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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Não baixar os braços

Porque é sempre mais importante as ideias do que as armas, eis uma reflexão brilhante de José Vítor Malheiros no Público de hoje sobre os acontecimentos trágicos que assolam o nosso mundo. 
Destaco o seguinte: «Não é possível defender a humanidade prescindindo da humanidade, não é possível defender a liberdade prescindindo da liberdade e não é possível atacar o terror escolhendo o terror como arma»: «Uma palavra de sobreaviso contra os que nos querem convencer de que os inimigos são os que vêm de fora e são tão diferentes de nós que os podemos reconhecer à vista desarmada. Uma palavra de sobreaviso contra os que dizem que não nos podemos dar ao luxo de preservar a liberdade, contra os que nos dizem que a preocupação com a igualdade nos enfraquece, contra os que nos dizem que a fraternidade é demasiado arriscada, que a compaixão é uma fraqueza, que os estrangeiros que nos pedem asilo são uma ameaça.
Uma palavra de estupefacção porque a verdade é que não conseguimos perceber o que move estes jovens, árabes há séculos ou europeus de segunda geração, muçulmanos de sempre ou recém-convertidos, dispostos a sacrificar as suas vidas, a sacrificar as suas famílias, em nome da fanática leitura literal de um velho texto religioso que os incita a nunca pensar por si próprios e a obedecer sempre, a amar a morte acima de todas as coisas e a ver no apocalipse que um dia irá destruir o mundo a razão de ser da sua vida.
Uma palavra de incompreensão porque muitos destes jovens se sentem excluídos e odiados pelas sociedades democráticas onde vivem mas integrados e reconhecidos por uma sociedade esclavagista, ditatorial, sanguinária, sexista e assassina».
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