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terça-feira, 24 de abril de 2018

Uma Igreja Portuguesa iluminada pelo 25 de Abril

Comensal divino
Uma Igreja Portuguesa iluminada pelo 25 de Abril podia ser aquela que seguiria o que disse o Papa Francisco: «(…) prefiro uma Igreja acidentada, ferida, enlameada por ter saí­do pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças. Não quero uma Igreja preocupada com ser o centro, e que acaba presa em um emaranhado de obsessões e procedimentos»; e ainda: «Mais do que temor de falhar, espero que nos mova o medo de nos encerrarmos nas estruturas que nos dão uma falsa protecção» (Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, n. 49).
Então vejamos as seguintes provocações desafiadoras perante a multidão enorme de pessoas desorientadas, mergulhadas no vazio que tantas vezes deriva de decepções religiosas:
1. Uma Igreja que não tenha medo de entrar na noite de toda a esta gente;
2. Uma Igreja capaz de encontrá-los no caminho;
3. Uma Igreja capaz de inserir-se na sua conversa;
4. Uma Igreja que saiba dialogar com aqueles que vagam sem meta, com desencanto, desilusão, até mesmo do cristianismo;
5. Uma Igreja capaz de acompanhar o regresso a Jerusalém.

«Católica significa universal. (…) Se a Igreja nasceu Católica, quer dizer que nasceu “em saída”, que nasceu missionária. Se os apóstolos tivessem permanecido ali no Cenáculo, sem sair para anunciar o Evangelho, a Igreja seria apenas daquele povo, daquela cidade, daquele Cenáculo. Mas todos saíram pelo mundo a fora, desde o instante do nascimento da Igreja, da descida do Espirito Santo sobre eles.        Por  isso a Igreja nasceu “em saída”, ou seja, missionaria. É isto que dizemos quando a qualificamos como apostólica, porque o apóstolo é quem anuncia a Boa Nova da ressurreição de Jesus. (…) É precisamente o Espírito que nos leva ao encontro dos irmãos, até daqueles mais distantes em todos os sentidos, para que possam compartilhar connosco o amor, a paz e a alegria que o Senhor ressuscitado nos concedeu», afirma o Papa Francisco (Papa Francisco, Audiência Geral 17/09/2014).

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