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domingo, 30 de setembro de 2018

O jogo do passa culpas

nas nossas subidas e descidas da vida quotidiana, o resultado final se for bom, geralmente os louros são atribuídos a quem os merece de verdade. Há excepções, obviamente, mas quem não os tem não deixe por mãos alheias a reclamação do seu direito. Porém, quando algo corre mal nem sempre se atribui as devidas responsabilidade a quem as deveria assumir. O jogo do passa culpas tantas vezes é bem cansativo para quem o assiste. Uma característica muito frequente do nosso tempo é esta. Há campeões por todo o lado deste jogo. Bastava que vingasse a máxima de Confúncio, “O homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros”. Por isso, deve faltar-nos humanidade de alto nível e de humanidade comum anda cheio o nosso mundo. Entremos lá dentro e tentemos ver por um exame pessoal por onde andamos.

sábado, 29 de setembro de 2018

A variedade dos caminhos da salvação

não é o facto de se assumir o condimento da fé para alimentar a existência que vai autorizar o crente a pensar que tem o exclusivo do bem e da verdade. Basta lembrar que a nossa história humana está cheia de exemplos cruéis realizados em nome da fé e em nome de um deus feito à medida das instituições, dos grupos e de cada crente. Muitos foram desprezados, enxovalhados, jogados na sarjeta da indiferença e remetidos para a margem, só porque não pensavam ou não viviam como alguém entendia que deviam viver. Hoje felizmente, são cada vez mais aqueles e aquelas que pensam e procuram viver respeitando e acolhendo o bem que o Espírito de Deus derrama nos seus corações sem estarem ligados a ditames religiosos e políticos. Há tanta bondade em tantas pessoas que não pertencem à nossa rede humana, social e espiritual. Todos em qualquer circunstância, se vivem pelo bem, são sinais vivos do amor de Deus no mundo. Não podemos viver no cárcere das regras fechadas, com as algemas dos interesses pessoais ou dos privilégios do grupo onde estamos inseridos. A medida de cada coração tem que ser pela medida grande, ao jeito do coração imenso de Deus, que age onde quer, em quem quer e onde quer. Ninguém trava esta revolução universal do amor. As nossas comunidades ainda não se livraram de muitos resquícios mundanos e ainda falta fazermos o caminho para que sejam reflexo daquilo que pede Jesus, que consiste em viver sem arrogância, sem ciúmes, sem a prepotência da exclusividade do bem e da verdade, mas que deve acolher, apoiar e estimular tudo o que seja a favor da libertação os pequenos e os pobres. Tudo isto requer atenção e cuidado constante com o nosso interior para que não nos tome a alma os valores contrários ao que é essencial à felicidade, isto é, a promoção da justiça, da verdade e todo o bem. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Deus não pode ser construído por ninguém

tudo o que se refere à promoção do bem na Bíblia está carregado de altruísmo. Pois, os ensinamentos bíblicos sempre ensinam que a luta pelo bem implica sofrimento e tantas vezes entrega da própria vida para salvar outras vidas. Jesus é o exemplo maior desse altruísmo. Quando há um deus, que se construiu na ideia bíblica de que a partir dele se pode fazer tudo, até cometer crueldades horripilantes, sobre a capa da bondade, um deus assim, simplesmente, não existe.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A Bíblia

 a Bíblia é o livro dos livros mais interessante que se pode ler. Não admira que seja o mais vendido e lido no mundo. Mas, tem passagens de extrema violência e é uma história de sofrimento que nos deixa estarrecidos se pensarmos que por entre as letras da Bíblia, está o Deus da vida e do amor. A Bíblia se for mal lida e mal interpretada é o mais perigoso dos livros. Porém, nunca duvidemos que no essencial e no centro da Bíblia está o apelo à bondade e à fraternidade. Obviamente, que as estruturas do poder deste mundo, sejam religiosas, políticas e económicas quando se servem da Bíblia para se manterem e perpetuarem, nunca recorrem às passagens que apelam à bondade e à fraternidade, mas a todas as outras que incentivam ao ódio, ao moralismo e ao domínio de alguns sobre todos os outros (a maioria que se deseja pacificada e domesticada).

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Os contrários evidenciam-se e fazem história

a avalanche ultraconservadora anda à solta pela Europa (e no mundo), destaca-se de forma bem evidente. É um sinal dos tempos. Embora custe admitir tem absolutamente que ver com a figura papal. A forma como é exercido o poder, mais aberto ou mais conservador, suscita sempre o seu contrário. É o que acontece nos nossos tempos em relação ao Papa Francisco, um poder-serviço aberto e reformador faz germinar o conservadorismo e todos os sinais de anacronismo que vamos presenciado.  Nos tempos de João Paulo II e de Bento XVI, foi precisamente o contrário. Papas mais identificados com as correntes ultraconservadoras, faziam evidenciar os movimentos mais desempoeirados da Igreja e da sociedade, que reclamavam mais abertura ao mundo e favoráveis a reformas permanentes. Parece que as sociedades funcionam como reação. Neste quadro li o seguinte sobre a Igreja francesa, que serve como exemplo em relação ao que se está a passar em toda a Igreja. 58 dioceses francesas não tiveram qualquer ordenação sacerdotal neste ano. O número de novas ordenações em França caiu de 133 em 2017 para 114 em 2018. Segundo dados do jornal La Croix, 82 desses novos padres são diocesanos, enquanto que os outros são membros de várias ordens e sociedades de vida apostólica. Em contraste, as comunidades “tradicionais”, onde os Padres celebram exclusivamente a Missa em Rito Antigo, continuam a crescer. O artigo de La Croix calcula que 20% dos novos sacerdotes este ano vêm de comunidades classificadas como “tradicionais” ou “clássicas”. Estes grupos contam especialmente com padres jovens. Como é óbvio, dependendo da perspectiva, poderá entender-se estes sinais como pujança religiosa, mas seguindo o raciocínio do artigo de La Croix e as denúncias do Papa Francisco quanto ao clericalismo, ao autoritarismo, ao legalismo, o carreirismo e ao formalismo litúrgica que varre a Igreja, apontados como razões para os diversos abusos, concluímos, que tudo isto resulta muito preocupante e não augura de forma nenhuma que venha à luz a urgência de uma “igreja em saída”, “hospital de campanha” e a “Igreja acidentada”... Antes virá à luz do dia uma igreja acomodada, principesca, carreirista e cada vez mais remetida a um reduto de narcisistas que se consideram donos da verdade, que agem contra todas as formas de inclusão das periferias.

O ateísmo dos crentes

o cura de Valverde de Lucerna, que conhecemos de uma famosa novela de Unamuno, o qual, sem acreditar em Deus nem na outra vida se esforçava por manter a fé dos seus paroquianos. Dizia: “a minha religião é consolar-me em consolar os outros, mas que o consolo que lhes dou não seja o meu”. Quantos fazem desse “consolo” puro negócio para os agonizantes e para as almas inocentes? A personagem de Unamuno era de ficção, mas existem casos reais. O cura de Meslier (1660-1733), pároco de Etrépigny, em Champagne, que na opinião de muitos, foi sempre um sacerdote cumpridor das suas obrigações, mas deixou ao morrer um manuscrito radicalmente ateu e anticristão, que passados já muitos anos ainda causa arrepios ao ser lido. Não quero com isto generalizar, mas só pretendo dizer que os homens e mulheres de fé, não tenham dúvidas ou não enveredem também pela suspeita e pela inquietação nas complexas fases da existência. A vida não é fácil para ninguém, nem para os mais crentes nem para os descrentes. Notemos no que dizia Santa Teresa do Menino Jesus: «a morte te dará, não o que tu esperas, mas uma noite profunda todavia, a noite do nada» (Teresa de Lisieux, «História de uma alma»). Nem as almas mais santas perante o olhar de Deus e da Igreja escaparam a essa tentação da dúvida. Não fôssemos nós todos feitos da mesma massa humana… E melhor do que nós sabe Deus dessa realidade.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

A leveza não inocente de uns anjos

aquintrodia à liça de referendo à meia dúzia de inócuos na praça da nossa político partidária, ouviu-se o engraçado "SIM" daquelas bocas convencidas de celestiais como se alguém tivesse feito a antiga entoação, "Dominus vobiscum...". Todos tão devotos naquela hora a pagar a promessa de vela acesa na mão comprada com o nosso dinheiro: "Et cum espiritu tuo". Eis a nata devota do "Totus tuus Maria", os arcanjos da nossa política, que rezaram à Ronaldo: "Sim..." (Aqui tentem imitar aquele estridente "S...I...M..." do Ronaldo que fez marca no Real Madrid nos momentos coroados da glória). No entanto, penso que podemos considerar arreando  a molhela, que é melhor ter políticos descrentes, mas cumpridores da lei e da Constituição, do que crentes de fachada em decúbito ventral, a rastejar nas sarjetas das suas políticas inócuas. Claro que não se deve esperar muito destas biscas que pululam a feira partidária do nosso burgo: à esquerda, à direita, ao centro, à altura, à profundidade, à omnipotência e a todas as potestades (parafraseando São Paulo), habituados que estavam com espetadas e vinho seco, capelas e igrejas, fogueteiro e todo o género de circo que sacia este povo empalamado há tanto tempo. Animem-se a romaria só agora começou. Ó povo, livra-te da canga de uma vez para sempre e de caminho liberta-te dos dúcteis que se alimentam da tua desgraça. Não precisamos de saber se os protagonistas políticos têm fé nem muito menos queremos saber das suas devoções e superstições, mas que sejam competentes, respeitadores das leis que fazem, da justiça e do bem comum. Dominus vobiscum... Et cum espiritu tuo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A liberdade de expressão conduz à comunhão

cada vez mais se lê textos e mensagens que nos falam do valor de cada opinião. Muitos defendem a liberdade de expressão e o direito de cada um manifestar o que pensa, até que seja o mais duro pensamento. Até já li que é melhor ouvir o que pensam os inimigos do que deixá-los calados. Tanta doutrina maravilhosa, que eu concordo totalmente. Mas não deixa de ser irónico que cada vez mais se sabe da violação do direito de expressão e como muita desta expressão é feita mediante os interesses que ela supõe, particularmente, interesses económicos. Gosto de ouvir e ler cada vez mais pessoas a dizerem da necessidade de se falar com todos, os que são a favor e os que são contra. Nada mais saudável para a democracia e a liberdade universal que este caminho supõe. Neste sentido, deve ser proposto que estejamos todos atentos ao afunilamento das ideias e a todos os atentados contra a liberdade de expressão, especialmente, quando a veiculação de notícias, opiniões e outras formas de comunicação servem para promover projectos ideológicos em sentido único, a assunção de líderes/ídolos providenciais e ondas de assalto ao poder. Não, a nenhuma forma de expressão que promova dominadores à conta da subjugação de dominados, mas sempre pela liberdade de expressão fruto da liberdade individual e respeito por cada ser humano. A comunhão só será possível mediante a liberdade de dizer o que se pensa, seja positivo ou negativo. Este dom não pode ser privado a ninguém. E se eu tivesse que identificar, numa palavra, a razão pela qual a natureza humana ainda não atingiu (e provavelmente nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "comunhão". 

sábado, 22 de setembro de 2018

Só o poder serviço salvará o mundo

Perante a sociedade e a religião que actualmente se consomem em lutas escandalosas por tachos e tachinhos, é urgente que preservermos alguma lucidez e serenidade para encontrarmos o centro e não nos perdermos também na lógica da luta fratricida pelo poder. No filme La Vita è Bella na cena em que Guido presta provas para ser empregado de mesa, mostrando que percebe de cortesia, inclina o tronco a 50, 90 graus e mais. O tio desconcerta-o com o seguinte: – Pensa nos girassóis. Inclinam-se para o sol mas se vires alguns demasiado inclinados significa que estão mortos! Estás a servir, mas não és criado. Servir é uma arte superior. Deus é o primeiro servidor… No Evangelho Jesus diz a frase lapidar: “Quem quiser ser o primeiro será o último de todos e o servo de todos». Mas logo depois a carta de São Tiago, fazendo a leitura do que já viu e do que está para vir até aos nosso dias proclama: “onde há inveja e rivalidade, também há desordem e toda a espécie de más ações”. Toda esta passagem do Apóstolo é o retrato fiel do mundo, que desmonta toda a cegueira embevecida pelo poder que mal conduzido semeia a injustiça, a guerra, as divisões e todas as desordens que destroem a paz (Cf. Tiago 3, 16-4, 3). A lógica do poder em parte nenhuma segue este raciocínio, é a lógica do mundo, que todos sabem durar pouco a sua glória, mas não importa, porque por algum tempo mesmo sendo pouco chega para saborear o prazer de mandar e para receber os paparicos dos imbecis que sempre se agasalham nas asas daquele que detém o afrodisíaco poder. Segundo a lógica de Jesus, que é a designada “sabedoria do alto”, obriga a mudar a mentalidade, os esquemas de pensamento, os valores egoístas e abrir o coração à lógica do serviço ao modo de Deus. Na nossa sociedade, os primeiros são os que têm dinheiro, os que têm poder, os que frequentam as festas badaladas nas revistas da sociedade, os que vestem segundo as exigências da moda, os que têm sucesso profissional, os que sabem colar-se aos valores politicamente correctos… No caminho de Jesus, o poder serviço faz do primeiro o último e dos últimos primeiros, que Deus procura e deseja que os que possuem o poder tenham como principal preocupação o serviço a esses. O verdadeiro poder é aquele que se exerce segundo a simplicidade e a humildade, porque todos são iguais (semelhantes, irmãos) e devem como tal contribuir para o bem de todos. É bom que meditemos todos nesta mensagem, para que dentro e fora das igrejas o poder se converta verdadeiramente em serviço para todos. 

O mundo da escola e a educação

já está mais que badalado que a educação é tarefa dos pais. E ponto. Nesta reflexão não vou para aí por hora. Pretendo reflectir um pouco sobre a vida escolar. À escola, particularmente, os professores pertence o despertar intelectual, que com todos os agentes que fazem a escola funcionar, alertaram para a responsabilidade e o cumprimento dos deveres humanos e sociais. Todos devem saber onde está o caminho da amizade e do afecto. Digo isto porque cada vez mais a escola converte-se numa entidade familiar. É uma segunda família. Daí que nela não caibam jogos de poder, concorrência desleal ou desregrada, invejas sobre quem faz ou está a fazer e todos os elementos negativos que irão seguramente envenenar o ambiente escolar e colocar em causa o sucesso da aprendizagem. A escola deve ser espaço de convívio fraterno, de atenção de uns pelos outros e lugar onde se aprende a ter presente que somos sociedade, mundo e que é aí que devemos ser gente com toda a gente, sempre disponível para cumprir os seus deveres (não descurando, obviamente, a consciência dos direitos e a responsabilidade que temos uns sobre os outros). Por aqui se percebe que a escola hoje não pode ser um depósito onde se coloca crianças, adolescentes e jovens para ocuparem o tempo e ficarem protegidos enquanto os pais estão ausentes por motivos profissionais. A escola não é o lugar onde se despejam coisas da história, da técnica, da moda e olhar o tempo que passa. A escola é lugar da interação que deve fazer despertar para a consciência do ser pessoa, cidadão livre cheio de responsabilidades e respeitador do meio ambiente. Neste mundo da escola a criança e o jovem não é um assistente como em outros tempos perante o magister dixit, mas um agente chamado a participar com todos os meios disponíveis para que a escola seja sua. Os professores devem ser instrumentos essenciais, bem remunerados e valorizados na sua qualidade de professores, para que possam dar tudo de si com alegria e entusiasmo. As nossas escolas devem tornar-se lugares de criatividade, de paz e de afetividade. Porque aqui todos se encontram no lugar certo de crescimento e de preparação para a beleza do futuro de todos. Que a vida escolar encontre calma e serenidade, para que tenhamos homens de amanhã verdadeiramente conscientes do que é ser pessoa que transporta valores, principalmente, a honestidade e a liberdade, como pilhares de uma sociedade sadia.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

A luta da paz não é pacifismo

É tão essencial a paz! É tão importante encontrar o caminho da paz! E falo daquela paz interior que nos leva a detestar tudo o que seja tormenta exterior que fere o corpo e alma. Quer a violência que anda pelo mundo quer aquela que às vezes nos acompanha interiormente. Não perder-se por uma nem por outra é meio caminho andado. Todos desejam a paz, mas muitos não sabem viver senão sob os escombros da guerra que semearam por todo o lado. Pior ainda quando se anda com a paz na boca e a guerra no coração que se expressa nas palavras e nas ações. Eu sei que Jesus anunciou que não veio trazer a paz, mas a guerra, a divisão... É óbvio, que não falava da divisão que faz sofrer e da guerra que mata. Mas falava da paz interior que se torna ação militante contra todas as formas de guerra, escravidão, exclusão e indiferença que os poderosos do mundo querem fazer valer para os pequeninos. Esta guerra levou-O à Cruz. Porque, proponha-se e propõe-nos um caminho que não se acomoda, que não se fica pela medida pequena perante a luta do amor, que é preciso realizar contra todas as forças que este mundo tem para semear o sofrimento e morte. Somos gente. Assim, toda a gente precisa da paz interior, aquela serenidade que nos descobre e que nos leva a descobrir o que somos e para o que viemos a este mundo. Procuremos o que nos faz estar em paz e depois levemos a paz aos outros mesmo que neles não estejam em boa vontade connosco. Só pela trincheira da paz se pode vencer as armas poderosas das alcateias dos lobos que nos rodeiam. A paz não é pacifismo abúlico nem muito menos indefinição comodista perante a realidade. 

domingo, 16 de setembro de 2018

Uma pessoa três perguntas para nós

Quem foi Jesus?
  • Por um lado, Jesus é o humano divinizado derrotado pelo mundo. Por outro, o divino humanizado que vence o mundo. 
O que é “renunciar a si mesmo”?
  • São todos o que não se deixam contaminar pelo veneno do egoísmo e sabem que  a graça da salvação é para todos (só para contrariar o poeta António Ramos Rosa, que diz num dos seus magníficos poemas que “a graça da salvação é para poucos”).
O que é “tomar a Cruz”?
  • Significa assumir a vida e as suas opções de forma radical, mesmo que isso implique às vezes dor, suores, lágrimas e até a morte.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Vamos ao sexismo e ao racismo Serena

a tenista americana Serena Williams foi multada neste domingo em 17.000 dólares ((cerca de 15.000 euros) pela Associação de Ténis dos Estados unidos pelo polémico comportamento na derrota de sábado para a japonesa Naomi Osaka, na final do US Open (ténis d3 campo). Pablo Stecco, jornalista da cadeia de televisão ESPN, contou nas redes sociais que Serena Williams terá destruído o balneário depois de perder a final do US Open para a japonesa Naomi Osaka, no sábado passado. No campo à vista de todos, a discussão subiu de tom, Serena partiu uma raqueta, chamou "ladrão" e "mentiroso" a Carlos Ramos, e acusou-o ainda de sexismo. Com tudo isto mostrou a sua má criação, raiva e revolta pelo seu péssimo perder. Parece que tenha que ganhar à força e tenista japonesa no final, ao receber o troféu da vitória quase que teve que pedir desculpas por ter ganho. Pelo meio a tenista norte-americana envolveu-se numa grande discussão com o árbitro português Carlos Ramos, depois de o juiz a ter advertido por estar a receber instruções do seu treinador. Serena negou veementemente a situação, apesar de Patrick Mouratoglou ter admitido após a partida que estava mesmo a dar instruções. Serena em nome do feminismo decretado que a moda actual reivindica, também invocou sexismo quando o que está em causa é má criação e o incumprimento dos regulamentos. Serena, apenas no nome. Mas, mais uma vez, claro está que se o desporto é puro negócio e vontade exclusiva de ganhar, converte as pessoas, jogadores, dirigentes e público, em autênticos mercenários mal criados e que não se inibem de revelam os seus piores instintos. Enquanto não se perceber que os agentes do desporto têm o dever máximo de contribuir para a paz, a alegria e a festa associada a todas as formas de desporto, nunca deixaremos de ouvir falar de violência nos lugares da sua prática. E melhor seria que o desporto não fosse apenas e só negócio. Perceber isso pode fazer do desporto um instrumento para o bem estar dos povos e não apenas um fim para fazer valer a lógica do lucro pelo lucro.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

No dia em que ardeu um museu

Museu Nacional do Rio de Janeiro em chamas
03 Setembro de 2018
No dia em que arde um museu
mores tu e morro eu
pois são agora cinzas algumas raízes
da árvore imensa da memória
leite materno do tempo e da vida
de onde tantos mamaram e foram felizes. 

No dia em que arde um museu
perdes tu e perco eu
as possibilidades de um dia contemplar
a porção de história que a incúria venceu. 

Naquele final momento 
quando o fogo arder o último museu
estarás salva humanidade sobre o vazio
que a tua diabólica ganância te concedeu. 

Quando arde um museu
queiras ou não morres tu e morto eu. 
JLR