Convite a quem nos visita

sábado, 1 de agosto de 2015

Quando a teimosia cega o coração fecha-se à universalidade

A propósito de uma entrevista que o Padre Roberto concede ao Expresso. Aqui.
Caro padre Roberto:
não te conheço nem conheço as gentes de Canelas nem todas as outras pessoas que te apoiam nesta «armada» e também não conheço as autoridades envolvidas neste caso, especialmente, as da Diocese do Porto. Por aqui se vê que nada tenho que ver com o assunto. Vou apenas falar com base no que vai surgindo na comunicação social. Por aqui se pode também concluir que podes afirmar categoricamente: «se é assim, porque te metes onde não és chamado». É verdade. Nada tenho que ver com isto e nada devia dizer acerca disto. Porém, as coisas tomaram um rumo de teimosia tal que não deixa ninguém ficar indiferente.
Padre Roberto, quando somos nomeados para uma paróquia sabemos que vamos para ali a prazo, mesmo que nunca sejamos chamados para mudar ou não encontremos razões de ordem pastoral ou pessoal para mudar, estamos ali a prazo, porque tudo o que fazemos neste mundo tem um tempo, tem um prazo limitado se não for de uma forma, há uma forma que não nos perdoa, é incontornável, a morte.
Padre Roberto, parece que és um padre cheio de qualidades, onde chegas moves montanhas e as pessoas que te rodeiam estimam-te. Ainda bem que é assim e deves cultivar cada vez mais essas qualidades. Mas, parece que neste processo já metestes os pés pelas mãos. As denúncias falsas, contra um colega teu irmão no sacerdócio estão a deixaram-nos perplexos. Vieram as ser infundadas, melhor, eram falsas. Imaginas o que isso implica de sofrimento para esse outro padre, a sua família e a comunidade onde estava a paroquiar? Já pensastes o quanto uma denúncia dessas, sendo infundada, o quanto compromete a vida e o futuro dessa pessoa? - Espero não ter que ver daqui a dias a notícia de que isto não se passou de algo do género «chama-lhe antes que ela te chame».
Padre Roberto, até parece que tinhas todas as razões inicialmente para bateres o pé, mas o rumo que as coisas seguiram, revelam que te deixam mal e esta entrevista de auto defesa ao Expresso ainda se torna mais revelador.
Por isso, Padre Roberto, «larga o osso». Pega na bagagem das qualidades que pareces reunir e vai para outra. Para que serve esta teimosia? O que ganham todas as partes? Como ficará a Igreja de Canelas, a Diocese do Porto e toda a nova dinâmica e imagem pastoral da misericórdia encabeçada pelo Papa Francisco? – Muita gente está a sentir mal, incluindo eu que não sou muito dado a me deixar «adoecer» com questões de teimosias. Todo coração humano foi criado para ser livre e universal. Mas o coração de um Padre foi recriado para ser ainda mais livre e mais universal. Nada nos prende, tudo nos liberta para o mundo inteiro e para o além, o transcendente. Esta é a principal riqueza do sacerdócio ministerial.
Padre Roberto, o nosso mundo está cheio de coisas tão urgentes para serem feitas, larga-te disso e vai por esse mundo fora e abre o teu coração à universalidade. Garanto-te que serás mais feliz. 

Bispos divididos por causa das questões da família

Mas como não haveriam de estar divididos se lhes conhecemos como lidam com as questões fracturantes como estas nas suas respectivas Dioceses? – Ao conjunto dos bispos portugueses, falta-lhes a clarividência e a capacidade de síntese de um D. José Policarpo. Agora é que vemos como faz muita falta uma figura como a de D. José falecido o ano Passado.
Temos uma Conferência Episcopal pobre, é um conjunto de homens da Igreja que na sua maioria se consideram iluminados, eleitos para serem príncipes que pouco ou nada sabem da realidade concreta da vida dos nossos tempos. Neste âmbito da família não me admira nada que se mantenham assim impávidos e serenos perante o descalabro social.
Quanto à sua discordância em relação ao Papa Francisco. Manifesta que não aprenderam nada e que estamos perante uma «mudança» interessante cujo rumo está a ser marcado pelo Papa e que já não há volta a dar, mesmo que mantenham as suas pretensas posições retrógradas e anacrónicas. Ninguém trava a força transformadora do Espírito Santo. Aprendam com a história da Igreja. 

quinta-feira, 30 de julho de 2015

SOMOS PADRES

Texto que o padre Tolentino Mendonça leu na Sé do Funchal, a propósito do jubileu de Bodas de Ouro do Sr. Bispo D. António Carrilho e vários sacerdotes que durante este ano de 2015 também celebram o seu jubileu de 25 e 50 anos de vida sacerdotal.  
Permita-me Senhor D. António que, saudando muito cordialmente os senhores bispos presentes, os reverendos colegas, as distintas autoridades, convidados e todos e cada um dos cristãos que enchem, nesta celebração, a nossa Catedral, dirija a Vossa Excelência Reverendíssima a primeira palavra.
Foi-me pedido que, em nome dos jubilados, expressasse os nossos sentimentos que só podem ser, antes de tudo, de congratulação e reconhecimento à Vossa pessoa, Senhor D. António. Como recorda a Presbyterorum Ordinis, a Ordem do presbiterado torna-nos “cooperadores da Ordem do episcopado para o desempenho perfeito da missão apostólica confiada por Cristo” (P.O. 2). É, portanto, na estreita comunhão consigo e com o múnus eclesial que Vossa Excelência Reverendíssima representa, que o nosso ministério encontra a sua razão e o seu sentido. Em nome de todos, queria dizer-lhe o quanto nos congratulamos pelas suas bodas de ouro sacerdotais, o quanto damos graças a Deus pelo modo como Ele tem frutificado em si e através de si, e o quanto agradecemos a generosidade fraterna de nos reunir a todos numa única celebração, onde a beleza da comunhão eclesial pôde exemplarmente brilhar. Estão aqui, presentes ou evocados, o Senhor D. Maurílio de Gouveia, que celebra os sessenta anos sacerdotais, os colegas religiosos e diocesanos que celebram setenta, cinquenta e vinte e cinco anos de ordenação, tanto os naturais da Madeira, como o conjunto de jubilados que pertence ao grupo de companheiros de curso de V. Ex.cia Reverendíssima.
Vários nomes são usados para descrever a vocação e a missão do padre no interior da comunidade eclesial. Nós que fomos ordenados há 70, 60, 50 ou 25 anos quem é que somos? Somos os presbíteros, nome que vem já referido no Novo Testamento, e que liga a nossa missão ao serviço das comunidades como “o mais velho” (o presbítero) e com especial enfoque na pregação do Evangelho de Deus, nosso “primeiro dever” (P.O. n.4). Mas a teologia católica adoptou também o termo sacerdote, e isso também somos. O que une e associa todos os baptizados é o sacerdócio de Jesus Cristo, o único sacerdote. Pelo sacerdócio ministerial ordenado o sacrifício espiritual dos fiéis consuma-se em união com o sacrifício de Cristo, em nome de toda a Igreja, até que o próprio Senhor venha.
Popularmente na Madeira chamam-se aos padres vigários e curas, termos muito expressivos em relação ao que o ministério ordenado significa. Porque Cristo é o único mediador, o único vigário, o padre é chamado a cultivar na sua vida “os mesmos sentimentos que estão em Cristo Jesus” (Fl 2,3), a centrar-se existencialmente nele, para testemunhar um amor no qual todos podem esperar. E, por isso, ele também é o cura, o cuidador, o agente comprometido da pastoral que se faz serviço às feridas e às esperanças dos homens e das mulheres de cada tempo.
Mas o nome por que somos mais chamados, o nome mais quotidiano, é também, porventura, o mais simples e o mais belo. É o nome “padre”, que quer dizer “pai”. Como acontece com os filhos, quando pensam ou se dirigem ao seu pai não são precisos mais nomes. Pai é uma palavra maior que qualquer nome próprio e que lhe traz uma iluminação funda, plena e inapagável. Basta dizer pai e está tudo dito. O afecto, a relação, o dom, e até aquilo que, tantas vezes, as palavras não conseguem dizer fica dito na palavra pai, ou na palavra padre.
Ordenados há 70, 50 ou 25 anos quem é que somos? Somos o António, o Maurílio, o Ângelo, o Damasceno, o Gil, o Bernardino, o Domingos, o Janela, o Armindo, o Manuel Augusto, o Manuel Vitorino, o Adérito, o Manuel Armando, o Manuel Couto, o Anastácio, o Paulo, o Bonifácio, o João Manuel, o Bernardino, o Zeferino, o Manuel, o Tolentino. Somos esses, mas somos apenas padres, apenas pais na fé que ajudam a crescer e crescem com o povo de Deus, procurando em tudo ser, como recorda a bela expressão de Carta de Paulo, “colaboradores da vossa alegria” (2 Cor 1,24). Rezem por nós. Muito obrigado.
José Tolentino Mendonça, Sé do Funchal, 28/07/2015

Humanidade nova faz um mundo novo

Comentário à missa deste domingo XVIII tempo comum, 2 agosto de 2015
A missa deste domingo segue a mesma temática do domingo passado. A abundância de Deus, que se manifesta sempre com um desejo enorme que cada pessoa encontre sempre o necessário para estar bem de saúde, alimentada convenientemente e acima de tudo que seja muito feliz. São estes os desejos de Deus para todos nós. Quando eles ainda não existem, devemos sentir que nos falta trabalhar mais intensamente para que a ninguém falta estas qualidades para a vida ser verdadeira vida.
A primeira leitura da missa deste domingo, recorda que Deus dá o necessário a cada um e "proíbe" juntar mais do que esse necessário, porque, efectivamente, ir além do necessário resulta sofrimento. Por um lado, emerge a tentação do "ter" em detrimento do "ser", a ganância marca o passo, a ambição desmedida torna-se regra de vida. Por outro, a sofreguidão do "ter" produz mais famintos e faz empobrecer populações inteiras. Os desequilíbrios do mundo a este nível são dramáticos e um escândalo que nos envergonha sobremaneira.
Por isso, não admira nada que a meia dúzia de ricos, fica cada vez mais rica à conta de uma enorme maioria cada vez mais pobre, esfomeada e mergulhada na pobreza, com alguns já no limiar da miséria. É grave que as políticas não estejam contra este estado de coisas.
Deus convida-nos a não nos deixarmos dominar pelo desejo descontrolado da posse dos bens, a libertarmos o nosso coração da ganância que nos torna escravos das coisas materiais, a não vivermos obcecados e angustiados com o futuro, a não colocarmos na conta bancária a nossa segurança e a nossa esperança. Só Deus e os valores que Ele nos apresenta, são a nossa segurança, só n'Ele devemos confiar, pois só Ele (e não os bens materiais) nos libertam e nos leva ao encontro da vida definitiva.
São Paulo apresenta-nos um apelo à vida nova. Isto é, cria um parâmetro sobre a nossa condição, "o homem novo". Este faz parte do ideal de Deus. O homem novo será todo aquele que integra a família de Deus, que não se conforma com a maldade, a injustiça, a exploração, a opressão, porque procura a verdade, o amor, a justiça, a partilha, o serviço. A humanidade nova pratica obras que se coadunam com a beleza, a bondade e a estética de Deus.
O homem novo, não está de forma nenhuma longe da misericórdia, da humildade, empenhado no bem para todos, com a maior das alegrias e simplicidade. O homem novo, sabe quais são e vive seriamente os valores de Deus. No Evangelho, Jesus recusa ser um simples mago, um prestidigitador, que faz coisas espectaculares (por exemplo, fazer cair do céu o maná).
O desejo de Deus para nós todos é manifestar a abundância da paz e da felicidade, por isso, estejamos atentos ao que a vida nos vai oferecendo e propondo para que possamos acolher o que nos faz falta para nos tornarmos em cada dia "humanidade nova" aptos a construirmos um mundo novo para todos.

O Pátio das Cantigas de ontem e o dia hoje

Boa já não gasto dinheiro e vou esperar que passe na televisão…
Além de ser a expressão cinematográfica genuína da vida tal como se vivia nos bairros populares da Lisboa da altura, ela mesma então ainda uma enorme aldeia, e de uma identidade e um modo de ser simultaneamente alfacinha e nacional, “O Pátio das Cantigas” de 1942 é joalharia de comédia, ou não tivesse sido criado por três talentos superiores, qualquer que fosse o meio em que trabalhassem, do teatro ao cinema, da rádio à televisão, e que se moviam sem esforço entre a cultura popular e a cultura erudita, entre a rua e os salões artísticos.
O filme cintila de diálogos, trocadilhos e segundos sentidos espirituosos e hilariantes, de achados cómicos, de partes gagas irresistíveis e de momentos visuais inspirados, está povoado por primeiras figuras de génio (António Silva, Vasco Santana, Ribeirinho, etc.), por actores secundários e por “característicos” inesquecíveis, personificando figuras que existiam mesmo ali ao virar da esquina, e exibe uma homogeneidade narrativa intocável, de fazer inveja a muito filme português de hoje.
Já “O Pátio das Cantigas” versão 2015 é um calhau de comédia, pesado de graçolas chineleiras, de bocas “tás-a-ver-ó-meu?”, de humor de tasca, de situações apalhaçadas, de palha de riso, de glosas menores do filme original, sem uma ideia cómica, um rasgo visual, um “gag” que fique de recordação, uma piada que perdure nos ouvidos e seja citável para a posteridade. Interpretado por uma mistura de bons e respeitáveis actores metidos em bonecos toscos (Miguel Guilherme a fazer uma imitação de uma caricatura de António Silva, Anabela Moreira na irmã pãozinho-sem-sal da estridente Amália, Manuel Cavaco sem nada para fazer), de carinhas larocas das telenovelas, de engraçados televisivos e de contadores de anedotas profissionais, o filme tem ar de televisão maquilhada para se assemelhar a cinema. E ainda acaba por se desfazer num final mal atamancado, em que tudo é resolvido a trouxe-mouxe, e rematado com um número de musical de Bollywood, não se percebendo se é por ser moda, se é para fazer profissão de fé multicultural, ou se foi mesmo “dessincronização”.
Eurico de Barros, in Observador. Para quem desejar ler o texto na íntegra, pode ir AQUI

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O efeito boomerang do ódio e da falta de humildade

Seria tão importante para o mundo que esta luz brilhasse no interior das comunidades… Mas infelizmente, nestes aspectos do ódio e da falta de humildade, os maus exemplos vêm a maior parte das vezes do interior das igrejas.
Papa Francisco, duas citações brilhantes:
Primeira:
«Dê tempo ao tempo. Isto é útil para nós, quando temos pensamentos negativos sobre os outros, sentimentos ruins. Quando temos antipatia, ódio, não deixem que cresçam, parem, dêem tempo ao tempo. O tempo coloca as coisas em harmonia e nos faz ver o lado justo das coisas. Mas se reagirmos no momento da fúria, é certo que seremos injustos. Injustos. E faremos mal a nós mesmos. Este é um conselho: o tempo, o tempo, no momento da tentação». 
Segunda:
«E esta é a santidade da Igreja, esta alegria que dá a humilhação, não porque a humilhação é bela, não, isso seria masoquismo, não: porque com aquela humilhação se imita Jesus. Duas atitudes: a do fechamento que leva ao ódio, à ira, a querer matar os outros; e a da abertura a Deus no caminho de Jesus, que faz receber as humilhações, inclusive as mais fortes, com esta felicidade interior porque estamos certos de caminhar na estrada de Jesus».

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Parece que estamos a perder a paciência

O advogado e jurista, José Miguel Júdice, Já nos fez ver que a mentira «faz parte do ADN do político» e «votamos nos políticos que nos mentem e não nos que nos dizem a verdade». No mesmo sentido, o politólogo António Costa Pinto entende que a «sociedade portuguesa já dá o desconto» e já se habituou a que «as promessas não sejam cumpridas».
Mas, nestes tempos de pré campanha eleitoral, a propaganda tornou-se mais viva e com ela a banalidade da afirmação e o seu contrário à mesma medida e no mesmo instante.
Se por um lado damos o devido «desconto» e já estamos mais que habituados a que «as promessas não sejam cumpridas», começamos a ficar enojados e fartos de tão elevado descaramento. Se a sociedade é complacente com este estado de coisas, não podemos nós cidadãos responsáveis tolerar tamanha desfaçatez perante o que se diz e perante o que se faz contra o que se disse. A consequência honesta não parece estar em voga nos tempos que correm.
Há crimes hediondos, cometidos no nosso país, milhares de pessoas pedem esmola para que os seus filhos não morram de fome. Outros tantos milhares sem emprego. A violência doméstica está a níveis de barbaridade indescritível e manifesta o quanto regredimos quanto à educação, ao respeito pela vida do outro e quanto à sã convivência na família. O direito de ser criança com escola com todas as condições necessárias para aprender vai faltando e falta também boas condições dentro do seu espaço familiar para que possam brincar com alegria e em paz.
Mas, os cofres do Estado estão cheios, a dívidas e os deficits estão controlados e dizer-se o contrário disto, é «mito urbano» inventado por gente maldosa que passa a vida a dizer mal de tudo e de todos. Tudo isto vai anestesiando a sociedade e remetendo a um comodismo fatal, porque tudo se vai sabendo conjugar com aparente mestria para fazer passar a ideia de que não há outra alternativa senão cortar salários, aumentar impostos e sangrar as pensões dos idosos. O que importa é que «eu estou salvo», o mundo que pereça.
Os autores desta violência contra as famílias portuguesas e madeirenses, não se importam de viver e governar na maior hipocrisia apontando para o passado e para outros responsáveis pelos seus delitos, como fazem as crianças e os adolescentes quando fazem maleitas e apontam o dedo ao irmão, ao amigo ou ao vizinho. Nesse contexto, continuam acenando com mais mentiras convencidos que o nosso povo é imbecil e que pode engolir mentiras 24 horas por dia e que por fim ainda lhes vai agradecer.
Cícero, à face do criminoso Catilina, inimigo da Pátria, perguntava: «Quousque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?» - Ah, pois… É latim, antes aprendíamos latim (oi como sinto saudades das aulas de latim com o Padre Eleutério e o professor Mata). Como muitos hoje não aprendem latim, traduzo a pergunta: «Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência?»
Assim sendo, queremos dizer categoricamente, até quando vamos andar com estas maroscas, esta safadeza de prometer e não cumprir… Até quando vamos andar a tolerar que alguns singrem na vida à conta de mentiras… Até quando vamos permitir políticas geradoras de pobres, marginais e excluídos sociais a perder vista… Até quando vamos deixar que tantos políticos venham e vençam deixando passar a ideia que não erram, que fazem e dizem tudo certo, quando afinal, têm pés de barro como todos os mortais e erram todos os dias como nós… Até quando vamos permitir que os insucessos da governação sejam atribuídos não aos directos responsáveis por ela, mas a outros que já estejam foram há muito tempo… Até quando vamos tolerar ser enganados todos os dias como se fossemos uns palermas que não vêm, não ouvem nem falam…
Até quando hipócritas abusareis da nossa paciência?