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sábado, 2 de fevereiro de 2013

O banquete

Porque é Dia das Candeias... Festa de luz que nos anima na fartura do amor de Deus que se expressa na vida de cada um de nós quando é dádiva ao serviço do banquete do Bem Comum. 
I.
«Alegrai-vos sempre no Senhor»
Na festa do amor que se prova
Quando te animas em força do céu
Para o mundo ser vida nova.

II.
Em pensamentos deixo-me guiar
Na alegria sempre eu a querê-las
Deus o sentido vem revelar
Na luminosidade das estrelas.

III.
Que tristes os caminhos, se não fora
Sempre a alegria do Senhor
Cada semente a toda a hora
Na terra da esperança sem dor.

IV.
Saber da alegria marca pontos
A felicidade sem egoísmo
Que rebenta no sorriso dos outros
Sabe a mel a paz com altruísmo.

V.
«Alegrai-vos sempre no Senhor»
Este sentimento evita mil males
E prolonga a vida no amor
Só Deus em banquete tudo fazes.
José Luís Rodrigues

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Os Zaqueus dos tempos modernos

Antes
«E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu vou dar aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado a alguém, o restituo quadruplicado» (LC 19, 8).
Hoje
O milionário sul-africano Patrice Motsepe anunciou ontem que vai doar metade da sua fortuna a uma fundação de solidariedade.
Natural do Soweto, a sul de Joanesburgo, Patrice Motsepe, de 51 anos, controla o grupo mineiro African Rainbow Minerals e é a oitava fortuna do continente africano, avaliada em 2,65 mil milhões de dólares (cerca de 1,95 mil milhões de euros), segundo a revista norte-americana Forbes.

"As necessidades e os desafios são grandes e espero que este compromisso encoraje outros na África do Sul e em outras economias emergentes a dar e a fazer o mundo um lugar melhor", afirmou o milionário, num comunicado.
"Decidi há algum tempo dar pelo menos metade dos recursos gerados pelos activos familiares para cuidar dos sul-africanos.

Curiosamente neste mês de fevereiro será publicado um livro onde se fala destas coisas, a «Paciência com Deus», de Tomáš Halik, padre e académico checo, livro que é lançado a 18 de fevereiro em Portugal pela editora Paulinas. Eis um excerto que partilho convosco.
«Zaqueu poderá parecer a alguns um incorrigível individualista, um «marginal»; ali onde as outras pessoas se mostram imediatamente dispostas a alinhar em fileiras entusiásticas ou furiosas, ele procura instintivamente um esconderijo entre os ramos de uma figueira. Não o faz por orgulho, como poderia parecer; afinal, está bem ciente da sua «pequena estatura» e das suas grandes faltas, das suas lacunas em relação a postulados e desafios absolutos…
Há muitos Zaqueus entre nós. O destino do nosso mundo, da nossa Igreja e da sociedade depende – mais do que estamos dispostos a admitir –, até que ponto esses Zaqueus serão seduzidos ou não.
Eu gosto dos Zaqueus. Penso que recebi o dom de compreendê-los. As pessoas interpretam, com frequência, a distância que os Zaqueus mantêm como uma expressão da sua «superioridade», mas não me parece que tenham razão – as coisas não são assim tão simples. Tenho visto, pela minha experiência, que é antes consequência da sua timidez. Em certos casos, a razão para a sua aversão às multidões, de modo particular às que usam slogans e estandartes, é por suspeitarem que a verdade é demasiado frágil para ser cantada na rua». 
- Cada um que faça o seu juízo.