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quarta-feira, 1 de março de 2017

Preocupações quaresmais

1. No blogue "Fénix do Atlântico" do meu amigo Luís Calisto saiu na segunda feira passada (27/02/2017) esta cara dirigida ao clero da Madeira, que PODE SER LIDA AQUI.

2. Já que a carta é dirigia ao clero da Madeira e eu faço parte do clero, vou ensaiar aqui uma reflexão acerca da missiva clerical cheia de «preocupações quaresmais».

3. O nosso povo costuma dizer que quem anda à chuva molha-se e a nossa Diocese do Funchal tem andado muito debaixo de chuva, isto é frequentemente se põe a jeito. Ele é a caridade, ele é o seminário, ele é o património, ele são as suas misteriosas contas, ele é o Jornal da Madeira e ele é o seu silêncio em tantas coisas importantes para a vida dos madeirenses...

4. Mas, antes mais, devo colocar um ponto de ordem. Não devemos responder a cartas anónimas, por mais interessantes e sugestivas que tais missivas sejam.

5. Porém, esta missiva assinada pelo «Francisco Falante», até tem algum interesse. Primeiro, porque parece ter vindo de um clérigo católico, ainda mais porque nos trata como «caro irmão e colega em Cristo…» e a linguagem denuncia tiques clericais e aturado cuidado em fundamentar todas as suspeitas relativamente às «renúncias quaresmais» dos últimos anos. Das duas uma, ou estamos diante de um padre escondido atrás de um arbusto e isso será muito grave, ou então estamos perante alguém que conhece muito bem como funciona a Diocese do Funchal. Será que podemos qualificar de algum infiltrado na casa episcopal? – As várias informações vieram da comunicação social, «amplamente publicitada em órgãos oficiais tal como tem sido habitual nos últimos anos…», e quanto às preocupações vieram da condição do escriba ou da sua ligação bem familiar ao ambiente diocesano.

6. A carta não tem muita novidade, porque reincide num tema mais que badalado nesta praça, a prestações de contas que só meia dúzia sabe onde param relativamente ao deve e haver da Igreja da Madeira. Por isso, levam com esta brisa espirituosa a levantar suspeitas, desconfianças e «preocupações».

7. Não gosto deste género de atitudes à sombra do anonimato. Por isso, não deve ter muito impacto o escrito. Antes seria mais produtivo e mais interessante para o bem da Igreja da Madeira que lá estivesse um nome bem concreto que pudéssemos ver quem concretamente estava preocupado quanto aos assuntos que interessam a todos nós. É pena não sabermos de onde veio e de quem veio esta missiva. 

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