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terça-feira, 31 de março de 2009

A SEMANA SANTA OU SEMANA MAIOR

Os cristãos sempre consi-deraram que a Igreja nasceu da Páscoa de Cristo. Na Cruz, diz o Evangelho, Cristo inclinou a cabeça e «entregou o Espírito». Ele manifesta-se vivo e ressuscitado no meio dos Discípulos, e estes são testemunhas da Sua presença no mundo. Por isso, a Páscoa é o centro da vida e da fé dos cristãos. Todos são chamados a participar na vida nova de Cristo Ressuscitado, morrendo para o pecado e para todas as suas manifestações e consequências, vivendo desde já como comunidade de ressuscitados. Esta é a missão da Igreja: testemunhar a nova criação, que Deus iniciou no mundo na pessoa do Seu Filho, Jesus Cristo Ressuscitado. Pelo serviço concreto da transformação deste mundo, colaboramos com a salvação que o Senhor Jesus vem trazer a todos.A Semana Santa, merece ser vivida em oração pessoal com Deus, esforço de conversão e maior dedicação aos irmãos. Do Domingo de Ramos à Quinta-feira-santa, contemplamos os últimos dias do grande retiro quaresmal que nos apelou à conversão ou à mudança da vida, para acolher de verdade todo o mistério central da nossa fé. Com a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira-Santa à tarde, iniciamos o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. O culminar de todas as celebrações é a Vigília Pascal na noite de Sábado madrugada de Domingo. «Esta é a noite...» da glória e da vida em plenitude, como muito bem alude o canto, do Percónio Pascal - cântico que faz repassar diante de nós todas as maravilhas de Deus desde o Antigo Testamente até ao Novo Testamento. Durante esta noite, os diversos gestos simbólicos nos convocam para a grandiosidade do acontecimento que celebramos, eles são a Luz, a Palavra, a Água e a Eucaristia... Esta vigília desdobra-se no Domingo da Ressurreição e nos cinquenta dias do Tempo pascal até ao Pentecostes, que são considerados como um único e grande Domingo. As celebrações da Semana Santa, são como o memorial de Cristo, o que segnifica assumir ou retomar a lembrança dos acontecimentos antigos da salvação para viver e aplicar eficazmente na vida do nosso tempo.A semana Santa ou Semana Maior, é uma celebração da Igreja convocada para ctualizar permanentemente a Páscoa de Cristo. Os sinais litúrgicos são vividos mediante a disponibilidade para o serviço do Reino de Deus, que nunca pode ser coisa do passado, mas realidade sempre nova que radica no compromisso da fé e da esperança entre o «já» e o «ainda não». Esta tensão é o alimento da fé e da esperança Cristã.

terça-feira, 24 de março de 2009

Comentário à Missa do Próximo Domingo

29 Março 2009
Domingo V Tempo da Quaresma – Ano B
Causa de salvação eterna
Heb 5, 7-9
O grão de trigo lançado à terra morre para depois rebentar cheio de vida nova, para dar muito fruto. Esta imagem do trigo que morre ao ser lançado na terra para nascer de novo, é uma alusão à morte de Jesus. O próprio Jesus anuncia a sua morte e que ela é necessário acontecer para que a glorificação seja depois uma realidade. A glorificação é sinónima de ressurreição. Nos textos da missa deste Domingo, Jesus Cristo fala-nos do tipo de morte que vai sofrer. Embora se descubra que esta morte é inevitável, ela acontecerá para que do escuro do sem sentido da morte todos sejam atraídos para a vida nova (ressuscitada) que emerge do coração de Deus Pai. Por isso, o autor do texto de Hebreus, afirma de forma categórica que Cristo «tornou-se para todos os que lhe obedecem causa de salvação eterna», pressupondo que, o contrário, será incorrer na condenação eterna. Mas, não nos fixemos apenas nas coisas da outra vida. Vamos tentar acolher que a ressurreição pode ser algo que se experimenta agora e não apenas depois da morte física. Uma vida dedicada ao serviço dos outros é já uma vida que participa na ressurreição. Outras vidas constantemente viradas para o egoísmo, o rancor e o ódio são vidas que não participam na ressurreição e enquanto não houver arrependimento e conversão nunca haverá lugar para a ressurreição ou glorificação. E dizer estas palavras é o mesmo que dizer felicidade ou alegria. A não participação na ressurreição implica estar só e apenas voltado para os bens deste mundo ou sempre empenhado na recusa daquilo que edifica a felicidade para todos. Por isso, diria que a ressurreição é o encontro com a paz do coração que Deus concede a todos os seus filhos. A ressurreição é a partilha do amor de forma desinteressada e com total disponibilidade para servir a causa do Evangelho de Cristo, que consiste em procurar sempre fazer deste mundo um lugar cheio de ética, de paz e de fraternidade. Assim, glorificar-se é estar já na dinâmica do acontecer de Deus. No fundo, será essencial nunca recusar a possibilidade do amor como condição essencial da descoberta da vida partilhada para o bem de todos. Perante este valor da salvação eterna que Jesus nos oferece, porque será tanto o medo sobre a morte? – O medo da morte comanda ainda tanto o coração da humanidade porque falta acreditar profundamente neste mistério que Jesus veio trazer para junto de todos nós. A morte humana, é apenas uma passagem para a plenitude da vida ressuscitada. Somos levados a concluir que a morte cristã, é a passagem para a vida verdadeira. Nada nos deve fazer temer a morte. Se alimentamos a vida terrena com a fé na pessoa de Jesus, a morte não é uma derrota mas a vitória final que nos coloca nos braços misericordiosos de Deus Pai.