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sábado, 4 de novembro de 2017

A nossa Madeira nova perfeita

A versão madeirense de Eça de Queirós em o "Crime do Padre Amaro", provocou uma verborreia de comentários tão eruditos, juízos de valor tão aturados, incomportável sabedoria de tanta gente sobre leis da Igreja e compromissos... que, aparece, que passamos a viver numa sociedade tão perfeita que deixou de haver traição, adultério, infidelidade, filhos fora do casamento, mães solteiras, violência doméstica, divórcios, separações, filhos das varas verdes, casais desavindos, famílias desfeitas, homens e mulheres com filhos de várias mulheres e vários homens, etc. Tudo tão sério, tudo tão impecável, tudo tão honesto, tudo tão bonitinho, tudo tão fiel, tudo tão feliz... Que perante tanta perfeição, se acabasse de chegar pela primeira vez a esta pequena porção de terra deste Planeta, provavelmente, acreditava que estava no melhor dos mundos. Só para lembrar, os perfeitos deste mundo já estão todos nos cemitérios. 

3 comentários:

Zulmira Cardoso disse...

Estimado Padre José Luís,
Como aprecio a sua verticalidade de homem e de Pastor/Padre. A Igreja necessita de gente com esta pronta ousadia de tocar nos podres que todos nós pecadores temos. As nossas Igrejas precisam cada vez mais de gente como o Sr. Padre que se põe ao lado dos mais frágeis (psicologicamente e fisicamente) e os marginalizados (porque nada têm e pouco ou nada lhes é dado)e, que têm no seu viver uma postura não de santidade falsa e hipócrita mas de pôr por terra a incoerência dos que deveriam deixar-se tocar pela Humanidade pura e simples de Jesus de Nazaré! Lendo n'Ele aquilo que demonstrou na sua vida terrena... sem condenação no julgamento mas com amor "ver" as "brechas" que esse Amor anuncia.
O Evangelho dói-nos... mas não o manipulemos pondo as "ordens humanas" (por vezes cruéis) ao serviço duma hipocrisia que sustem os "intocáveis!...

Eduardo Chagas disse...

Bom seria que a Igreja deixasse de ser (tão) hipócrita e que os seus serventes não tivessem que estar sujeitos a regras como as do celibato forçado, que são hoje pouco mais que uma aparência, quando não uma falsidade.

Zu disse...

Mas porquê tanto drama??? Um homem e uma mulher tiveram uma criança. Acontecem coisas destas desde que o mundo é mundo. Acontece neste caso que o homem em questão é padre e a Igreja não deixa que se aproxime de mulher para esses fins, mas aconteceu, e então??? Vem algum mal ao mundo por causa disso? Não há coisas mais sérias para discutir? Com todo o respeito, mas não acredito que Nosso Senhor precise do celibato de ninguém... Ele conhece bem a medida do amor de cada um!...