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domingo, 10 de julho de 2016

"Quero agradecer a Deus Pai..."

Mais palavras para quê... Permitam-me apenas isto, obrigado Mister Fernando Santos pela grande vitória da nossa seleção perante a França, obrigado por ter enchido muito o nosso ego que andava tão violentado nos últimos anos e pelo enorme, solto, sem vergonha, assumido e sem medos o seu testemunho de fé... São assim os grandes líderes. 
Eis o texto do nosso timoneiro:
"Em primeiro lugar e acima de tudo, quero agradecer a Deus Pai por este momento e tudo aquilo da minha vida. Deixar uma palavra especial ao presidente, dr. Fernando Gomes, pela confiança que sempre depositou em mim. Não esqueço que comecei com um castigo de oito jogos pendentes.
A toda a direção e a todos os que viveram comigo estes meses. Aos jogadores, dizer mais uma vez que tenho um enorme orgulho em ter sido o seu treinador. A estes e aqueles que aqui não puderam estar presentes. Também é deles esta vitória. O meu desejo pessoal é ir para casa. Poder dar um beijo do tamanho do mundo à minha mãe, à minha mulher, aos meus filhos, ao meu neto, ao meu genro e à minha nora e ao meu pai, que junto de Deus está certamente a celebrar.
A todos os amigos, muitos deles meus irmãos, um abraço muito apertado pelo apoio mas principalmente pela amizade. Por último, mas em primeiro, ir falar com o meu maior amigo e sua mãe. Dedicar-Lhe esta conquista e agradecer-Lhe por ter sido convocado e por me conceder o dom da sabedoria, perseverança e humildade para guiar esta equipa e Ele a ter iluminado e guiado. Espero e desejo que seja para glória do Seu nome."

2 comentários:

Fátima Coelho disse...

Senhor Padre José Luís
Antes de mais obrigada por este magnifico blog que sigo há imenso tempo e que é para mim uma forma de rezar e de estar perto de Deus Pai.
Li a carta do Nosso Treinador e pensei: o Padre José Luís vai de certeza falar dela.
E Eis que eu não me enganei.
Esta carta é um verdadeiro testemunho de alguém que pauta a sua vida pelos princípios da fé Cristã e que não tem pudor em o revelar aos outros. Nos dias de hoje é tão raro as pessoas "nadarem contra a maré". É "pirosos" dizer-se que se é católico praticante, que se vai á missa todos os domingos, que se comunga. Pelo contrário é moderno dizer-se que se corre todas as missas do parto e que se participa ativamente nos festejos nos adros das igrejas.
Eu também tento lutar, em minha casa, contra estes tempos, mas infelizmente não tenho conseguido bons resultados. O meu marido não é crente e os meus filhos (João - 14 anos e Rita - 18 anos) ficaram-se pela primeira comunhão e raramente me acompanham à missa. É curiosos que os pais do meu marido residentes numa pequena aldeia da Guarda não só iam à missa todos os dias, como o meu sogro era sacristão, pessoa integra, um exemplo de homem. O meu marido, filho único foi estudar para Lisboa, cresceu, evoluiu em conhecimentos técnicos e esqueceu o resto. Hoje em dia é totalmente alheio à igreja e à sua doutrina. Os filhos tomam o seu partido... e eu sinto-me derrotada.
Mas por outro lado, a fé que eu tenho é tão grande, mas tão grande que me tem permitido alcançar a graça de Deus de os meus filhos serem respeitadores, educados e sensatos e ter Paz, Harmonia, Saúde em minha casa.
Desculpe tão alongado comentário, mas há já algum tempo que tencionava fazê-lo e mais uma vez obrigada por esta sua forma de evangelização.

Maria Coelho – paroquiana de São José

José Luís Rodrigues disse...

Obrigado Maria Coelho pelo seu comentário.
As suas palavras são importantes para mim e acrescentam algo ao maravilhoso texto do nosso treinador.
Continue... Abraço.