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terça-feira, 6 de junho de 2017

decálogo para viver a alegria de ser cristão

Neste decálogo para viver a alegria de ser cristão, descobrimos o essencial para vida do «ser cristão»... Para ler e guardar com todo o cuidado as passagens do Papa Francisco, sobre O Evangelho da Alegria segundo o Papa Francisco. Tudo está no site de Fraternitas Movimento, AQUI...

D. Juan del Río, bispo das forças armadas de Espanha, em maio de 2013, disse: «Os cristãos melancóli
cos têm cara de vinagre.» E propõe um «decálogo para viver a alegria de ser cristão»:

1. O Evangelho cativa pelo sorriso e regozijo do discípulo missionário.

2. O humor faz-nos humildes e recorda o pouco que somos nesta vida.

3. O bom carácter facilita deixarmo-nos surpreender por Deus cada dia.

4. O humor fomenta as boas relações e reduz os conflitos.

5. Sem vivacidade de ânimo perdemos perspetiva e escapam-se muitas coisas.

6. O riso, o talento, são uma arma contra o orgulho dos poderosos.

7. Sorrir é bom para o corpo e alma, atrai e dá serenidade.

8. A hospitalidade pede acolhimento gozoso, sorriso franco e doses de humor.

9. Estar contente abre a mente e o coração para a oração e a ação.

10. A alegria cristã é corajosa diante das dificuldades e mesmo diante do martírio.

O Evangelho da Alegria segundo o Papa Francisco

1. «Os cristãos são homens e mulheres alegres, como nos ensinam Jesus e a Igreja. Mas o que é esta felicidade? É alegria? Não, não é o mesmo. A felicidade é um pouco mais, é uma coisa que não provém de razões momentâneas: é mais profunda, é um dom. A alegria, no fim se transforma em superficialidade e nos faz sentir um pouco ingénuos, tolos, sem a sabedoria cristã… A felicidade não. É um dom do Senhor, é como uma unção do Espírito; é a certeza de que Jesus está connosco e com o Pai.» (Homilia na Casa Santa Marta, 10 de maio de 2013).

2. «Com frequência somos demasiado áridos, indiferentes e desinteressados, e em vez de transmitir fraternidade, transmitimos mau humor, insensibilidade e egoísmo. E com mau humor, insensibilidade e egoísmo não se pode fazer crescer a Igreja», afirmou o Papa Francisco na audiência geral de do dia 6 de novembro de 2013.

3. «Um coração cheio de Deus é um coração feliz que irradia e contagia com a alegria todos aqueles que estão ao seu redor: disso nos damos conta imediatamente! Assim, não percamos aquele espírito jubiloso, bem-humorado e até auto-irónico, que faz de nós pessoas amáveis, mesmo nas situações difíceis. Quanto bem nos faz uma boa dose de são humorismo», declarou Francisco no encontro com os cardeais e colaboradores da Cúria Romana, poucos dias antes do Natal de 2014.

4. Como "receita", o papa prescreveu a oração de S. Tomás More - que afirmou rezar todos os dias: 
«Dai-me, Senhor, o sentido do bom humor. Concedei-me a graça de compreender uma brincadeira para descobrir na vida um pouco de alegria e partilhá-la também com os outros.»

5. «O cristão é fundamentalmente jubiloso. No final do Evangelho, quando trazem o vinho, quando fala do vinho, penso nas bodas de Caná: e porque Jesus fez aquele milagre. Maria percebeu que não tinham mais vinho, que sem vinho não há festa…. Já pensaram terminar as bodas a tomar chá ou sumo? Não pode ser… é festa! E Nossa Senhora pede o milagre. É assim a vida cristã: alegre, alegre de coração» (Homilia na Casa Santa Marta, 6 de Setembro de 2013).

6. «A Igreja Deve ser Alegre como Jesus. Nós pensamos sempre em Jesus quando Ele pregava, quando curava, quando caminhava, quando ia pelas ruas, também durante a Última Ceia. Mas não estamos tão acostumados a pensar em Jesus sorridente, alegre. Jesus era cheio de alegria: cheio de alegria. Naquela intimidade com o Pai, exultou de alegria no Espírito Santo e louvou o Pai0. É precisamente o mistério íntimo de Jesus, o relacionamento com o Pai, no Espírito. É a sua alegria interior, a sua alegria interior que Ele nos dá» (Homilia na Casa Santa Marta, 4 de dezembro de 2013).

7. «Esta é uma doença dos cristãos. Temos medo da alegria. É melhor pensar: "Sim, sim, Deus existe, mas está lá longe; Jesus ressuscitado, Ele está lá". Um pouco de distância. Temos medo da proximidade de Jesus, porque ela nos traz alegria. E isso explica a existência de tantos cristãos com cara de enterro, não é? Que a vida deles parece um funeral contínuo. Preferem a tristeza, não a alegria. Ficam mais à vontade não na luz da alegria, mas nas sombras, como aqueles bichos que só conseguem sair de noite, mas não à luz do dia, porque não veem nada. Como os morcegos. E, com um pouco de sentido de humor, podemos dizer que existem cristãos morcegos, que preferem as sombras à luz da presença do Senhor.»

Mas «Jesus, com a sua ressurreição, dá-nos a alegria: a alegria de ser cristãos; a alegria de segui-lo de perto; a alegria de andar pelo caminho das bem-aventuranças, a alegria de estar com Ele» (Homilia na Casa Santa Marta, 24 de abril de 2014).

8. O cristão é «alegre em esperança», mas «no momento da dificuldade não a vemos». A alegria do crente «é purificada pelas provações, inclusive as de todos os dias». A tristeza transformar-se-á em alegria. «Quando visitamos um doente, que tanto sofre, não se pode dizer "Coragem! Coragem! Amanhã haverá alegria!" Devemos fazê-lo sentir como fez Jesus. Também nós, quando estamos na escuridão, que não vemos nada, mas acreditamos: "Eu sei, Senhor, que esta tristeza se transformará em alegria. Não sei como, mas eu sei!" A alegria cristã feita de esperança é um ato de fé no Senhor. Um ato de fé!» (Homilia na Casa Santa Marta, 30 de Maio de 2014).

9. «Somos chamados à santidade e a alegria é uma característica do santo. Façamos nós o esforço para que todos os que olharem para nós, vejam Jesus na nossa face. Que o mesmo se expresse em nossos atos e palavras» (Homilia na Casa Santa Marta, 23 de dezembro de 2014).

10. Aos que escolheram a Vida Consagrada, Francisco encoraja a viver «a profecia da alegria, aquela que nasce do encontro com Cristo numa vida de oração pessoal e comunitária, de escuta da Palavra, no encontro com os irmãos e irmãs, numa vida comunitária fraterna e alegre, inclusiva da fragilidade e que abraça a carne de Cristo nos pobres» (Audiência privada, 22 de maio de 2017)

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