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segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Parece um hippie que só fala de amor

Comensal divino
Uma breve explicação para justificar o interessante cognome «hippie que só fala de amor» que me foi aplicado. O que não seria se eu falasse de guerra…
1. O dom supremo de Deus é o amor. Viver o amor verdadeiro e habitar num lugar onde se é sujeito na vivência do amor, conhecemos incondicionalmente a presença de Deus. A condição única de salvação é a vida no amor, que não se consegue só e apenas por simples meios humanos, como o confirma o apóstolo João: «Quem não amar não pode conhecer Deus, porque Deus é amor» (1Jo 4, 8).
2. O amor exorciza o medo e torna-nos livres diante do nosso ser e diante dos nossos semelhantes. Diante desta base, o amor é sempre um verdadeiro milagre. É sempre o dom que Deus nos faz de Si mesmo, é sempre uma experiência divina. Na comunidade de amor que pode ser a nossa, a presença de Deus é-nos oferecida sem preço algum livremente todos os dias. Se nos abrimos a esse milagre, podemos partilhá-lo com os outros mesmo sem sinal de gratidão. É que nós gastamos o coração e a inteligência com lógicas matreiras e maquinações interesseiras que nos perdem e nos envolvem no esquecimento fatal da perdição. O coração e a inteligência, segundo a perspetiva de Deus por Jesus Cristo, são para gastar no que é fundamental, isto é, no que salva e no que nos conduz ao bom, ao belo e ao estético...
3. O amor de Deus é forte como a morte, dirá o Cântico dos Cânticos e onde não há amor ponha amor, dirá São João da Cruz. Pois, então, que melhores caminhos podemos delinear para nós próprios senão estes que nos requerem um bom uso da liberdade, da inteligência, da alma e do coração.
Não devemos entregar-nos ao amor como se fosse um negócio com regras e condições, mas como o único modo que nos identifica com Jesus. Desta forma compreendemos que o amor não é moeda de troca que requer condições, mas algo que nos envolve por dentro, nos anima e nos carateriza totalmente. Por isso, ainda bem que não sei ser de outra forma.

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