Comensal
divino
Hoje parece ser assim. Qualquer um de
nós pode cair num «ateísmo inconsciente» ou numa religiosidade intimista,
pessoal, que em privado não é nada, mas em público convém dizer-se que é «a
minha religião»; o meu Deus»; «a minha forma de rezar», «a minha forma de
reconciliar-me ou confessar»; «a minha religião»… (Quem sabe se a desonestidade
que leva à tragédia das crises económicas e financeiras não resultam desta
mentalidade?).
Tudo isto compõe o quotidiano de muitos
homens e mulheres do nosso tempo. É triste, mas é a realidade. A vida hoje está
marcada por um subjectivismo religioso exagerado, que desemboca naquilo que
definiu o teólogo espanhol, Luís Gonzalez-Carvajal: «a incredulidade dos crentes».
Quer o autor defender que, os não crentes também estão entre os religiosos mais
fervorosos, sacerdotes, religiosos e religiosas.
São os crentes os primeiros a
desanimarem. São os primeiros a caírem no pessimismo exagerado. Com frequência
procuram nas bruxas e nos bruxos soluções impossíveis para as suas mazelas.
Facilmente, se deixam manipular pelos trocadilhos balofos da linguagem das
seitas. Não dão nada pela formação religiosa, simplesmente a recusam.
Devemos procurarmos caminhos sinceros de
verdade e de beleza, que nos libertem da mediocridade, da incredulidade e de
tudo o que oprime a dignidade, para edificarmos um ambiente à nossa volta que
se apresente com a melhor qualidade para a grandeza da vida.

