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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Precisamos de gente séria

O nome mais pronunciado hoje em Portugal é Sócrates. Mas que ninguém se esqueça que este nome hoje também significa na verdade a vergonha de um país corrompido de alto a abaixo. Aqui não escapam governantes de antes e de agora, bancos, financeiros, administração pública, comunicação social e agentes da justiça...
A nossa vergonha e tristeza hoje chama-se Sócrates, mas há bem pouco tempo chamava-se: falcatruas sobre submarinos, a roubalheira do BPN, BPP, BES, vistos dourados (gold) e todas as tramas que vão sendo notícia neste desgraçado país. Um atras do outro, como se não fossemos mais capazes de viver sem um caso mediático para alimentar a conversa quotidiana. Triste país o nosso que parece não saber viver mais sem que o assunto do diálogo não seja a incontornável corrupção. Temo que nos habituemos a isto, porque entrou no sangue a incontornável tendência para a desonestidade. Tudo isto é triste e humilhante.
E o pior problema que hoje nos assiste é esse mesmo, a falta de honestidade que graça por todo o lado. Só espero que este seja um fim de ciclo e que o nosso país se endireite no caminho da honestidade. Precisamos de gente séria…

sábado, 22 de novembro de 2014

O encontro é uma porta que se abre

Os teus olhos derramam tristeza
sob a pressão do mundo
onde verte a traição da inveja
mais os dias sombrios desta visão
incontida do aperto frio que aí dentro
sente um coração de carne
na sensibilidade da solidão que se ouve
no alpendre das sombras da paisagem
feita de nuvens, noite e horizonte.

Neste deambular sentido no choro
desvelam-se as mãos e a amizade
que faz glória interior aliviada pela libertação
porque se sabe aqui e agora
nos meandros esquisitos do tempo
que tudo na vida sabe a mel
quando os dias se contam na solidariedade
daquele momento que a vida fez espelho
de amor que se move e comove sem engano
na atenção segura do olhar da presença oblíqua
que o espelho da vida sempre multiplica.

Nada é difícil e insuperável nos percalços das sombras
da inverdade que comanda a relação quando
condimentada de falsidade torpe e torta
porém tudo se dissipa no alivio daquele que vem
e se escancara no encontro como se fosse uma porta.
José Luís Rodrigues