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sábado, 3 de fevereiro de 2018

A erva danada da corrupção

Ao sétimo dia:
Imagem Google: a corrupção gera desigualdade e pobreza.
Basta olhar os campos do mundo e da nossa vida
para ver pujante as ervas daninhas da corrupção.
Na política, na justiça, nas empresas e até no cidadão
há gente a parecer do bem mas suja a alma e o coração. 

Desde sempre essa desgraça da desonestidade
hoje mais denunciada pela informação é a avareza
Jogo de influências politiquice e falta de vergonha
Só vantagens sem ética mesmo ciente de mais pobreza. 

A tentação pelo muito é insaciável rouba o pão 
porém é possível ainda semear a moralidade.
E ter esperança nas possibilidades da nação
Educar-se para não se deixar domar pela ambição.

É certo que cresce desregrada a danada erva também
é a morte da verdade em tantos momentos não se farte.
Porque sem nada ter, não faltará quem lute pelo bem
Enfim não critique apenas, seja íntegro faça a sua parte.
JLR

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Cristãos estacionados na Igreja

Comensal divino
1. Ser cristãos não é fácil. Ser católico é mais fácil. Ser cristão implica estar sempre inquieto, requer uma força de vontade para seguir e pôr em prática o ideal de Jesus Cristo, que não é nada pêra doce. Ser católico é mais fácil, porque aquieta a consciência com meia dúzia de orações, umas devoções, umas bênçãos, umas idas à missa algumas vezes no ano ou apenas quando lá tem que ser, a celebração de um Baptismo, um Casamento, um funeral e uma circunstância qualquer que num determinado contexto não permite a fuga.

2. O Papa Francisco numa das suas missas em Santa Marta exortou os católicos a se tornarem cristãos a levarem «uma vida corajosa» contra a preguiça que invade tantos que estão «estacionados» na Igreja. E definiu o que são e o mal que fazem: «os cristãos preguiçosos, os cristãos que não têm vontade de ir avante, os cristãos que não lutam para fazer as coisas mudarem, coisas novas, coisas que fariam bem a todos se mudassem. São os preguiçosos, os cristãos estacionados: encontraram na Igreja um belo estacionamento». Não se cuidem que estas palavras sejam só para uns ou para alguns especialmente. Continuem a leitura.

3. A dureza das palavras do Papa Francisco, foram cravadas como lanças sobre o quietismo e o comodismo que afecta tanto a nossa Igreja: «E quando digo cristãos, digo leigos, padres, bispos… Todos. E como existem cristãos estacionados! Para eles, a Igreja é um estacionamento que protege a vida e vão adiante com todas as garantias possíveis». Viram, destinam-se estas palavras a todos sem excepção.

4. Assim, face a tantos desafios que nos assistem é quase imperdoável a apatia que trava a ousadia do Espírito que sonha organizar uma Igreja mais humana e solidária, respondendo aos clamores da sociedade, especialmente das pessoas abandonadas. Porém, para que este sonho não seja realidade alguns especialmente terão mais culpas do que outros, porque empatam e de que maneira as propostas, as ideias, o debate e mais grave ainda as soluções. Quando o poder cega, a vaidade endoidece e as mordomias ensoberbecem não há nenhuma hipótese de mudança.

5. A Igreja peregrina no mundo, precisa avançar sempre mais, rompendo com a tentação de acomodar-se. E para avançar com liberdade evangélica, há necessidade de abandono de tudo o que a impede de ser verdadeiramente discípula missionária de Jesus. O apelo à conversão mantém-se e o apelo é claro, é preciso sair de uma Igreja distante, burocrática e sancionadora para uma Igreja mais de acordo com o Evangelho, comunitária, participativa, realista sem que tenha que abdicar da sua aura mística, é certo. Mas, a prática da Igreja deve retomar as origens, ser seguidora de Jesus Cristo, servidora do seu evangelho e, por isso mesmo, promotora da vida digna sem exclusão e sem condenações.

6. O Papa Francisco na sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium apresenta o caminho a ser seguido pela Igreja quanto à evangelização a seguir no mundo de hoje. É a proposta do evangelho que precisa ser retomada com coragem, «A proposta é o Reino de Deus (cf. Lc 4,43); trata-se de amar a Deus que reina no mundo. À medida que ele conseguir reinar entre nós, a vida social será um espaço de fraternidade, de justiça, de paz, de dignidade para todos» (EG 180). Porém,, tudo isto deverá começar a ser experimentado no interior da Igreja com (e entre) todos os seus membros.