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terça-feira, 21 de novembro de 2017

Deus e eu

«Deus e eu» 
Esta semana, com Duarte Caldeira... Muito obrigado caro amigo pelo seu contributo. 
Faz hoje precisamente 67 anos que fiz a minha primeira comunhão, no dia em que começo a escrever estas linhas que se seguirão com o título Deus e eu. Poderá ser uma coincidência, pois esse foi o segundo contacto com Deus, como nós pensávamos nesses tempos: que só havia um Deus e que era o adorado pela Igreja católica. Com o andar dos tempos e do estudo ficamos a saber, principalmente através da disciplina de História, que haviam outros deuses em especial na antiga Grécia, na Antiga Roma, no Egipto, em Israel, etc… e que todos os povos adoravam sempre um qualquer deus, em qualquer local do nosso mundo, que havia, portanto várias religiões, mas que a única verdadeira era a católica…
Desde muito criança que ouvia falar em Deus, o Deus adorado pelos católicos, o único que se escrevia com letra maiúscula e quem não o fizesse na escola, teria um erro no ditado. Assim fomos crescendo, fomos formando a opinião própria, educado segundo as regras da Igreja Católica, com a ideia que existia um Deus físico no céu, mas havia um tema que me deixava sempre muito confuso: aprendíamos que Deus era um “ser” infinitamente bom e se assim era porque razão criou o bem e o mal? Porque não criou só o bem? Também ouvia, quando estava um dia de Sol,  que estava um dia do “criador” e os outros dias de muita chuva, de frio e de relâmpagos de quem eram? Quando passávamos por um familiar mais velho, pai, mãe, tio, dizia-se: “ a sua bênção” e obtínhamos sempre a mesma resposta: “Deus te abençoe”. Se pedíamos a bênção ao familiar porque razão transferiam a resposta para Deus?
Toda esta vivência fazia com que vivêssemos sempre com Deus, no nosso coração, na nossa cabeça e tínhamos tanto receio que Ele visse, alguma asneirita que fizéssemos, ou seja era um Deus que nos incutia mais medo do que “amor”…
Hoje em dia vejo as coisas diferentes e acho que o mais importante será ter “Fé”, acreditar em algo de transcendente, que nos mantém vivos e com muita esperança, especialmente num mundo melhor e nunca esquecerei as palavras do meu amigo Almeida Santos, agnóstico, que dizia que as pessoas que têm “Fé”, são mais felizes, porque têm sempre algo a se agarrar, que lhes aumenta a esperança.
Sou um homem de “Fé” que acredita, que tem muita esperança e penso que de facto existe um só Deus, mas com muitos nomes em que cada civilização o “ batizou” com o nome que achou mais conveniente e acho que todos se deveriam escrever com letra maiúscula, pois na realidade são muito mais as coisas que as une do que as separa…

1 comentário:

Rute Caires disse...

Faço minhas as suas palavras sr. Duarte. Também eu sou uma mulher de Fé e Esperança!! Mas, confesso, que por vezes a minha esperança, esmorece....pois a vida tem me pregado algumas (muitas) partidas. Mas depois volto a acreditar! Volto à minha Fé e à esperança que amanhã será melhor! Que é realmente o que me faz levantar todos os dias e seguir em frente.....