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sábado, 17 de setembro de 2011

O voo da águia

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À procura de uma raridade,
de uma força de coração e de paz e de espírito,
todos os meus convidados falaram com suspiros desesperados
a tentativa de chegar a onde a águia voa.
..
Vivendo uma vida de mera existência,
enfrentando fracassos e muita resistência,
descobri que o ódio ri e o amor chora,
à procura de onde a águia voa.
..
A minha viagem trouxe-me a lugar estranho,
onde sou forçado a enfrentar todos os meus medos,
mas aqui descobri, nos céus frios de inverno
que é na minha alma que a águia voa.
..
Atrás destas paredes, com as portas de ferro bem trancadas,
fecho os olhos e desfruto o voo,
pairando acima dos picos das montanhas,
chegando onde a águia voa.
.......
Jonathan C. Boyer, 6 de Janeiro de 1992
.......
Nota: Tomo este poema como escudo protector do ruído eleitoral que se advinha. Faço desta mensagem o meu programa eleitoral, porque me alimenta espiritualmente e dá-me força para enfrentar os desafios da vida. Tudo o resto não passará de poluição sonora e puro engano, mentiras e falsas promessas. Nesta hora pretendo concentrar-me no essencial, no centro que comanda a vida, o sonho e esperança.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Pensamento suave

Só para que a ausência não traga pensamentos malévolos. Abraço-vos...
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As colinas da noite caíram sobre um vale redondo
onde a paz de Deus sabia ao mel dos rochedos
do tempo da criação imemorial
das montanhas do silêncio
quando a brisa ditou o momento primeiro da luz.
Vieram os dias e as noites como vestígios de uma sabedoria
que a nuvem reflectiu nos sargaços da paisagem
no recôndito interior de uma alma arqueada pelo som
presente de um desejo distante.
Depois cantaram a lira e cítara as melodias
do abraço de Deus quando o escuro
parecia ser a face única desta história.
Mas sempre do fundo e do mais fundo ainda
se levantou uma réstia de uma pequenina luz
que os nossos antigos souberam dar como alimento
ao que diziam inacessível ao pensamento.
Suave lembrança emerge em sumo
para dar sentido a esta sede de paz
em todos os recantos do mundo.
Venha tudo o que ditam as encostas que se elevam
nos segredos nocturnos deste caminhar.
E nessa certeza emerge em círculo
um pensamento suave.
Não preciso de mais nada
para saber-me aqui onde o sol faz raiar a aurora.
JLR