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sábado, 5 de março de 2016

Via sacra do choro ao relento

Para o nosso fim de semana. Sejam felizes sempre sem prejudicar ninguém... 
Alguém chorava, como chuva a cântaros
É pobre a rua onde passa o sem abrigo
Pede com gesto solto e desprendido
São pérolas as ofertas que vêm dos prantos.

No pedestal de pedra fria como os santos
Ora deitado ora levantado todo consumido
Senti-lhe a dor do soluço contorcido
Mas às vezes sorria e canta pelos cantos.

Eu passando de olhos enxutos
Anui que nasceste e vives ao relento
Tens revolta sublimada que tormento.

Caminha e chora pobre destemido
És do divino reino tesouro e altar
Quero na tua água salgada mergulhar.
José Luís Rodrigues

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