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terça-feira, 15 de novembro de 2016

As "ideias marxistas" do Papa Francisco

Depois de mais uma polémica em que o cerne das acusações contra o Papa Francisco, consistem na ideia de que o Papa comunga dos ideais socialistas marxistas. Tudo isto resulta do anticomunismo primário que existe dentro da Igreja Católica, que é tão nefasto ou mais ainda que o próprio comunismo quando foi levado à prática em base ditatorial. O Papa Francisco está a ser vítima disso, mas o Papa São João Paulo II também já tinha sofrido com essa corrente que continua a minar a Igreja Católica. Qualquer expressão ou opção dos Papas e outros ministro do clero a favor da libertação dos pobres, é logo conotado com o socialismo, comunimo e marxismo por esse anticomunismo básico que varre a Igreja de alto a baixo. Vejamos então algumas frases onde o Papa Francisco clarifica a sua posição quanto a este assunto e que pode servir para todos os que tenham alguma vez  sofrido com ataques absurdos do fundamentalismo católico.
1- “Nunca compartilhei a ideologia marxista, porque ela é falsa, mas conheci muitas pessoas boas que professavam o marxismo.”
2- “O Evangelho condena o culto da riqueza. O pauperismo é uma das interpretações críticas. Na Idade Média, havia muitas correntes pauperistas. São Francisco teve a genialidade de colocar o tema da pobreza no caminho evangélico. Jesus diz que não se pode servir a dois senhores, Deus e o dinheiro”.
3- “[A preocupação com o pobre] não é uma invenção do comunismo e não deve ser transformada em ideologia, como tem acontecido tantas vezes.”
4- “Alguns podem achar que é uma novidade [a Igreja cuidar dos pobres], quando, na verdade, é uma preocupação que deriva do Evangelho e que está documentada desde os primeiros séculos do cristianismo. Se eu repetisse algumas passagens das homilias dos Padres da Igreja do segundo ou do terceiro século sobre o tratamento que devemos dar aos pobres, alguns ainda me acusariam de dar uma homilia marxista!”
5- “Acima de tudo, precisamos de homens e mulheres com os braços levantados para Deus para rezar, conscientes de que “o amor e a partilha dos quais provém o desenvolvimento autêntico não são “um produto” do homem, mas “um dom que se deve pedir”.
6- “As ideologias terminam mal, não servem. Não assumem o povo, por isso pensem no século passado, em que as ideologias terminaram em ditaduras, sempre.”
7-  “Ser cristão é servir e lutar pela dignidade dos irmãos e não nossa. Todos somos chamados, por vocação cristã, a servir. Isto não quer dizer servilismo, mas promoção da pessoa humana”.
8- “Fazer teorias e ideologias, também propostas de religiosidade que retiram a Carne de Cristo, que retiram a Carne à Igreja, vão além e arruínam a comunidade, arruínam a Igreja. (…) Chegaremos a um Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja e a uma Igreja sem povo. Tudo neste processo de escarnecer a Igreja”.
Baseado em ChurchPOP

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