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terça-feira, 1 de agosto de 2017

Uma dedicatória a esta foto

Esta foto foi tirada esta manhã por volta da 8.30 horas (1 de agosto de 2017), é dedicada especialmente, a todos os que gostam de publicar fotos de manhãs radiosas, com barcos de cruzeiro atracados no porto, turistas a passear na marginal, as ruas brilhando com flores e árvores. Mas, a nossa cidade também tem disto.
Porém, esta foto é dirigida especialmente aos grupos religiosos, movimentos religiosos, paróquias, Congregações Religiosas da Madeira, Igreja Católica em geral e Juntas de Freguesia que andam este ano entretidas a fazer tudo pela reeleição.
No entanto, há três entidades que merecem esta foto de forma especial. Governo Regional; Câmara Municipal e partidos políticos.
Primeiro, Governo Regional, especialmente, a srª Secretária que saiu do governo, que é agora candidata à Câmara do Funchal, que teve oportunidade, sugestões e condições para dar um contributo sério para resolução desta questão, não fosse ela da tutela do pomposo nome da inclusão, mas nada fez, senão meter dinheiro nas unhas de organizações caridosas que têm os pobres como «matéria prima», para sugarem cada vez mais na teta dos orçamentos da Segurança Social.
Segundo, a Câmara Municipal do Funchal, a quem já foi apresentada também sugestões e muito boa vontade para ser resolvido este problema, mas enquanto tivermos alguns barquinhos, alguns turistas, algumas flores, algumas árvores e sol na cidade, isto, parece importar pouco. Basta aqui e ali uns remendos para que a coisa se apresente bem nas páginas dos jornais e ilumine as redes sociais, passado mais algum tempo, o silêncio faz o seu caminho. Continua insustentável esta situação na nossa cidade.
Terceiro, aos partidos políticos. Não façam mais uma vez aquilo que têm feito noutros momentos eleitorais, prometendo mundos e fundos, mas uma vez lá, nada se concretiza. Essa já não cola e estão cada vez mais no rol dos mentirosos, porque se servem tudo e de todos para aparecer propagandeando o vazio. Mesmo assim, deitem alguma atenção a este flagelo que assola a nossa cidade e reservem alguma energia para fazerem valer este assunto como prioritário, para que esta imagem tão degradante de nós não seja também postal que os turistas levam pelo mundo fora da miséria de uma região que sabe tratar de plantas, mas não sabe tratar das pessoas.  

Cem anos é uma graça

1. Um número tão redondo, faz um século numa pessoa, numa alma, num corpo, que alegremente confessa quando me despeço, uma graça. A graça de uma flor ou uma planta africana, que as cem rosas à volta do bolo de aniversário testemunharam.

2. Ali está um nome que de tão incomum para mim, obriga-me a entrar na auto estrada dos tempos modernos, a internet, para saber do seu significado, Ucília. Nessa procura rápida fui informado que este nome é também o de uma planta africana, que serve para fazer forragens.

3. A celebração de um aniversário secular atribuído a uma pessoa merece festa condizente e condignamente. Então teve-a num ambiente familiar, rodeada dos seus três filhos, cunhados e netos, ainda outras pessoas da família mais próxima e alguns amigos. Tive a Alegria de celebrar a eucaristia na sua casa e participar no jantar convívio.

4. Um momento soberbo de alegria. Porque estar na presença de uma pessoa com esta longevidade e sentir aquela emoção do peso da idade, traz-me à memória o que guardará seguramente um século na história de uma pessoa, no que diz respeito aos imensos episódios, histórias felizes e outras nem tanto, dramas incontáveis, alegrias a perder de vista e tantos altos e baixos que um século em qualquer circunstância sempre testemunha, mas, mais ainda se se trata da vida de uma pessoa.

5. Nós que nos vemos a contemplar esta «graça», sempre gostamos de saber do segredo para tão longa vida física… Uma outra pessoa já me tinha dito do alto dos seus 107 anos, «fui uma pessoa muito feliz», a Dª Ucília com aquela rica ternura, disse-me «é uma graça». É sim, uma graça a vida ir longe, quando não faltam o carinho, o cuidado desinteressado e a dedicação quotidiana de anjos, muitos anjos que este mundo tem, apesar de tudo, a habitar dentro de tantas das nossas casas.

6. Muitos parabéns Dª Ucília. São também extensivos à sua família que dedicadamente ali está todos os dias em todas as horas, fazendo valer que a vida só é possível quando é cuidada com as mãos do amor, regada com a água do carinho, partilhada com o pão da paz e quando é se sempre feita aturada limpeza com um sorriso nos lábios. Não há segredo nenhum, este é o segredo e devia ser dessa «graça» que me falava também a «planta» Dª Ucília, contando os seus cem anos de vida aqui diante dos meus olhos.