua morte no prazo de três anos. No mínimo bizarro e ridículo. Mas também não deixaremos de considerar ser profundamente ofensivo para quem sofreu o infortúnio de ter de conviver com alguma mazela que lhe travou a mobilidade e a qualidade de vida.
Anda ou não este país e o mundo completamente perdidos da cabeça?

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