Convite a quem nos visita

sábado, 30 de Agosto de 2014

O sonho

Para o nosso fim de semana... Divirtam-se, há muitas festas/arraiais por aí. Sejam felizes. Não prejudiquemos ninguém.
A sequência de imagens inconscientes faz um filme
Ora bonito ora terrífico demais para gente sensível.
Mas no bonito quisera que a realidade fosse
Os meus dias contados de alegria.
Ah, mas no terrível mesmo sonhado
Quero antes esquecer para nunca mais
O que me fez chorar em lágrimas o fim da linha.

Nesse desenrolar sentido e visto sem o ver dos olhos
Durmo a paz dos anjos e descanso o que pede a vida.
Aos anjos Deus faz proteção até ao desejo
Para sempre no brilho de uma face.
A seguir em descanso retempero em vida
O que me faz perder a actividade do tempo.

Não sei se digo bondade em cada sonho
Mas às vezes sei que me encanta
A solene beleza do irreal acordado.
José Luís Rodrigues

sexta-feira, 29 de Agosto de 2014

Martírio de S. João Baptista

A Igreja lembra hoje dia 29 de Agosto a Memória de Martírio de São João Baptista - 29 agosto - João Baptista morre por Cristo.

João não viveu para si próprio nem morreu para si próprio. A quantos homens carregados de pecados a sua vida dura e austera não terá levado à conversão? A quantos homens a sua morte não merecida não terá encorajado a suportar as provas? E a nós, donde nos vem hoje a ocasião para darmos fielmente graças a Deus, senão da lembrança de São João Baptista, assassinado pela justiça, ou seja por Cristo? [...]
Sim, João Baptista sacrificou de todo o coração a sua vida terrena por amor de Cristo; preferiu menosprezar as ordens do tirano que as de Deus. Este exemplo ensina-nos que nada nos deve ser mais querido que a vontade de Deus. Agradar aos homens não serve de grande coisa; em geral, até prejudica grandemente. [...] Por esta razão, com todos os amigos de Deus, morramos para os nossos pecados e as nossas preocupações, pisemos o nosso amor próprio desviado e deixemos crescer em nós o amor fervoroso a Cristo.
São Beda, o Venerável (c. 673-735), monge beneditino, doutor da Igreja  escreveu este maravilhoso Hino para o Martírio de São João Baptista...
Precursor na morte como na vida
Ilustre precursor da graça e mensageiro da verdade,
João Baptista, estandarte de Cristo,
Tornou-se o evangelista da Luz eterna.
O profético testemunho que nunca deixou de dar
No que dizia e no que fazia, durante toda a vida,
Dá-o hoje com o seu sangue e o seu martírio.
Em tudo precedeu o Mestre: ao nascer,
Anunciou ao mundo a Sua vinda. Ao baptizar
Os penitentes no Jordão, prefigurou
Aquele que vinha instituir o Seu baptismo.
E a morte de Cristo Redentor, seu Salvador,
Que restituiu a vida ao mundo, João Baptista
Sofreu-a também por antecipação,
Derramando o seu sangue por amor dele.

Um tirano cruel resolveu afastá-lo e pô-lo a ferros na prisão.
Mas as correntes não conseguem prender
Os que em Cristo abrem o coração livre ao Reino.
Como poderia a obscuridade e a tortura dum cárcere sombrio
Prevalecer sobre aquele que vê a glória do Senhor
E que dele recebe os dons do Espírito?
E de bom grado ofereceu o pescoço ao gládio do carrasco,
Pois como poderia perder a cabeça
Aquele que tem a Cristo por Cabeça?

Ao partir deste mundo, cumpre hoje o seu papel de precursor
Aquele que o fora toda a vida. Aquele
Que havia de vir e já chegara, hoje a sua morte O proclama,
Pois como poderia a mansão dos mortos reter este mensageiro que lhe escapa?
Os justos, os profetas e os mártires rejubilam com ele
Ao encontro do Senhor, e todos dele se aproximam,
Louvando-o com todo o amor. Com ele se dirigem a Cristo,
Suplicando-lhe que salve também os seus.

Magno precursor do Redentor, não tardará
Aquele que para sempre te libertou da morte!
Conduzido pelo teu Senhor,
Entra, na companhia dos santos, na glória eterna! 

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

A Palavra de Deus dá-nos a resposta

Deus tem uma Resposta para cada acontecimento na tua vida...
- Impressionante como a Bíblia, a Palavra de Deus, tem uma resposta para todas as nossas hesitações, inseguranças e receios…
Você diz: "Isso é impossível"
Deus diz: "Tudo é possível" (Lucas 18, 27)
Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11, 28-30)
Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (João 3, 16 & João 13, 34)
Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II Corintos 12:9)
Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei os teus passos" (Provérbios 3:5-6)
Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4, 13)
Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90, 15)
Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8, 28)
Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdoo" (I Epistola de São João 1, 9 & Romanos 8, 1)
Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4,19)
Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1, 7)
Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5, 7)
Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintios 1, 30)
Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12, 3)
Você diz: "Eu sinto-me só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei" (Hebreus 13, 5)
Podemos continuar a procura...

sábado, 23 de Agosto de 2014

Os outros

Para o fim de semana. Porque é tempo de férias, divirtam-se e sejam sempre felizes...
Se vivo reflectem o existir
Se morro reflectem o vazio
Se me encontro 
- dizem-me tudo na alegria de ser eu.
José Luís Rodrigues 

quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

Testemunho sobre o poder da oração

A propósito da decapitação do jornalista americano James Foley, que nas palavras do seu pai «morreu em martírio pela liberdade». Paz à sua alma e que os seu carrascos sejam presos e julgados convenientemente para que sirvam de exemplo pelo fim de todo o género de barbárie que faz este mundo ser tão feio à vezes. Vale a pena ler este brilhante testemunho sobre o poder da oração… É pena que só por causa da barbárie infligida a Foley nos tenhamos dado conta da sua fé. Que Deus o tenha no lugar da festa eterna. Bem o merece. Mais ainda devemos ler este texto como protesto-apelo pelo fim de todas as formas de terrorismo que fazem este mundo ser tão triste e tão cheio de sombras de morte.
James Foley, jornalista americano, que trabalhando na Síria, foi sequestrado e decapitado pelo Estado Islâmico (ISIS) esta semana, deixou um testemunho sobre o poder da oração.
James Foley escreveu para o Marquette Magazine, da Universidade Marquette, que foi reproduzido na edição eletrónica, a 20-08-2014.
Eis o texto:
«A Universidade Marquette sempre foi uma amiga para mim. Do tipo que nos desafia a fazer mais e melhor e que, no final, dá forma a quem nos tornamos.
Com a Marquette, participei de viagens com voluntários à Dakota do Sul e ao Mississippi e aprendi que eu era uma criança que tinha tudo num mundo que possuía graves problemas. Conheci jovens que queriam dar o seu coração aos outros. Mais tarde, trabalhei como voluntário numa escola de ensino médio em Milwaukee próximo da universidade, ocasião em que tive a inspiração para me tornar professor. Mas a Universidade Marquette, talvez, nunca foi a maior amiga para mim do que quando estive preso.
Eu e duas colegas tínhamos sido capturados e levados para um centro de detenção militar em Tripoli, no Líbano. Cada dia que passava, aumentava a preocupação de que nossas mães começariam a entrar em pânico. Clare, uma das minhas colegas, deveria ligar à sua mãe no dia do aniversário dela, que foi logo o primeiro dos 44 em que estivemos presioneiros.
Eu próprio ainda não tinha admitido por completo que a minha mãe soubesse do que nos estava a acontecer. Mas continuava a dizer à Clare que a minha mãe tinha uma fé muito forte.
Eu rezava para que ela soubesse que eu estava bem. Rezava para que pudesse entrar em comunicação com ela através de algum meio cósmico.
Comecei a rezar o rosário. Seria o que minha mãe e minha avó teriam feito. Rezava 10 Ave-marias entre cada Pai-Nosso. Isso tomava-me bastante tempo, quase uma hora para contar 10 Ave-marias com os meus dedos. Isso ajudou a manter a minha mente focada.
Clare e eu rezávamos juntos em voz alta. Parecia energizante falar das nossas fraquezas e esperanças juntos, como se estivéssemos num diálogo com Deus, em lugar de silêncio e sozinhos.
Mais tarde fomos levados para outra prisão onde o regime mantinha centenas de prisioneiros políticos. Fui rapidamente acolhido pelos demais prisioneiros e fui bem tratado.
Certa noite, no 18.º dia de cativeiro, alguns guardas levaram-me para fora da cela. No corredor vi Manu, outra colega, pela primeira vez numa semana. Estávamos abatidos, porém felizes por nos revermos um ao outro. No andar de cima, no escritório do diretor geral, um homem distinto, vestindo fato, de pé, disse-me: «Achamos que vocês querem telefonar para as vossas famílias.»
Fiz uma oração e disquei os números. A minha mãe atendeu.
«Mãe, mãe, sou eu, Jim.»
«Jimmy, onde estás?»
«Ainda estou na Líbia, mãe. Desculpa por isso. Desculpa.»
«Não precisas de pedir desculpas, Jim. O teu pai acabou de sair. Ele queria tanto falar contigo. Como estás?»
Disse-lhe que estava a ser bem alimentado, que tinha uma boa cama e que estava a ser tratado como um convidado.
«Eles estão a forçar-te a dizer estas coisas, Jim?»
«Não, os líbios são pessoas ótimas. Venho rezando para que vocês saibam que estou bem. Vocês sentem as minhas orações?»
«Ah, meu filho, muitas pessoas estão a rezar por ti. Todos os teus amigos, Donnie, Michael Joyce, Dan Hanrahan, Suree, Tom Durkin, Sarah Fang tentam continuamente telefonar-te. O teu irmão Michael gosta muito de ti.»
E ela começou a chorar...
«Os seus amigos estão a fazer uma vigília de oração por ti na Universidade Marquette. Sentes as nossas orações?»
«Sim, mãe, sinto sim», e fiquei a pensar sobre isso por uns instantes.
Talvez fossem as orações das outras pessoas o que me fortalecia, o que me mantinha de pé.
O policia acenou-me. Quando comecei a despedir-me, a minha mãe começou a chorar.
«Mãe, eu sou forte. Estou bem. Devo estar em casa para a formatura da Katie.» Faltava um mês.
«Nós amamos-te, Jim!»
Em seguida, desliguei o telefone.
Refiz este diálogo centenas de vezes na minha cabeça – a voz da minha mãe, os nomes dos meus amigos, o conhecimento dela da nossa situação, a sua crença absoluta no poder da oração. Ela contou-me que os meus amigos tinham-se juntado para fazerem tudo o que estivesse ao alcance deles para me ajudar. Eu sabia que não estava só.
Tive o primeiro acesso à Internet na minha última noite em Tripoli, no 44.º dia de cativeiro. Pude ouvir o discurso que Tom Durkin fez para mim durante a vigília na Marquette. Perante uma igreja repleta de amigos, ex-alunos, alunos, padres e professores, assisti às melhores palavras que um irmão pode dirigir a outro irmão. Um grande elogio, era o que parecia. Naquelas palavras percebi um coração enorme, e elas eram apenas um punhado de todos os esforços e orações que as pessoas estavam a fazer. Rezar foi o que permitiu a minha liberdade, uma liberdade interior primeiramente e, mais tarde, o milagre de ser libertado durante uma guerra na qual o regime não teve nenhum incentivo para nos soltar.»

sábado, 16 de Agosto de 2014

Soneto da alma

Sejam felizes sempre. Votos de um bom fim de semana...
Na suave brisa que passa servem dons
A frescura de uma mão que se encontra
Na seriedade do centro que o sol desponta
Na paisagem pintada de todos os tons.

Depois veio o sentir que no olhar nos deste
E tão afável dizer ecoaram traços delicados
Contra os suspiros de ferimentos magoados
Que os outros infligem como uma peste.

Mesmo assim contei os poios e as árvores
São estes que dão luz a este feliz momento
Só o nobre pensamento nos livra este tormento.

É fantasia esta imagem que as cores mentem
Tomara seguir até ao céu o segredo da gente
Mas foi esta imaginação que me fez contente.
José Luís Rodrigues

sexta-feira, 15 de Agosto de 2014

Maria mãe e mestra

Hoje 15 de agosto de 2014, fica a luz que brilha da rainha, mulher, mãe e mestra... Que os céus se alegrem e que nós também rejubilemos em sentida esperança no mundo novo de Deus que Maria de Nazaré anuncia como suave revolução do amor... 
Tu que és mulher
Mãe e mestra
Profeta do novo
Mundo
Ao contrário.
Que Deus exalta
A partir do pobre
Da vítima inocente
Que sangra sem esperança
Nas ruas da injustiça.
Que alguns fizeram
Sem respeito
Na dor implacável
Da violência cega e surda
Em todos os tempos.
Venham todos os círios
Cobertos de luz e cera
Dizer bem alto na paz deste nome
Maria mãe e mestra.
No canto do amor
Que anseiam todos
No banquete de Deus
Quando quisermos a sério
Aprender o que é a amizade.
José Luís Rodrigues