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segunda-feira, 7 de março de 2016

Bastou uma curta passagem pela cidade

O dia começa assim sem milagres. A vida continua igual: «tudo estava como dantes, no Quartel-general em Abrantes».
Mergulho nas artérias citadinas, onde circula sangue em pessoa. Umas alegres com sorriso nos lábios. Outras sempre simpáticas que nos olham e saúdam. Mais ainda umas ensonadas porque a manhã chegou impiedosa, é preciso sair do aconchego da cama e sair para o trabalho. Por fim há outras tristes e pensativas, carregam os dramas e as preocupações da vida.
Neste ambiente da via sacra dos passos na cidade, cruzo-me com alguém conhecido, que após as saudações e comprimentos da praxe, diz que vinha do desemprego, há quatro anos desempregado e que a única coisa que lhe garantem é: «empapelar, empapelar, empapelar e nunca nada e dizem que não há nada...» (desabafo do próprio). Uma pessoa com crianças à sua responsabilidade. É um pai.
No entretanto, remata que tinha acabado de receber uma chamada da Casa da Luz, a anunciar uma novidade nada luminosa, iam lhe cortar a luz.
Para uma terra que viveu uma apoteótica despedida de uma imagem de Nossa Senhora Fátima, não está mau. A realidade do dia a dia deve interessar mais a uma mãe do céu que as manifestações esporádicas com vivas e com lenços bancos,vendidos a 2 euros cada. Não há milagres. Aliás um só milagre existe, é o milagre da vida, que continua forte e pujante no coração de todos os que se deixam guiar pelo amor. Mas, até mesmo o "único" milagre da vida, às vezes é cruel e bem duro para tanta gente. Um dia feliz.

sábado, 5 de março de 2016

Via sacra do choro ao relento

Para o nosso fim de semana. Sejam felizes sempre sem prejudicar ninguém... 
Alguém chorava, como chuva a cântaros
É pobre a rua onde passa o sem abrigo
Pede com gesto solto e desprendido
São pérolas as ofertas que vêm dos prantos.

No pedestal de pedra fria como os santos
Ora deitado ora levantado todo consumido
Senti-lhe a dor do soluço contorcido
Mas às vezes sorria e canta pelos cantos.

Eu passando de olhos enxutos
Anui que nasceste e vives ao relento
Tens revolta sublimada que tormento.

Caminha e chora pobre destemido
És do divino reino tesouro e altar
Quero na tua água salgada mergulhar.
José Luís Rodrigues

sexta-feira, 4 de março de 2016

Manifesto contra uma certa anarquia à volta da morte

A morte é uma realidade inevitável para todas as pessoas, para todas as famílias. Mais tarde ou mais cedo somos todos confrontados com um acontecimento desses, é a morte de um familiar, um amigo, um colega, um conhecido, um vizinho, um chefe, um patrão, um funcionário, uma pessoa que por qualquer razão passou por nós várias vezes ou algumas vezes no mundo terreno. Quando esse falecimento nos toca, ficamos tristes e muito sensíveis. Precisamos de apoio e de palavras que nos consolem e que nos façam voltar à vida concreta com ânimo e esperança.
Após a morte consomada necessitamos de um cemitério, para que seja prestado o serviço específico que dê o destino final à evidência da morte e possamos dar sepultura digna ao defunto. No caso de São Martinho, realizar uma cremação.
No Funchal, temos vários cemitérios, todos eles tutelados pela Câmara Municipal do Funchal. Há uma política de cemitérios que serve pouco ou nada as pessoas, os descuidos são confrangedores. Será que se organiza os cemitérios para servir alguns que lá mandam ou trabalham?
Vejamos então. Os pobres trabalhadores (vulgo cangalheiros) trabalham que se fartam a virar terras, tábuas (barrotes) mal amanhadas, que lá virá o dia em que se partem e trambolharão para o fundo das valas comuns. Estes homens de quem se fala, carregam que se fartam e ao fim do mês recebem uma ninharia de salário. Assim sendo, mal pagos o serviço não pode ser melhor e pouca gente pensa nisso.
Em São Martinho e São Gonçalo, os enterramentos são em valas comuns, como se estivéssemos em guerra permanente ou como se todos os dias houvesse entre nós um massacre que resulta em centenas de mortos. Toda a envolvência revela uma imagem apocalíptica, cratera ao cumprido e montanhas de terras removidas. No mínimo um cenário dantesco.  
Os funerais nunca são marcados em hora mais conveniente para os sacerdotes e famílias, a não ser que venham familiares do estrangeiro, para essa circunstância há alguma tolerância, de resto é como a administração do cemitério entende. Não pode, arranjem outro. Às famílias não lhes convém, não venha. Não deve ser isso que se diz abertamente, mas é o que se pensa e diz às escondidas.
As marcações de funerais funcionam assim, só podem ser entre as 13 horas e as 15 horas de meia em meia hora, tipo um pacote, podem ir além dessas horas quando o pacote já esteja completo ou quando há cremações, que até há pouco tempo eram feitas dois dias por semana, uma às 10 horas e outra ao 12.30 horas. Mas, consta que essas regras já foram quebradas e as cremações passaram a ser todos os dias, inclusive ao domingo a qualquer hora. Esta anarquia prejudica a vida das pessoas e revela o quanto andamos distraídos quanto à dignidade e respeito que nos devem merecer os defuntos. Esta (des)organização, parece beneficiar alguém. Uma sociedade desorganizada na morte, como não será com as coisas da vida?
Toda esta desordem acontece perante o descuido e o silêncio dos eleitos, que o povo pôs a mandar durante quatro anos estes serviços públicos. Mas, acontece também esta bandalheira perante os olhos das Agência Funerárias, que se calam completamente, mesmo que isso prejudique o serviço que prometeram cumprir convenientemente, por isso, deviam exigir pessoal qualificado, bem remunerado, limpeza como deve ser em todo o espaço por onde passa o funeral, desde a capela até à sepultura. Às taxas cobradas e aos nossos impostos, devia corresponder um serviço impecável a todos os níveis.
Por fim, convido os eleitos da Câmara do Funchal, os responsáveis dos cemitérios do Funchal e todo o pessoal trabalhador a participarem num funeral em qualquer cemitério de Câmara de Lobos. Pode não ser o serviço ideal, mas muito melhor que o serviço nos cemitérios do Funchal. O ambiente dentro do cemitério é completamente diferente, a limpeza, o asseio dos terrenos, dos passeios e das campas, a forma como sepultam os féretros, revelam bem como estamos em mundos diferentes.
Não posso deixar este texto terminar sem que faça uma pequena salvaguarda em relação aos cemitérios do Monte e de Santo António. As sepulturas no terreno são individuais, não têm valas comuns, no geral estão um pouco melhores que os outros, por isso, algumas coisas aqui ditas não se aplicam a estes.
E término deste manifesto, faço um apelo, é preciso acabar com esta insensibilidade geral. Este funcionalismo puro e duro não se conjuga com um momento tão confrangedor na vida das pessoas, que as deixa em lágrimas e com os nervos à flor da pele. Por isso, todos os que estão envolvidos neste serviço da sepultura dos defuntos, devem colocar-se totalmente ao serviço das pessoas. Não querem, não sabem… Digo-vos o que frequentemente dizem sobre os padres, quando não pode fazer o funeral na hora que vossas excelências impõem, procurem outro trabalho, porém, se aceitam este, qualifiquem-se especificamente para servirem como deve ser um serviço tão sensível e delicado. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Estar morto e voltar à vida

Comentário à missa deste fim de semana. Domingo IV Quaresma
O texto do Filho Pródigo é sempre daqueles textos da Sagrada Escritura que nos comovem profundamente. Porque nos apresenta a infinita misericórdia de Deus (o papel do Pai), a dimensão do arrependimento (o filho que cai em si) e a tendência humana para o egoísmo (o Filho mais velho). Nesta tríplice dimensão circula a nossa vida.
Esta parábola conta a história de um homem que tinha dois filhos. O filho mais novo resolve pedir ao pai a sua parte da herança e vai para uma terra distante viver a vida como achava que deveria viver. Nessa terra distante ele vai gastar cada centavo do seu dinheiro com todos os prazeres desta vida, até que todo o dinheiro acaba e ele termina a mendigar. Mesmo assim ainda consegue um trabalho como cuidador de porcos, tamanha era a fome que sentia, que desejava alimentar-se com a comida dos porcos. Mas, bate em si o arrependimento e lembra-se da casa do pai e resolve voltar. É recebido com uma festa pelo pai e rejeitado pelo o irmão mais velho.
O essencial da história do Filho Pródigo está que a nossa fé deve crer de verdade que a misericórdia de Deus existe e que serve para nos reconduzir à profundidade da vida em liberdade. Nenhuma pessoa deve abdicar desta graça maravilhosa que Deus nos concede, mesmo que as quedas para o erro sejam uma circunstância inevitável de toda a vida e da vida de cada pessoa. Devemos saber que o grande amor de Deus não falha nunca e que mesmo errando nos montes e vales que preenchem a existências neste mundo, somos depois abraçados e convidados para festa do grande amor de Deus.
O Papa Francisco na Bula «O Rosto da Misericórdia», o texto da proclamação do Ano da Misericórdia, encontramos as seguintes ideias sobre a misericórdia de Deus. Aliás com frases profundamente marcantes: «Quanto desejo que os anos futuros sejam permeados de misericórdia para ir ao encontro de todas as pessoas levando-lhes a bondade e a ternura de Deus». Feita proclamação do sonho daqueles que se assumem cristãos, define qual é a ideia da Misericórdia de Deus: «A misericórdia de Deus não é uma ideia abstrata mas uma realidade concreta, pela qual Ele revela o seu Amor como o de um Pai e de uma Mãe que se comovem pelo próprio filho até o mais íntimo das suas vísceras».
Mas perguntamos, onde ver claramente a ser vivida essa ideia tão bonita de Deus? – A resposta pronta emana por aqui: «A Pessoa de Jesus não é senão Amor, um Amor que se dá gratuitamente. O seu relacionamento com as pessoas, que se abeiram d’Ele, manifesta algo de único e irrepetível. Tudo n’Ele fala de Misericórdia. Nele, nada há que seja desprovido de compaixão».
Esta passagem Bíblica, a Parábola do Filho Pródigo, descobrimo-la magnificamente pintada num dos quadros de Rembrandt. Deus é Pai e Mãe, «...encheu-se de compaixão, correu e lançou-se-lhe ao pescoço, cobrindo-o de beijos».
O verdadeiro alvo da pintura de Rembrandt são as mãos do pai. Um dado de uma extraordinária riqueza simbólica e teológica da obra é que as mãos com que o pai acolhe e abraça o filho são diferentes uma da outra. Nelas se concentra toda a luminosidade, a elas se dirigem os olhares dos que estão próximos, nelas a misericórdia se personifica; nelas se unem perdão, reconciliação e cura e, através delas, não somente o filho cansado, mas também o pai abatido, encontra repouso.
A mão esquerda do pai tocando o ombro do filho é forte, larga, viril, musculosa. Os dedos estão bem abertos e cobrem o ombro direito e parte das costas do filho. Sem deixar de expressar ternura e delicadeza na maneira com que o pai toca o filho, sua mão esquerda protege e fortalece, dá segurança e oferece comunhão.
Nesta parábola é essencial descobrir-se Deus em quem o masculino e o feminino, a paternidade e a maternidade estão totalmente presentes. Mais nenhuma entidade por mais bíblica que seja supera esta magnífica descoberta. Para ser crente Cristão bastará seguramente este conteúdo para a sua fé.

terça-feira, 1 de março de 2016

A Santíssima Trindade Misericordiosa

A Trindade Misericordiosa: O Pai Criador, o Filho Redentor, o Espírito Santificador... e a Pessoa no seu seio
Em tempos que dos desviam tanta da fé na Santíssima Trindade, eis aqui uma magnífica reflexão sobre o Mistério da Santíssima Trindade iluminada pela Misericórdia… A não perder.
Obra de cerâmica feita pela Irmã Caritas Müller, em Cazis, Suiça
O nosso tempo quer que a pessoa seja o centro.
A pessoa empurrou o seu Criador para o fundo.
Nesta obra-prima, a pessoa também está no centro. Mas que pessoa!
Não é a pessoa autónoma e orgulhosa, dona dos seus próprios poderes.
Mas a pessoa consciente da sua fraqueza e miséria, que depende de Deus como o bebé precisa do leite materno, dos braços do pai e do convívio dos irmãos.
E essa pessoa é realmente o centro.
Está no centro da atenção de Deus, do seu amor e misericórdia.
É cercada por todos os lados por Deus, que está sempre ao seu lado.
Cheio de amor, o Pai Criador olha para a pessoa, segura-a, carrega-a, insufla-a, beija-a...
Jesus, o Filho Redentor, ajoelha-Se, humilha-Se; beija os pés e lava-os.
O Espírito Santo irrompe do alto em direção à pessoa. Ele quer preenchê-la - santificá-la - com o seu amor, a sua luz, a sua paz.
Para Deus, a pessoa está no centro.
Quem não gostaria de estar no centro de um intercâmbio deste género?
Esta pessoa és tu, é você, sou eu...
Aceitemos a nossa fraqueza por Deus.
Entreguemo-nos nas mãos Dele que nos ama como somos: «À Sua imagem, à Sua semelhança» (Gn 1, 26), e nos diz para sermos assim com o nosso próximo e tudo quanto nos rodeia: «Amarás o teu próximo. Amarás os teus inimigos. Orarás pelos que te perseguem; para que te tornes filho do vosso Pai que está nos céus; porque Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e faz chover sobre justos e injustos» (Mateus 5, 43-45).
Adaptado de Dietrich Théobald, «Regarde», in Fraternitas Movimento.

Oitava obra de misericórdia: cuidar da casa comum

Um reflexão excelente no Espírito do Papa Francisco... Porque muito atual e surpreende-nos totalmente. É disto que precisamos na Igreja Católica.
Existe uma oitava obra de misericórdia, tanto corporal como espiritual, para se adicionar às sete apresentadas pela tradição da Igreja: “cuidar da nossa casa comum”. Quem a propõe é o cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz, que, falando no passado dia 25 de Fevereiro na Universidade de Villanova, em Filadélfia, modelou a sua conferência dedicada à encíclica Laudato si’ numa forma de “reflexão quaresmal para o Ano da Misericórdia”.
Partindo da premissa de que “a vida humana se alicerça em três relações fundamentais e estreitamente interligadas: aquela com Deus, aquela com o próximo e aquela com a terra”, o purpurado sublinhou que “quando uma destas relações se rompe” lesa de alguma maneira o nosso ser totalmente inseridos no universo. Daí, portanto, a «‘tremenda responsabilidade’ do género humano em cuidar da criação», mencionada na Encíclica, e o dever moral de ser não só “simples bons administradores”, mas de ter um verdadeiro e concreto “cuidado” pela casa comum. Neste contexto, o presidente de Iustitia et Pax do Vaticano apresentou as obras de misericórdia tradicionais, seguindo uma chave de leitura, sugerida pela mesma encíclica Laudato si’.
Para concluir, o cardeal Peter Turkson fez a proposta de introduzir às sete obras de misericórdia, já conhecidas, uma oitava obra, tanto corporal como espiritual: a custódia da criação. “Acrescentaria uma oitava obra de misericórdia: cuidar da nossa casa comum. Poderíamos assim – disse o cardeal Turkson – viver a misericórdia na sua dupla dimensão: aquela de dom gratuito recebido do Senhor e aquela de nascente que brota desde o nosso interior e que nos leva a partilhar com os outros o dom da criação.”
As seis portas para o cuidado da Criação
"Cuidar de toda a Criação: uma porta para a nossa casa comum" foi o título de uma palestra do cardeal Peter Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz em Londres no dia 4 de dezembro de 2015, alguns dias antes do Papa Francisco abrir a Porta Santa da Basílica de São Pedro para inaugurar o Ano do Jubileu de Misericórdia,
Na palestra, o cardeal propôs seis "portas" através das quais abordar as crises atuais, tendo como base a a encíclica, Laudato Si'.
A primeira porta: Lembrar que as crises globais de injustiça e destruição ambiental afetam todas as pessoas e cada parte do nosso mundo.
A segunda porta: Todos devem agir, usando os meios mais adequados de pressão política – como fizeram os bispos católicos no seu apelo aos líderes presentes na cimeira do clima Paris – para que sejam adotadas energias limpas e a reciclagem de resíduos.
A terceira porta: Entender como toda a criação está interconectada, pois o modo como nós tratamos a Terra repercute-se nos nossos companheiros humanos.
A quarta porta: Identificar seriamente a urgência da nossa situação.
Quinta porta: Devemos estar abertos ao diálogo e à busca de soluções em solidariedade com todas as pessoas de boa vontade.
Sexta porta: O diálogo mais profundo da oração pode levar a uma profunda conversão interior. Precisamos adotar "uma visão superior" para o futuro do nosso planeta. A oração permite-nos olhar, ansiar e esperar na direção certa.
Fonte: L’Osservatore Romano

Descoberta Bíblia com mais de 1500 anos

No ano 2000, foi descoberta uma Bíblia na Turquia com mais de 1500 anos. Alguma comunicação social diz que o Vaticano ficou preocupado e outros vão ainda mais longe e afirmam, que está em pânico. Porque, parece, que o achado contém um evangelho de Barnabé, que teria sido discípulo de Jesus Cristo, que viajava com o Apóstolo Paulo. O Jesus descrito por Barnabé, afirmam ser mais parecido com o que diz o Islamismo. 
Desde o ano da descoberta, a Bíblia tem estado em segredo absoluto na cidade de Antara por líderes religiosos católicos. Depois de várias análises e estudos o objeto é original, toda feita em couro e escrita num dialeto do aramaico, língua que era falada por Jesus. Por causa da ação do tempo, o livro já apresenta as páginas escurecidas.
A preocupação vaticana, tudo indica, resulta do fato do texto atestar que Jesus Cristo nunca foi crucificado, além de também não ser filho de Deus, mas um profeta. Noutra passagem o Apóstolo Paulo é considerado um «doloso» e diz que o Apóstolo Judas Iscariotes (o traidor) teria sido crucificado no lugar de Cristo, tendo então Jesus, ascendido ao céu vivo, enterrando-se assim a história de que Ele ressuscitou. Noutra passagem, o livro fala sobre o anúncio feito por Jesus da vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo. O texto prevê ainda a vinda do último Messias islâmico, que ainda não aconteceu.
As notícias vão adiantando que a descoberta sobressaltou o Vaticano, que pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e o seu conteúdo. 
Nada disto nos deverá surpreender. Não é novo que a Bíblia Cristã/Católica tem um conjunto de livros que foram selecionados de acordo com critérios previamente colocados e que estes livros entraram no Canon e outros ficaram de fora. Porém, deve também ser seguro que a Bíblia que nós temos, é uma biblioteca que contém uma série de livros, mais do que suficientes para darem consistência à fé e fazerem ver que o caminho da esperança é o único que dá sentido à vida. Melhor ainda devemos crer e estar mais do que seguros de que se uma grande parte daquilo que a Bíblia que temos nos ensina for saboreado e vivido com seriedade, este mundo pode ser melhor para todos.
Por isso, mesmo que existam mais tantos livros na mesma quantidade dos que compõem a Bíblia que nós temos, provando tudo ao contrário do que aprendemos e lemos na Bíblia, em nada vai prejudicar a admiração e a fascinação por Jesus Cristo. Quando se acredita numa causa ou num projeto tão razoável e tão lúcido como aquele que nos é dado pelo Evangelho de Cristo, nenhuma perturbação nos fará desviar do caminho.
Os acessórios relativamente à «coisa» religiosa abundam como cogumelos e todos os dias surgem outros tantos, mas se nos mantemos seguros no essencial e não nos desviamos do centro, nada nos perturba, nada nos demove e nada nos cega os olhos da alma.