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sábado, 1 de julho de 2017

Como era a luz na casa da avó

Para o nosso fim de semana. Sejam felizes sempre, nunca prejudicando ninguém...
Na pobre casa da avó a luz a petróleo lentamente apagou-se.
confirmei. Se não era eu que morria sem aviso prévio.

Não eram sementes lançadas na terra da esperança
nem grãos que debaixo do sereno se abriam pela manhã.

Todavia serenamente esperei pelos passos seguros daquela mulher
que restabelecia sempre a felicidade da luz a todas as horas.
Não falhou outra vez quem eu esperava como todas vezes 
quando buscava no fundo do depósito da reserva 
aquela medida milagrosa dádiva divina da alma 
que o fogo consumia dentro dos meus olhos.

Era a viagem impagável do sangue - minha avó
que trazia na abada do vestido a claridade do céu.

Não tinha janela aquele lugar, porém, a velhice, uma porta
generosa. Que não sendo magia extraordinária
mas sabedoria vinda de longe 
me fez rebentar por dentro um raio
- e depois fez-se o silêncio. 
JLR

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