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terça-feira, 12 de abril de 2016

A Zona Franca da Madeira. O que se passa?

No programa Prós e Contra de Fátima Campos Ferreira de ontem, a Zona Franca da Madeira, foi completamente arrasada. Se a nebulosa já era sombria sobre tudo o que se passa com a Zona Franca da Madeira, ontem ficou completamente negra. O autor do livro «Suite 605», João Pedro Martins, começa a sua intervenção com esta expressão aplicada à Zona Franca da Madeira, «é um bordel de negócios». Tudo ao contrário daquilo que nos têm feito crer, que é uma praça essencial para cobrar impostos, que tem muitas pessoas a trabalhar, que se não fosse a Zona Franca existir na Madeira morríamos todos de fome.
Face a isto devemos exigir como cidadãos responsáveis que a administração do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), esclareça cabalmente todas estas observações negativas e que nos faça crer que todos os negócios que ali se realizam contribuem para o bem comum. Por isso, exige-se máxima transparência. Não basta que nos digam que a Zona Franca da Madeira não é um Offshore idêntico aos que escondem fortunas incalculável a coberto da fuga de impostos nos países de onde são originárias tais fortunas. Não chega de dizer que não se deve fazer confusão. Certo é que continuam as denúncias e acusações graves contra o CINM.
Precisamos de uma cabal clarificação. Por exemplo, reparemos nesta, entre tantas outras que por aí circulam: «Empresas como a Swatch, Pepsi, Dell ou American British Tobacco têm representações na Madeira com esse objectivo. Os madeirenses nada lucram, já que as centenas empresas fictícias não criam um posto de trabalho. A região nada ganha, perde inclusivamente acesso a fundos comunitários porque o seu PIB está artificialmente empolado. Quem beneficia são apenas meia dúzia de indivíduos, normalmente com ligações ao poder político regional, que lucram com os esquemas que ali são montados, sendo administradores de dezenas, se não centenas, de empresas fantasma».
Por favor, não nos atirem poeira para os olhos e façam o que devem fazer, porque o tempo já nos deu conta de sujeira suficiente, para que não caiamos em qualquer balela que nos digam.    

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