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sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quando o futebol não é diversão

O futebol é um negócio. Ponto. Mas, também envolve outras «massas», por exemplo, milhares de pessoas que massivamente acorrem aos Estádios, vibram e sofrem pelas equipas em confronto. Albert Camus, assumia, não sei se com alguma dose de exagero o seguinte: «O que finalmente eu mais sei sobre a moral e as obrigações do homem devo ao futebol». O que é facto é que o futebol une e divide os povos.
Ontem perante o vaivém da bola entre o Juventus e o Benfica pude sentir um nervoso igual a tantos outros portugueses que o sentiram por serem adeptos do Benfica e outros só pelo facto de serem portugueses (estou neste rol) e verem uma equipa que defrontava outra de fora. Para quem tem algum sentido patriótico não tem escolha nem hesita um segundo, torce pelo que é seu e pelo que representa o seu país. Foi isso que senti ontem diante do jogo do Juventus vs. Benfica.
Neste sentido, sempre seremos contra a ideia de que o futebol se transforme no «ópio do povo» como se dizia da religião ou pior ainda como um «narcótico» para fazer desconcentrar dos verdadeiros problemas que nos assistem.
Por isso, falta que o futebol não seja apenas um escape, um negócio chorudo e a pior de todas, que seja objecto de tanta corrupção e mediação de divisão cruel entre um povo ou entre os povos. Esta forma de desporto concentra muita a atenção e, facilmente, todos, caem na tentação de esquecer que o futebol é um desporto para divertir. Ora, isso é sempre muito perigoso e quem sabe se, alienante.
Parabéns ao Benfica e que ganhe na final da Liga Europa e que isso contribua para a grandeza e bom nome do nosso país fora de portas. E como alguém dizia: «Faça da sua vida um jogo de futebol, drible as lágrimas, chute as tristezas e faça um golo de felicidade».

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O trabalho é essencial para a construção do bem comum

A necessidade de produzir cada vez mais e melhor, não pode subjugar a pessoa humana a uma simples força de trabalho, tão bem ilustrada por Charlie Chaplim, no seu magnífico «Tempos Modernos». A competitividade, condição essencial do progresso e do desenvolvimento, deve ser respeitadora da dignidade humana a todos os níveis. Para que tal diálogo se estabeleça com rentabilidade para todos, deve a lei prever mecanismos de interacção entre todos os interessados no trabalho humano. As empresas não podem desejar a produtividade se não estão em diálogo permanente com os seus trabalhadores nem podem somar a sua produtividade se não fomentam o real e efectivo cumprimento dos direitos e dos deveres.
Não se pode considerar o trabalho como uma opressão necessária. Quem assim pensar não descobriu ainda a verdadeira dimensão do trabalho humano, que radica na disponibilidade para o serviço à comunidade dos homens.
Diante deste pensamento sobre o trabalho humano, somos levados a deduzir que o trabalho é sempre uma vocação que nos realiza como seres humanos cheios de plenitude e nos convoca para a verdade da vida que Deus nos oferece a cada instante.
Neste sentido, não trabalhar é a pior forma de vida. Pois, até podemos dizer que quem não trabalha não vive ou quem vive sem trabalho está fora do sentido autêntico da vida. Estar no desemprego é experimentar a depressão, a marginalização, o desespero e o pior dos sentimentos que pode existir no coração de uma pessoa, ver-se como um parasita inútil.
Todos os trabalhadores são chamados a amarem de verdade as suas ocupações como mediações necessárias para a realização humana e como caminho eficaz de construção da paz e do bem comum.