Convite a quem nos visita

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Devo ir à missa por pura obrigação?

Muito interessante...
Não tenho vontade alguma de ir à missa do domingo. Não seria mais sincero ficar em casa e fazer uma oração a Deus?
Muitos perguntam-se se devem ir à missa ao domingo mesmo sem vontade, por pura obrigação. Para responder à esta pergunta é preciso antes entender como é o funcionamento da alma humana e de como se pode prestar culto a Deus.
O homem é constituído de corpo e de alma e é a alma que deve comandar o corpo, mesmo que os 'sentimentos' do corpo não estejam colaborando. É como um pai que leva o seu filho à missa: a alma é o pai e o corpo é o filho. Ora, o filho esperneia e diz que não quer ir, mas o pai é firme e exerce um ato de vontade sobre o filho.
A alma humana possui três áreas: a inteligência, a vontade e a afetividade (sentimentos). Elas devem obedecer a essa hierarquia, deste modo, quando a pessoa sente dificuldade em ir à missa é porque a afetividade está querendo sobrepor-se às demais, porém, a sua inteligência sabe o que é o certo e determina à vontade, ordena à afetividade que vá mesmo assim.
Não se trata de hipocrisia. Quando uma parte do indivíduo não quer ir à missa é justamente nesse momento que se vislumbra a oportunidade de mostrar a Deus o quanto o ama, pois uma oração que é feita na luta é uma oração que tem mais valor porque é feita sem a consolação.
Nenhuma das três áreas da alma devem ser excluídas da vida espiritual, mas elas devem obedecer à hierarquia. A inteligência é a área usada para o ato principal da vida espiritual: a oração. A vontade também pertence à vida espiritual e quando é ela quem comanda, a isso se dá o nome de devoção. Finalmente, quando a afetividade (sentimentos) entram na vida espiritual ocorre a consolação.
Contudo, mesmo que o indivíduo não receba consolações na vida espiritual, ou seja, quando ele está passando por um período de aridez, de deserto, não deve desanimar, pois esta é a área que está mais em contato com o corpo e, portanto, não é tão sublime.
Neste momento, a vontade deve vir em socorro da afetividade e o indivíduo deve perpetrar atos de devoção em que, mesmo não sentindo grande consolação, os gestos concretos de vontade por ele realizados, ajudarão o intelecto, a razão, a parte superior de sua alma a prestar o culto a Deus. Aquele culto referido por São Paulo como logiké latréia, ou seja, uma adoração lógica, do Logos, um culto espiritual em que o indivíduo dobra a sua inteligência diante da sabedoria infinita de Deus para pedir-Lhe tudo aquilo que convém para a salvação da própria alma e das outras pessoas.
In Aleteia

terça-feira, 2 de junho de 2015

Enganos vossos lúcidas tristezas nossas

A maior fábrica de fazer pobres, Pedro Passos Coelho (PPC), veio à Madeira com uma mala cheia de nada. Foi preciso chegarmos ao ano eleitoral para que este sujeito tenha vindo ao Arquipélago da Madeira fazer promessas. Só mesmo um tolo é que vai acreditar naquilo que ele veio cá dizer. Basta lembrarmos um pouco das promessas que ele fez em 2011 a quando da anterior campanha eleitoral.
Mais bonito ainda foi, vermos que os amigos da maior fábrica de fazer pobres ou o «desgraça família», como alguém já lhe chamou, o PPC, estejam esfusiantes de alegria com o vazio das novas que o homem despejou por aí.
Porém, não é bem nisto que desejo reflectir por hoje. A política está assim, naquilo que se vê, resulta numa actividade cheia de manha e de manhosos que poucos levam a sério e os autores desse triste espectáculo estão convencidos que toda a gente os leva a sério.
Face a este episódio gostaria de salientar que este fim de semana e princípio de semana os pobres estiveram em evidência na nossa terra e no país em geral. Mas, muito especialmente na nossa região.
Por cá ainda está a ser a visita indesejada da maior fábrica de fazer pobres neste país (o PPC) e associado a isto tivemos em todo o país a campanha do Banco Alimentar. Aliás, estas campanhas desordenadas, isto é, sem rumo e sem roque, onde cada um faz a sua, estão a tornar-se um massacre para os cidadãos. Cada vez mais se vai encontrando pessoas que nesses dias de campanhas preferem passar o fim de semana a pão e água mas não põem os pés nos supermercados. Concordo com eles.
Por isso, gostaria de destacar, tristemente, que entre nós esta campanha está a tornar-se uma actividade muito ligada ao poder político e para não sermos desonestos com a realidade, desta vez uma forma de juntar os meninos e as meninas do PPD regional. Assim é, que o armazém do Banco Alimentar no fundo da Ribeira Grande em Santo António, até recebeu a incontornável Secretária Regional da Inclusão, Rubina Leal. Nada mau para uma instituição que se gaba de não estar ligada a nenhuma forma de poder. Falacias que na Madeira não resultam como constatamos.
Face a este panorama os pobrezinhos da Madeira a partir desta semana estão mais consoladinhos e podem ver pelas imagens de Televisão e pelas fotografias dos jornais como há gente boa, generosa, amiga que deita e acorda a pensar neles. Até a senhora Drª Rubina Leal, inclusiva governa assim mesmo.
Vamos à coisa séria. Está tornar-se insuportável este massacre de mentiras. Esta insuportável instrumentação da miséria como se isso fosse um valor, uma coisa boa que merece que se pavoneiem voluntários, governantes e militantes de partidos políticos em fotografias insultuosas para quem caiu na desgraça do desemprego e consequentemente na pobreza. Chega, vão cuidar da vossa vida, vão para onde quiserem ou vão até para o raio que os parta, porque já não vos aturamos mais.
Quanto à senhora secretária chamada pomposamente da Inclusão, vá trabalhar na secretaria a que lhe pertence, dedique-se às instituições governamentais que devem tudo fazer para que tenhamos uma sociedade mais igual e inclusiva, as outras as não governamentais pertencem aos cidadãos e não devem ser usurpadas por nenhum poder. Faça jus ao pomposo nome que lhe atribuíram e não goze connosco nem muito menos com aqueles que estão mergulhados na fome e na pobreza fabricada pelos partidos políticos. Até porque o padre António Vieira disse: «…Se existimos nos dias que fazemos. Nos dias em que não fazemos, apenas duramos». A visita no domingo ao armazém dos «bifes para pobres» foi isso mesmo, serviu apenas durar.
Resta dizer senhores políticos, estejam seguros que cada palavra e cada visita que realizais não passam de enganos vossos e lúcidas tristezas nossas.