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quarta-feira, 6 de junho de 2018

Vamos rezar juntos

uma das piores atitudes é dizer-se que se perdoou, mas agir sempre como se tal nunca tivesse acontecido. É verdade que perdoar não é fácil e algumas ofensas podem ser perdoadas, mas nunca mais serão esquecidas e conviver com os implicados não é fácil. Porém, isto vem por causa da constatação de que a ânsia de encontrar soluções para os problemas, aliás, algo perfeitamente natural, nem sempre trás a atitude correspondente perante o problema solucionado ou o pecado perdoado. Porque, reparamos que a solução só contempla e satisfaz uma parte. Explico-me. A pressão para que se arrume as coisas e pior ainda se forem pessoas, nunca trouxe soluções sem vítimas. Tantas coisas que para aí vemos que satisfazem o ego de muitos hipócritas agarrados ao poder, mas há pessoas à conta deste prazer ignóbil que estão encarceradas, excluídas ou simplesmente descartadas e estigmatizadas para sempre, como se sofressem de uma peste negra da pior estirpe. Valha-nos Deus para que diante dos problemas, procuremos soluções que libertem e não que fiquem apenas pela metade, prejudicando seriamente a outra parte. Pode ser que começando por aqui sirva a pena lutar por soluções e pela alegria do perdão: «Quem se aceita a si mesmo, está preparado para perdoar aos outros» (J. L. Martim Descalzo). Tudo começa em nós e em nós acaba, seja o bem seja o mal. Cuidemo-nos...

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