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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Para vermos quem quer fazer do passado o presente

Muito boa. O fundamentalismo patético e idiota só merece mesmo respostas a este nível...
Isto aconteceu na cidade inglesa de Manchester....
Um muçulmano devoto e barbudo entra num táxi.
Uma vez sentado, pede ao taxista para desligar o rádio, porque não quer ouvir música, como decretado na sua religião, e porque no tempo do profeta não havia música, especialmente música ocidental, que é música dos infiéis.
O motorista do táxi educadamente desliga o rádio, sai do carro dirige-se à porta do lado do cliente e abre-a.
O árabe pergunta: - "O que você está a fazer?
Resposta do taxista: - "No tempo do profeta não havia táxis, por isso saia e espere pelo próximo camelo".

Setenta e sete anos - Papa Francisco

Aniversário do Papa Francisco...
Os meus sinceros parabéns ao Papa Francisco, cheios de admiração e desejo que tenha ainda entre nós vida longa para levar a bom porto as reformas na Igreja e contribuir para a conversão do mundo à lógica da fraternidade que conduz à paz entre os povos.
O Papa Francisco é esta «luz» que os povos deste mundo precisavam, particularmente, todos os espoliados, os pobres e os mais fracos espremidos nas mãos de governos de hoje completamente irresponsáveis, que são fracos com os fortes e fortes com os mais fracos. Que Deus o abençoe e proteja dos corvos. Que Deus o anime na força do Espírito Santo. Que não hesite nas reformas que a Igreja precisa e a humanidade reclama.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O presente que desejo receber neste Natal

Os que não sabem o que a força mágica de um abraço cheio de ternura possui, não vivem o melhor da vida. Tantas vezes é isso que sinto, quando a partilha se faz na singeleza de um sorriso, num toque carregado de ternura, num pequenino rosto sorridente. Basta depois um bombom que adoça o sorriso e faz brilhar os olhos de uma criança. Aquele obrigado baixinho, aquele repuxo com as frágeis mãos que se agarram ao nosso pescoço para dizerem baixinho este segredo: «gosto muito de ti» e condimentam com um beijo esse carinho cheio de afeto.
Ó meu Deus se tudo isso resulta de um pacote de batatas fritas junto com dois pacotinhos de bolachas ensacados por outras mãos cheias de amor que vieram prontas até nós dizendo, «isto é para os pobres». Assim foi, para uma criança pobre, que já está mais que mentalizada de que em casa não há doces, mas pobreza grande e falta de quase tudo. Naquele lugar onde nada faltava até há bem pouco tempo. Mas agora, que os tempos são difíceis, o desemprego deixou de ser o fermento daquela casa, o dinheiro não aparece para ser comprado o que uma criança precisa para ser feliz.
Então, saio de mim e vou quase aos gritos a chamar pelo nome a quem desejo presentear com esta dádivas. Naquele pequenino olhar que me segue digo «isto é para ti». Não esqueço aquelas mãozinhas ternurentas a lançar-se ao meu pescoço, para dizerem «obrigada». Aquela ternura gratificante ficou muitas horas no meu pensamento, quiçá ficará vários dias impregnada no meu corpo e certamente na minha alma para sempre.
Os grandes que se contorcem a alterar orçamentos e as leis para que não sejam beliscados nas suas benesses e nas suas chorudas pensões, nos seus altíssimos/duplicados salários não sabem disto, nunca saborearam a gratidão em ternura de uma criança que nada tem para a adoçar a sua vida. Não sabem que há crianças a serem convencidas que não podem receber presentes este Natal e que respondem aos pais, «basta-me os miminhos da mamã e do papa». Não sabem que algumas só terão docinhos se a caridade assistencialista vier ao seu encontro. É pena, que não saibam nada de dignidade e do bem comum.
Por isso, os tempos correm de feição para retomarmos a vida para a amizade e para a partilha. Somos todos semelhantes e devemos estar preocupados nem que seja apenas com uma criança e fazer deste Natal o melhor Natal da sua vida. Estejamos atentos e façamos o melhor de nós para que a ternura, o carinho e o afecto sejam os melhores presentes que nós adultos recebemos da fragilidade das crianças. Tenhamos um coração grande e façamos da vida um dom para quem mais precisa de ser ajudado para não deixar de sorrir nem muito menos deixar de ter os olhos cheios de brilho. É este presente que faço propósito de receber neste Natal.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Testemunhos

Para o fim de semana...
Bate o sol forte nas manchas verdes das serras
Pelo meio alegram-se as casas do povo em festa
Que em sorrisos abrem as portas e as janelas
E saúdam o abraço em raios que o sol empresta.

Vi o testemunho que mandou o escuro pela noite fora
Embora sigam em frenético rodopio nas estradas
Os carros roncando apressados guiados pela hora
Para chegar ao destino do saber das almas ávidas.

Nisto também falaram os animais nas pastagens
Não fosse o instinto da comida seriam pedras e terra
O que seriam senão inamovíveis silêncios nas viagens
Mas o mistério dos animais no verde é pão que Deus encerra.

Por fim estava uma saborosa calma sem brisa nenhuma
Que perturbasse as árvores e os ramos até aos céus
Tudo neste quadro pintou o sol a leveza de uma pluma
Que somos cosmos na ininterrupta criação de Deus.
José Luís Rodrigues

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Missas do parto na Igreja de São Roque, Funchal

Todos os dias de 15 a 23 às 6 horas das manhã... Celebração da Eucaristia seguida de convívio com animação no Salão Paroquial. Todos são bem vindos.

O Evangelho da Alegria

Comentário à Missa deste Domingo, III Tempo Advento
15 Dezembro de 2013
O tema deste Domingo é a alegria. O Natal é uma festa, que todos gostam muito. Por isso, durante o Tempo do Advento a Liturgia reserva-nos um Domingo cujo tema é a alegria. Serve este valor para que a nossa preparação para o acontecimento de Deus, não seja um tempo de tristeza ou frustração, pelo contrário, vivemos numa esperança alegre, porque vem para o meio de nós o nosso Salvador. A alegria, ajuda a ver o mundo e a vida com o olhar de Deus. O coração alegre faz ressoar Deus em tudo o que a vida oferece seja bom ou seja menos bom. Deixemos neste tempo de expectativa o nosso coração se alegrar com a festa do amor de Deus.
Por isso, o Papa Francisco começa a recente Exortação Apostólica, Evagelii Gaudium (EG), da seguinte forma: «A ALEGRIA DO EVANGELHO enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus. Quantos se deixam salvar por Ele são libertados do pecado, da tristeza, do vazio interior, do isolamento. Com Jesus Cristo, renasce sem cessar a alegria» (EG nº 1). No número seguinte o Para exorta que o mundo de hoje faz desvanecer a alegria no coração das pessoas, «O grande risco do mundo atual, com a sua múltipla e avassaladora oferta de consumo, é uma tristeza individualista que brota do coração comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consciência isolada. Quando a vida interior se fecha nos próprios interesses, deixa de haver espaço para os outros, já não entram os pobres, já não se ouve a voz de Deus, já não se goza da doce alegria do seu amor, nem fervilha o entusiasmo de fazer o bem. Este é um risco, certo e permanente, que correm também os crentes. Muitos caem nele, transformando-se em pessoas ressentidas, queixosas, sem vida. Esta não é a escolha duma vida digna e plena, este não é o desígnio que Deus tem para nós, esta não é a vida no Espírito que jorra do coração de Cristo ressuscitado» (EG, nº2). Esta alegria é condição essencial para ser cristão, porque o cristão anuncia o melhor do mundo para cada pessoa, o dom da plenitude e a certeza de que há um Deus infinitamente misericordioso e cheio de ternura para toda a humanidade. Se o Natal não for a celebrar deste acontecimento em festa com toda a alegria não vale de nada o Natal.     

Porque neste fim de semana se inicia entre nós as «Missas do Parto» fica aqui um apontamento do Padre Pita Ferreira.
Breve apontamento sobre as Missas do Parto

"Puuuuuu… Puuuuu. Puuuuu…. Não é para agrupamento de povo, pagamento de leite ou casa a arder, que o búzio chama às duas horas da madrugada nas Fontes e Furnas da Ribeira Brava. Todos conhecem aquela voz a tais horas da noite.
Traduzida numa linguagem popular, quer dizer: Para a "Missa do Parto"…Para a "Missa do Parto"… Para a Missa do Parto". E em todas as casas acordam pessoas e luzes. (…). Reúnem-se todos no terreiro da vereda do João Pequeno ou da do Manuel das Ascensões e, quando já não esperam mais ninguém, põem-se em marcha para a Vila. Duas horas de viagem, por caminhos serenados e ladeiras de matar. Avançam ao som dos instrumentos regionais, dos búzios e de muitas dezenas de castanholas. (…). Todos tocam acordando as gentes. À medida que o grupo avança, outros se vêm juntar, de modo que ao chegarem ao Pico da Banda de Além e à Cruz, ecoam na Vila, dando a impressão de que um bando de grilos gigantescos a vêm invadir. Contudo, ninguém tem medo. (…) Reunidos todos os tocadores de castanholas, começam então a dar voltas à pequenina Vila e não há quem resista, quem deixe de ir à "Missa do Parto". São as festas do Natal que começam. Daí a momentos, às quatro e meia da manhã, estarão todos, ricos e pobres, senhores e plebeus, na igreja, pequena de mais para tanta gente, a cantar com todo o calor: "Ao Menino nascer./ Que gosto teremos! / Oh! Quanto felizes /Todos nós seremos! / Anjos e pastores, / Vinde em harmonia, / A louvar o parto / Da virgem Maria." In O Natal na Madeira, Pe. Pita Ferreira

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Missa com fado em São Roque e São José

Evangelizar com o fado...
As Paróquias de São José e São Roque do Funchal levam a efeito o seguinte evento: «Missa com Fado». No dia 14 Dezembro pelas 19 horas será na Igreja de São Roque e no dia 21 de Dezembro também às 19 horas será na Igreja de São José. Estará presente a fadista Eugénia Maria juntamente com os seus guitarristas. Eugénia Maria uma fadista para ouvirmos com atenção, tem 2 CD’s lançados sob gestão própria com os títulos, «Vielas da saudade» e «Nostalgia do amor». Canta em toda ilha da Madeira e em vários hotéis da cidade do Funchal.
No ano passado, a 27 de Novembro, o Comité Internacional da UNESCO, constituído por 24 países, anunciou, em Bali, na Indonésia, o fado como Património Imaterial da Humanidade. Obviamente, que a partir daqui o fado ganhou entre nós e a nível internacional uma relevância maior. Serão raros os visitantes que se achegam ao nosso país e que não procuram pelo fado. O fado está na boca de toda a gente.
Este evento cultural e religioso integra-se na quadra do Advento e Natal. Estamos a preparar o Natal de Jesus. Este será mais um momento de reflexão e evangelização, que as comunidades levam a efeito para melhor se preparem para o acontecimento no Natal. Obviamente, que pretende estender a atenção a um campo da arte e procurar aí vestígios de Deus e da mensagem religiosa. Afinal, será mais um caminho/proposta de busca nos meandros do pulsar da vida humana.
 Alguns poderão perguntar, mas o fado que tem a ver com uma Eucaristia? – Tem tudo. A serenidade, a paz, a penumbra ténue onde ele é cantado e a cadência melancólica do cantar, mais a mensagem das letras cuidadosamente selecionadas para o lugar e o contexto em se encere o evento «Missa com fado», proporcionarão a paz, o silêncio e a oração para o encontro com o transcendente, com Deus. A palavra cantada no fado será mensagem para buscar no silêncio o encontro com Deus e com os outros.
Mais ainda temos em conta que este género de arte musical não pode estar à margem da oração e da evangelização da Igreja Católica para este tempo, não fosse já o pedido feito pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (EG), quando diz o seguinte: «A partir do coração do Evangelho, reconhecemos a conexão íntima que existe entre evangelização e promoção humana, que se deve necessariamente exprimir e desenvolver em toda a acção evangelizadora» (EG nº 178). Não fosse hoje o fado a alma de um povo e o eco da «promoção humana» da portugalidade no mundo. Mais ainda se tivermos em conta que o princípio para o anúncio do Reino de Deus radica precisamente aqui: «O Reino, que se antecipa e cresce entre nós, abrange tudo» (EG nº 181).
Mas se remontarmos já ao Concílio Vaticano II, encontraremos matéria mais que suficiente para fundamentar este género de arte no caminho da evangelização. Na Constituição Pastoral, A Igreja no Mundo Actual, ficou assente que «é necessário cultivar o espírito de modo a desenvolver-lhe a capacidade de admirar, de intuir, de contemplar, de formar um juízo pessoal e de cultivar o sentido religioso, moral e social» (Gaudium et Spes - GS, nº 59), porque «as artes são também, segundo a maneira que lhes é próprio, de grande importância para avida da Igreja» (GS nº 62), por isso, «deve trabalhar-se por que os artistas se sintam compreendidos, na sua acrtividade, pela Igreja e que, gozando duma conveniente liberdade, tenham mais facilidades de contactos com a comunidade cristã. (…) Sejam admitidas nos templos quando, com linguagem conveniente e conforme às exigências litúrgicas, levantam o espírito a Deus» (GS nº 62).
Por fim, fica a certeza e a clareza neste pensamento citado pelo Papa Francisco na Exortação Apostólica, «O Evangelho da Alegria», para o evangelizador, para a Igreja «Nada do humano pode-lhe parecer estranho» (tirado da V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e do Caribe, Documento de Aparecida - 29 de Junho de 2007 - 380).
Fica o convite a todos.