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terça-feira, 31 de maio de 2011

Citação sobre o ateísmo

Nota: muito, muito interessante...
«Es conocido el adagio: "Soy ateo por la gracia de Dios". El gran ateo Saramago escribió antes de morir: "Mi obra no tendría sentido sin Dios". El ateo, al intentar negar la existencia o la necesidad de Dios, en realidad la está defendiendo. Nadie ataca algo que no existe. ¿Se imaginan una procesión contra los fantasmas o los marcianos? (...)
Creer o no creer es algo tan personal como soñar, vivir o morir. Dejemos a los creyentes soñar y disfrutar con su Dios y dejemos a los ateos que tengan la libertad de luchar contra Dios, que generalmente es más contra la falsa imagen que de él han creado los creyentes, que no contra él mismo. Si existe un Dios, lo mínimo que puede haber regalado al hombre es su libertad, mientras no dañe al prójimo. Y si no existe, tampoco existe mayor Dios laico que la libertad que no debería ser negada a nadie, y menos en el seno de una democracia».
JUAN ARIAS, in El País

segunda-feira, 30 de maio de 2011

É TEMPO DA PALESTINA

Nota: Semana Mundial pela Paz na Palestina e em Israel, 29 de Maio – 4 de Junho de 2011 Acção conjunta por uma paz justa convocada pelo Conselho Mundial das Igrejas. De 29 de Maio a 4 de Junho de 2011 celebra-se a Semana Mundial pela Paz na Palestina e em Israel, uma acção conjunta por uma paz justa das Igrejas membros do Conselho Mundial de Igrejas e das organizações a ele ligadas, entre as quais a Pax Christi Internacional, e que tem por tema "É tempo da Palestina".
É tempo da Palestina.
É tempo de palestinianos e israelitas partilharem uma paz justa.
É tempo de respeitar as vidas humanas na terra chamada santa.
É tempo de começar a curar as almas feridas.
É tempo de acabar com 60 anos de conflito, opressão e medo.
É tempo de pôr fim à ocupação.
É tempo de igualdade de direitos para todos.
É tempo de parar com a discriminação, a segregação e as restrições de circulação.
É tempo de aqueles que levantaram muros e bloqueios, os construírem na sua própria
propriedade.
É tempo de parar de destruir as casas de uns e construir casas para outros, em terras que não são suas.
É tempo de acabar com o critério de dois pesos e duas medidas.
É tempo de os cidadãos israelitas terem segurança e fronteiras seguras acordadas com os seus vizinhos.
É tempo de a comunidade internacional implementar 60 anos de resoluções das Nações Unidas.
É tempo de o Governo de Israel responder ao acordo oferecido na Iniciativa Árabe de Paz.
É tempo de todos aqueles que representam o povo palestiniano estarem envolvidos na construção da paz.
É tempo de as pessoas que são refugiadas há 60 anos recuperarem os seus direitos e um lar permanente.
É tempo de ajudar os colonos que vivem nos Territórios Palestinianos Ocupados a se instalarem em Israel.
É tempo para a autodeterminação.
É tempo de os estrangeiros poderem visitar Belém e outras cidades prisioneiras do muro.
É tempo de atentar no conforto dos colonatos e no desespero dos campos de refugiados.
É tempo de um povo que vive sob ocupação há 41 anos sentir nova solidariedade de um mundo que observa.
É tempo de denunciar a vergonha do castigo colectivo e de lhe pôr fim em todas as suas formas.
É tempo de se insurgir contra a violência infligida aos civis e de os civis de ambos os lados terem segurança.
É tempo de ambos os lados libertarem os seus prisioneiros e de dar aos que são rectamente acusados um julgamento justo.
É tempo de reunir as populações da Faixa de Gaza, da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental.
É tempo de todos respeitarem o direito internacional humanitário e os direitos humanos.
É tempo de partilhar Jerusalém como a capital de duas nações e uma cidade santa para três religiões.
É tempo de as comunidades muçulmanas, judaica e cristã poderem visitar livremente os seus lugares sagrados.
É tempo de na Palestina e em Israel as oliveiras poderem florescer e envelhecer.
É tempo de honrar todos os que sofreram, tanto palestinianos como israelitas.
É tempo de aprender com os erros do passado.
É tempo de compreender as razões do ódio e começar a restabelecer a justiça.
É tempo de aqueles que têm as mãos manchadas de sangue, reconhecerem o que fizeram.
É tempo de procurar o perdão entre as comunidades e de restaurar juntos uma terra dividida.
É tempo de avançar como seres humanos criados todos à imagem de Deus.
Todos os que são capazes de dizer a verdade ao poder, devem dizê‐la.
Todos os que querem romper o silêncio à volta da injustiça, devem rompê‐lo.
Todos os que têm algo a dar pela paz, devem dá‐lo.
Para a Palestina, para Israel e para um mundo perturbado,
É tempo para a paz.