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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Os funcionários da caridade

«Em Portugal só passa fome quem quer», garante presidente da União das Misericórdias. Leiam AQUI
Perante estas declarações fico num misto de coisas. Sem palavras, boquiaberto, revoltado ou ainda com vontade de disparatar sobre esta triste figura, que se intitula de presidente da União das Misericórdias.
Este sr. Lemos deve andar nas nuvens e não toma conta do que se passa realidade. É um funcionário da caridade a tantos outros que sugam à conta dos pobres uma série de privilégios no quentinho das centenas de instituições destinadas à caridade neste país. Sr. Lemos, se não fome, se não pobreza e se não há necessitados neste país para que tanto «mamão» e «mamona» enfiados dentro de centenas ou milhares de instituições vocacionadas para o combate à fome e à pobreza? - Deixem-se de fretes e vão governar a vossa casa sem insultar ninguém.
Por isso, também estou mais que convencido de que é mais difícil combater a legião de privilegiados que o negócio da caridade foi produzindo do que combater a pobreza em si mesma. E que já vai faltando a paciência para suportar esta gente, lá isso vai... 

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Papa um cristão igual a todos os cristãos

Frei Bento Domingues, no Público deste domingo, apresenta-nos uma reflexão brilhante sobre o paralelismo entre o Papa João XXIII e o Papa Francisco no que diz respeito à infalibilidade papal. Tanta proximidade. O Papa é um cristão igual a qualquer outro cristão. Destaco o seguinte e apresento AQUI o link para que deseje ler na íntegra. A não perder.

«Bergoglio também se esqueceu, como João XXIII, da ladainha dos títulos papais que os séculos inventaram para os distanciar dos pobres e para calar os outros membros da Igreja. Reteve apenas o de “pontífice”, o encarregado de lançar e reparar pontes para Deus e para todos os seres humanos, a começar pelos sobrantes e descartáveis, - vítimas de uma economia que mata, num mundo em que 1% da população possuiu mais de metade da riqueza mundial».

«O seu texto programático, E.G. não engana. Na Igreja, a hierarquia, as instituições e organizações, a liturgia e as doutrinas não são para ela e para a sua auto reprodução. São para a fazer sair para o mundo dos pobres, dos oprimidos, dos excluídos, das vítimas de doutrinas e práticas sociais e culturais que lhes negam o céu e a terra. Enquanto as populações não virem que o Evangelho é a alegria da libertação, não se podem interessar pela cozinha interna das instituições e organizações da Igreja».