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sexta-feira, 2 de março de 2018

O inferno na Terra

Escrever nas estrelas
1. Por causa da tragédia horrenda que se vive neste momento na Síria, no Conselho de Segurança da ONU, o Secretário Geral desta organização António Guterres, há poucos dias, descreveu a situação em Ghouta Oriental, na Síria, como um «inferno na Terra». Mas, face ao que se passa hoje no mundo inteiro, considero a Síria como um dos compartimentos desse «inferno na Terra» em que está mergulhado o planeta pela mão dos «diabos» que governam as nações do mundo, particularmente, as duas maiores potências. Porquê? – Reparemos…

2. Não me lembro de se falar tanto em armas como nos dias de hoje, ainda mais como uma necessidade a favor da paz e como equilíbrio de forças no mundo. Mas, quem é que acredita em paz quando vive sobre armas poderosíssimas por todos os lados? - Está criada a doutrina do «inferno na Terra». À cabeça, devemos nomear os dois nomes principais desta nova ordem mundial: o Presidente da Rússia, Vladimir Putin e o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump. Dois presidentes das duas principais potências mundiais. Dois loucos cegos pelo poder. Dois mercenários das armas…
3. O Putin apresentou esta quinta-feira armamento militar muito sofisticado, por exemplo, o míssil balístico Sarmat, que tem um «alcance praticamente ilimitado» e torna «inútil o escudo antimíssil dos Estados Unidos». Disse ainda mais as seguintes pérolas: «Ninguém no mundo tem algo igual, por agora. É algo fantástico! Insisto, nenhum país do mundo tem, no dia de hoje, as armas que nós temos. Ponto final. Antes de termos os novos sistemas de armamento, ninguém nos escutava. Escutam-nos agora!» O Sarmat (SS-X-30 Satan-2, segundo a NATO) é um míssil intercontinental pesado capaz de transportar entre 10 a 15 ogivas nucleares, por isso, acrescentou divertido com o seu novo «brinquedo»: «os nossos colegas estrangeiros, como sabem, colocaram-lhe um nome notadamente ameaçador, Satan (demónio)». Face a isto, estejamos precavidos com o seguinte: «Não mostrei hoje todas as armas que temos. Por hoje, é o suficiente. Confio que tudo o que disse na minha mensagem sirva para acalmar qualquer potencial agressor». Maior inferno que este não deve existir e intenções mais diabólicas também, não me parece, que existam fora da terra. Já há muito tempo que aprendi a não acreditar em diabos nem nos infernos fora da terra. Mas ao contrário, nos últimos tempos tenho visto o inferno bem presente diante dos olhos e diabos à solta é que não faltam.
4. O Trump segue a mesma lógica belicista, basta nos lembrarmos como pretende fazer face aos massacres que a sua América sofre quase todos os dias. A sua genial ideia para acabar com os massacres nas escolas, seria armar até aos dentes os professores. Felizmente, o que ainda me faz acender alguma esperança, foi que maioritariamente pais de crianças que morreram em ataques, mostraram-se contra esta ideia maluca.  «De todas as responsabilidades que os professores já têm, matar pessoas não deveria ser uma delas», disse um pai que perdeu a filha em 2012. «Em vez de os armar com armas de fogo preferia que fossem armados com conhecimentos que permitissem evitar este tipo de episódios, em primeiro lugar», disse uma mãe que perdeu a filha de seis anos no ataque à escola de Sandy Hook.
5. Isto é de loucos e diabólico. Mas, é isto que faz e comanda o mundo neste momento, um verdadeiro «inferno na Terra», porque os diabos estão à solta e ninguém parece ter força suficiente para travar esta loucura infernal em que estamos mergulhados. Com «arautos» destes (Trump e Putin) da paz, não se auguram «os melhores tempos» para o futuro do mundo e da humanidade.

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