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terça-feira, 3 de outubro de 2017

A humanidade é friamente criminosa

Escrever nas estrelas:
A maior estupidez do mundo é matar alguém, impedir que uma pessoa continue a viver neste mundo, quando só temos uma vida e quando essa vida que temos é tão frágil e acabando, morrem tantas possibilidades e sonhos. É impressionante, como tão estupidamente se mata por todo o lado.
É de tal forma que psicólogos e psiquiatras têm dificuldade em explicar. 
Tantas vezes pergunto a mim mesmo quando os crimes são perpetrados por grupos de bandidos ou marginais, como será possível, num grupo de várias pessoas não aparecer um ao menos que coloque a mão na lucidez e esclareça os demais que vão cometer uma chacina hedionda ou que vão tirar a vida a alguém que desaparecerá para sempre? Porque deixou de ser possível não haver a noção do que é certo e errado? Como é possível entre tantos não aparecer nenhum que saiba fazer a distinção entre o mal e o bem? Como é que são possíveis grupos tão grandes de gente comercializarem a vida humana por apenas uns miseráveis tostões, vendendo, matando, destruindo e rasgando a carne humana? – Não há compreensão possível para tamanha façanha estúpida contra a vida humana.
O móbil da maioria dos crimes são a ganância e a cobiça. Também há os desequilíbrios mentais e a instabilidade emocional. Mas, essencialmente, é sempre o mesmo motivo que comanda a barbaridade humana. A natureza humana é profundamente estúpida diante do espírito da cobiça que se alimenta do ódio e da vingança. Tudo isto assusta porque nos vemos na certeza de que é muito frágil a linha que separa a banalidade da vida e o princípio que lucidamente a considera um valor absoluto. E que no mundo há cada vez mais loucos que nada se importam com isso.
E mesmo na maior das transparências vamos continuar sem entender como é que alguém, de forma imprevisível, cruza o lado mais sombrio da condição humana para matar os seus semelhantes de forma tão fria e tão estúpida.

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