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quinta-feira, 16 de junho de 2016

A pergunta: Quem é Jesus?

Comentário à missa deste fim de semana. Pode servir aos que vão habitualmente, mas não só...
Jesus, é um mistério, com mais de 2000 anos na história do nosso mundo. Diante deste nome continuam vivas as perplexidades, os enigmas, os silêncios, os debates, os pensamentos e muitas, muitas palavras sem fim.
Já dissemos que a pessoa de Jesus, se reveste de uma imensidão que escapa a todo o simplismo da vida e de todas as vidas. Não se confina aos dogmatismos, às teorias, aos comodismos e aos fundamentalismos, que as várias confissões religiosas geram, mediante a necessidade de configurarem um nome só, um modelo único e uma verdade absoluta acerca de Jesus. Melhor ainda estarmos certos que a nossa inteligência fica sempre aquém de tudo o que a Pessoa de Jesus representa. 
Porém, como que num consolo para já, é o Jesus da Ressurreição, da vida infinita e plena, que negará e evitará o perigo do sectarismo, que explora exaustivamente as emoções humanas. Também é o Jesus da Ressurreição que evita o perigo da falta de sentido para a vida humana, porque responde de forma plena às inquietações do coração humano e surge como possibilidade de salvação para todos os crentes.
Se não fosse Jesus, tudo na nossa sociedade seria mais escuro e a multidão dos desesperados seria incontável. Estas tentativas para banir Jesus do coração da humanidade, reduz-se a pura teimosia e a uma cegueira soberba que mais não é senão vontade de protagonismo, fundamentalismo agnóstico e irresponsabilidade total face aos valores que nos guiaram durante séculos. É errado considerarmos que todas as conquistas da humanidade se deram por causa do acreditar em Jesus, como é errado considerar que tudo o que se conquistou foi contra a matriz cristã do Ocidente ou até contra a fé em Jesus.
Importa descobrir caminhos novos que conduzam à vida para todos. E na memória da Terra Prometida – a Igreja comunidade da experiência da fé – somos chamados à procura da felicidade que se encontra no Cristo vivo da História e da Ressurreição.
Melhor será sempre aceitar que à pergunta: «Quem é Jesus?», nada nem ninguém, pode gabar-se de possuir uma resposta segura e absoluta, porque melhor será que cada um saboreie a resposta no caminho do encontro pessoal com Ele, para que daí possa viver e partilhar com obras tudo o que a «grandeza» de Jesus lhe oferece.

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