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sábado, 23 de maio de 2009

A Igreja e os novos meios de comunicação

A Igreja está em todas... Ainda bem. Ficamos todos muito felizes com isso. Eles são os diversos sítios web ou páginas na internet, eles são as mensagens vídeo «internetizadas» nos diversos servidores, eles são os twitters, eles são os facebooks, eles são todos os caminhos modernos de comunicação que a Igreja usa de forma exemplar. Muito mau seria se fosse ao contrário.
Mas, quando mudarão os conteúdos? - Falta fazer-se uma mudança neste ponto essencial e tornar mais moderna a doutrina. Estar nos meios é fácil. Mas parece ser mais difícil para a Igreja converter-se à mentalidade dos tempos modernos. E quanta coisa precisa urgentemente a Igreja, para que a humanidade de hoje não se sinta tão órfã. Falta mudar a linguagem que muitas vezes nada diz aos homens e às mulheres de hoje, falta desburocratizar e mandar às urtigas 90% das papeladas que são necessárias para celebrar os sacramentos, falta conceder o Sacramento da Ordem (o Sacerdócio) à outra parte importante da humanidade, as mulheres. É incompreensível que este sacramento esteja unicamente reservado só para os homens, é preciso pôr termo a este machismo retrógrada e injusto, falta tornar o Celibato dos padres não uma imposição, mas uma opção, para que termine o escândalo da pedofilia no interior da Igreja e outras anomalias, cuja causa radica nesta imposição anacrónica, falta acabar com a visão negativa da pessoa humana e valorizar tudo o que faz parte da condição humana, acabando com a visão infernal sobre a sexualidade... Numa palavra, falta à Igreja tornar-se mais humana e, quem sabe, existir mais para este mundo e só depois anunciar o mundo que há-de vir.
Se não mudam os consteúdos e a doutrina não se renova, toda esta aposta nos meios novos de comunicação, não leva a nada e algumas mensagens cairão no ridículo na imensidão da novidade e da ousadia que é a internet. Mas, espero que me engane redondamente.

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