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terça-feira, 5 de julho de 2016

Os números do horror nos nossos dias

Rol do horror dos últimos tempos. É caso para dizermos: "ponhamos as barbas de molho", perante alguma humanidade a regressar à barbárie dos tempos da pedra lascada nunca se sabe...
Tudo se precipitou com a chamada, feita em 21 de maio, por um porta-voz do EI, Mohammed al-Adani, para um Ramadão de sangue. Ele chamou os seus seguidoresà matança de civis, proclamando que "ninguém está inocente". Desde então os ataques sucedem-se com alta intensidade. Basta percorrer o diário das notícias que já quase nem aparecem como notícia: explosão de carros-bomba em Bagdad, Falluja, Kerbala e Bassora, no Iraque; massacre de civis e militares em Deir ez-Zour, na Síria, e em Sirte, na Líbia. E mais, muito mais: 11 mortos em ataques, em 6 e em 21 de junho, na Jordânia; 20 civis mortos no ataque que em 24 de junho destruiu pelo fogo uma aldeia de Kot, no Afeganistão; 43 militares massacrados na caserna de Mukalla, no Iraque; sete civis mortos no ataque, em 27 de junho, à aldeia cristã de Al-Qaa, no Líbano. Depois houve, na passada terça-feira, o massacre no aeroporto Ataturk de Istambul e, neste fim de semana, as matanças em Dacca e em Bagdad.
Fixemo-nos no último ano e meio: primeiro foi a matança no Charlie Hebdo, em Paris. Depois passaram ao Magrebe: massacres no Museu do Bardo e na praia de Sousse, na Tunísia. Veio o ataque múltiplo de novembro, em Paris. E o terror nos aeroportos de Bruxelas e de Istambul. Pelo meio, muito mais chacinas cruéis, na Síria, no Iraque, no Paquistão, na Líbia, no Iémene, no Egito, no Líbano, na Jordânia, na Nigéria, no Mali e nas Filipinas. Houve o ataque a um café em Sydney. Também a matança, é certo que ainda por esclarecer, na Pulse, uma discoteca de Orlando, nos EUA.
Por Francisco Sena Santos

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