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sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A perseguição religiosa está imparável

Comensal divino:
1. Mais um inquietante relatório sobre a perseguição religiosa no mundo. O relatório da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), sobre a perseguição religiosa no mundo, dá-nos conta da tragédia em que mergulharam tantas comunidades religiosas, particularmente, as cristãs. A AIS apresenta este relatório de dois em dois anos, constata-se que do último para cá a perseguição religiosa aos cristãos aumentou exponencialmente.

2. O relatório tem como título «Perseguidos e Esquecidos». Analisa a situação em 13 países, entre Agosto de 2015 e Julho de 2017, concluindo que «houve um declínio da liberdade de expressão da fé da comunidade cristã, que está a ser vítima de uma perseguição “nunca vista na História”, e de uma violência sem precedentes».

3. Iraque e Síria são os países onde os ataques têm sido os mais graves, movidos pelo grupo terrorista auto dominado Estado Islâmico. Aqui «Os cristãos são uma minoria pobre, desprotegida e sem acesso aos direitos mais básicos, e muitos tiveram de fugir por causa da ameaça dos radicais islâmicos», disse à Renascença Catarina Martins Bettencourt, que alerta: «O cenário que apontamos neste relatório é o da possibilidade de em três anos as comunidades cristãs pura e simplesmente desparecerem nestes dois países. O que me choca muito, porque estamos a falar do berço do cristianismo».

4. Se pelo Médio Oriente os ataques são perpetrados pelos grupos jihadistas, outros lugares é o próprio Estado, por exemplo, China e Correia do Norte. O panorama em África também não deixa de ser tenebroso. A Nigéria destaca-se na perseguição religiosa. «Há uma limpeza étnica, sobretudo no norte do país, levada a cabo pelo Boko Haram, um grupo terrorista filiado do auto-proclamado Estado Islâmico». O relatório indica que a onda de violência já causou «mais de 1,8 milhões de refugiados ou deslocados». Só na diocese de Kafanchan, e só nos últimos cinco anos, o Boko Haram assassinou 988 pessoas, destruiu 71 aldeias – na sua maioria cristãs –, e mais de 20 igrejas. Os relatos são impressionantes pelo teor da brutalidade.

5. O relatório, «Perseguidos e Esquecidos», mais uma vez põe a nu que está em curso um genocídio no médio oriente, e em alguns países de África, especialmente. No entanto, não quer dizer que em todas partes do mundo a perseguição religiosa não exista. Há a violência que se destaca na prática dos grupos fundamentalistas, mas há também a das leis dos Estados e as suas acções políticas em nome dos interesses económicos, armamentistas e outros de ordem estratégica que levam ao silêncio ou ao simples encolher de ombros perante a violência exagerada contra a liberdade religiosa.

6. Outro dado prende-se com o silêncio das opiniões públicas mundiais, embriagadas com a ditadura do futebol e o silêncio da comunicação social. Assim, resta confiar no poder protector de Deus, já que os poderes do mundo, só servem maiormente para saciar interesses de ordem egoísta. Lutemos pela paz e pela liberdade religiosa.

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