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terça-feira, 24 de maio de 2016

Se não se desenvolvem as pessoas o pior faz negócio

A cidade está pejada ainda disto que a foto ilustra. Se existe, é porque, provavelmente, a clientela é abundante. Oxalá, segundo informações veiculadas na comunicação social, que a fasquia abundante de livros vendidos na feira do livro do Funchal 2016, vá esclarecendo os madeirenses para que não se deixem levar por este tipo de conversa.
A propósito disto lembrei-me de outras práticas que consistiam na utilização de galinhas pretas, gatos pretos, enxofre, alho e alecrim entre outros elementos que variam de pessoa para pessoa, de bruxa para bruxa, de lugar para lugar. Também eram variados os métodos que seriam distintos de lugar para lugar ou de circunstância para circunstância. As tesouras e as vassouras também têm uma carga supersticiosa muito grande. O dia 13 e se juntarmos a sexta feira 13 mais carga misteriosa ganha no imaginário das pessoas. Muitos dos azares quotidianos em cada um de nós sempre fazem recorrer a elementos misteriosos ou esotéricos. Cuidem-se.
Nada disto é original. Tal como os pagãos dos tempos antigos que, por medo, lançavam os seus primogénitos para o fogo aos pés da estátua de Baal, também ainda há quem acredite que nos devemos sacrificar para ser agradáveis a um deus. Nada mais errada e contra a dignidade. 
A falta de instrução ou o analfabetismo, a falta da luz elétrica espalhada pelos caminhos, a catequese e a Liturgia da Igreja Católica que toda ela era baseada no medo do fogo do inferno, a perseguição do demónio, o desconhecimento face aos fenómenos da natureza e a pobreza reúnem as condições necessárias para que a imaginação das pessoas inventem todo este ambiente terrível. Hoje nada disto existe e nada se justifica que as pessoas percam dinheiro e tempo com superstições, bruxarias e cantos de sereias absurdos. É tempo de crescer e deixar-se conduzir pela inteligência e pelos avanços civilizacionais que vamos tendo.

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