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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

FALECEU O PADRE ISIDRO RODRIGUES

O Padre ISIDRO RODRIGUES, sacerdote diocesano da Diocese do Funchal, faleceu no dia 03 de Janeiro, durante manhã, no hospital do Funchal. Tinha 85 anos de idade, e era natural de São Martinho, concelho do Funchal. Nasceu no dia 15 de Maio de 1930, era filho de Feliciano Baptista Rodrigues e de Iria da Silva Baptista. Foi baptizado no dia 29 de Maio de 1930 e confirmado a 27 de Setembro de 1936. Depois do percurso formativo no Seminário foi ordenado diácono a 14 de Março de 1959 e Sacerdote, no dia 15 de Agosto do mesmo ano.
Dentro dos serviços eclesiásticos que desempenhou, na Diocese do Funchal, destacamos os seguintes:
- Coadjutor e Pároco das Paróquias da Piedade e do Espirito Santo:
de Outubro de 1959 a Janeiro de 1962.
- Pároco da Paróquia da Madalena do Mar:
de Janeiro de 1962 a Março de 1968.
- Pároco da Paróquia do Faial:
de Março de 1968 a Janeiro de 1975.
- Pároco da Paróquia de Santana:
de Janeiro de 1982 a Setembro de 1999.
- Pároco da Madalena do Mar:
de Setembro de 1999 a Setembro de 2009.
A sua vida de serviço do Evangelho deixou um testemunho de pastor e de fidelidade à Igreja, nomeadamente no acompanhamento espiritual dos fiéis que lhe estavam confiados, e sobretudo na sua vida dedicada ao ensino e à educação, em várias escolas onde lecionou.
A Diocese agradece o seu serviço presbiteral à Igreja e sua dedicação de pastor ao Povo de Deus.

FUNERAL
O Senhor Bispo do Funchal, D. António Carrilho, presidirá à eucaristia de corpo presente, na Igreja Paroquial de São Martinho, de onde o Padre Isidro era natural, na quarta-feira, dia 06 de Janeiro, pelas 11h00. Após esta celebração seguirá o cortejo fúnebre para a Igreja Paroquial da Madalena do Mar, onde será celebrada a Eucaristia, pelas 15h00, seguida de funeral para o cemitério daquela paróquia, segundo vontade expressa pelo próprio. O corpo do Rev.do Padre Isidro Rodrigues estará em câmara ardente, a partir das 10h30, na Igreja Paroquial de São Martinho.
Que o Senhor o receba na Sua Paz!
Secretaria Episcopal,  Diocese do Funchal, 04 de Janeiro de 2016

sábado, 2 de janeiro de 2016

Um Deus que nasce para nos fazer renascer

O dia da Epifania é, tradicionalmente chamado, o Dia de Reis.
A Epifania é o reconhecimento dos direitos messiânicos de Jesus de Nazaré por não-judeus, é a manifestação de Jesus ao mundo pagão.
Uma tradição mais tardia falou de Reis Magos, aplicado a estes sábios que vieram do Oriente adorar o Menino, e pretendeu com isso, provavelmente, reforçar a glória de Jesus Cristo.
Este menino, que nasceu não tem dono. Foi enviado por Deus ao mundo por meio de uma mulher, para toda a humanidade. A grande mensagem que nos fica deste Dia dos Reis resume-se a esta novidade: Deus nasce não apenas para alguns mas para todos os homens.
O Deus Menino é a luz celeste (Ouro) que se abaixa até ao mais fundo da humanidade para a elevar para o alto (Incenso); e é o Deus santo e fonte de santidade (Mirra) que pretende santificar não apenas um povo mas todos os homens e mulheres do mundo.
É surpreendente e quase comovedora esta abertura de Deus e arrasa todas as tentativas de apropriação de uma realidade que não pertence a ninguém, porque não é deste mundo. Vem do lugar santo de Deus para elevar e divinizar todos os homens. Não será em descabido lembrar que Santo Ireneu confirmou que em Jesus nós tornamo-nos «deuses», isto é, divinizou-se a humanidade.
A Epifania é o outro nome pelo qual se redescobre o acontecer de Deus e para que essa luz nos ilumine a fé e a esperança como caminho que nos leve à relação de amor com todos os que se cruzam na nossa vida. 
A mensagem da paz e do amor, sinal do presépio, são ecos de Deus que ressoam do Seu coração para todos os recantos deste mundo sedento de salvação. Deixemos, pois, Deus acontecer e manifestar a sua graça a todo o mundo, que pelo nosso empenho se renova para o bem universal. 
Trata-se de um Deus que se faz pequenino, para nos fazer a todos grandes para o amor. Por isso, que se inscreva esta certeza: «Sempre que nasce uma criança é sinal de que Deus ainda acredita no ser humano». Nós precisamos também de acreditar verdadeiramente nisso para valorizarmos «o melhor do mundo», que são as crianças segundo o enorme pensamento poético de Fernando Pessoa.