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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Advento: da esperança à vigilância

Comentário ao domingo I do Advento – Ano A. Novo ano Litúrgico. O presente comentário pode servir a quem habitualmente participa na missa no fim de semana. Porém, não Só...
A partir deste Domingo, até ao dia 24 do mês de Dezembro, vamos celebrar um tempo muito especial, o Advento. Esta palavra significa vinda ou chegada. A Igreja «manda», que durante este tempo, nós os seus fiéis (cristãos) façamos uma preparação especial para receber Aquele que vem no Natal, Jesus Cristo, o salvador da humanidade.
Por ser um tempo de preparação a palavra que mais palpita agora é a esperança, como a mulher que está grávida, como algumas vezes dizemos que está de esperanças e que os espanhóis sabiamente dizem sempre sobre a mulher grávida.
Por isso, o Advento é esse tempo de «gravidez» interior, quando o nosso coração se reveste com essa palavra tão forte e tão necessária para a vida, a ESPERANÇA. A vida sem esperança não tem sentido nenhum, por isso, vamos fazer deste tempo do Advento o melhor tempo para procurar forças e todos os caminhos que nos levem ao encontro da esperança. Crise também se conjuga bem com a esperança. Porque, é nas crises que as melhores oportunidades para vencer normalmente surgem. Dar azo à criatividade deve fazer parte do pensamento e da alma cada vez que se abate uma crise seja ela de qualquer ordem. A depressão, o desespero e o desânimo não podem ser o fim irremediável.  
Por isso, a esperança é a luz de toda a vida, luz para o desespero perante os problemas, luz para deixar o coração ser mais generoso e aberto à partilha solidária, luz para quando os outros nos querem destruir e nos fazem muito mal, luz para a injustiça no trabalho, luz para a desobediência dos filhos perante a palavra amiga dos pais, luz nas trevas da doença e da morte, luz para a tristeza que é ver alguém mutilar-se com a droga, o álcool, luz para o domínio da soberba e do egoísmo, luz para toda a forma de injustiça e contrariedade que esta vida contém.
Vamos então procurar a esperança, porque ela é o melhor remédio para todas as doenças e de modo especial a febre da crise, que de tanto se falar nela, veio consumir cada um de nós pelo medo e pela incerteza em relação ao futuro. Neste ambiente falta dizer bem alto as razões da nossa esperança. Deixemos Cristo acender essa a luz dentro de nós. O Advento serve para isso.
A esperança conjuga-se no Evangelho de Jesus com a vigilância. Que o nosso coração se aqueça com a chama da esperança em relação ao futuro cheio de amor que Deus nos oferece. Nisto consiste o «vigiar» de Jesus. Assumir a vida toda como dádiva do amor e fazer dessa dádiva uma oferta de felicidade para si e para outros. Quem assim proceder não se surpreenderá com a chegada de Deus, porque se preparou devidamente. Bom Advento para todos.

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