Publicidade

Convite a quem nos visita

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A irritação da separação da Madeira



A banda do reumático do PPD da Madeira continua sempre com aquela treta da independência da Madeira. Mas esta gente não percebe que está a tornar-se dada vez mais ridícula? Não sabe que nós amamos ser portugueses? Não percebe que nós já percebemos que este recurso reincidente sobre a separação da Madeira é apenas uma forma de desviar as atenções e para ocupar-nos com um não assunto?
Para mim este assunto não passa de treta e esta gente que teima em manter-se à frente dos nossos destinos devia deixar-se de balelas e ocupar-se com assuntos sérios. Mais os informo que uma porção bem grande da população da Madeira anda mais que irritada com este reincidente tiro para o ar sobre a independência da Madeira. Em bom português quer dizer, estamos fartos desta treta da separação e mais ainda estamos fartos de vossas senhorias. Porque não têm o mínimo de sensibilidade quanto ao sofrimento que causaram ao povo da Madeira. Agora ainda por cima querem que nós fiquemos para aí totalmente isolados com uma dívida horrível para pagar que vossas excelências esconderam, que serviu para encher o ego de betão a quem se alimentou disso a vida toda e encheu os bolsos de dinheiro aos clientes habituais que se encostaram ao pote do poder.
Acho que deviam estar mais preocupados não com a separação da Madeira, porque a maioria dos madeirenses ama ser português e penso que nunca abdicarão disso. Sim, querem-nos isolados e separados de Portugal, da Europa com uma dívida às costas que nos vai custar mais fome, suor e lágrimas para ser paga e outras mais pragas que nos estão a pôr doentes e não tardará podem levar-nos aos cemitérios. É nesta tristeza que esta banda do reumático nos quer ver enterrados.
Pensem antes como resolver a desgraça que se abateu sobre as nossas famílias, pensem em como lhes matar a fome, pensem em como resolver as injustiças que subjugam a nossa população, pensem em como ajudar os alunos das nossas escolas que não têm dinheiro para pagar passes e outros bens necessários para estarem a auferir um direito que os assiste, estar na escola.
Antes desta balela da independência da Madeira, pensem como resolver os problemas que se abatem sobre o sistema de saúde da nossa terra. Consta que várias foram as pessoas que estão a morrer porque não há medicação necessária para os devidos tratamentos…
Concluímos, então, estamos irritados com vossas excelências, porque brincam connosco considerando-nos uns totós, que não ouvem nem vêem  Por isso, esta da separação já pegou noutro tempo e noutra circunstância, quando as vacas ainda estavam gordas, mas agora perante o drama que se abateu sobre nós, este é chão que já deu uvas. Vamos lá ser sérios. Todas as vossas excelências que já se reformaram, com altas bombas de pensão juntamente com os salários que vossas excelências recusam abdicar, porque há leis bem-feitas à medida do vosso fato, vão para casa cuidar dos netinhos e permitam que os mais jovens peguem nisto. Porque precisamos de sangue novo, novas ideias e criatividade para sairmos do atoleiro em que vossas excelências nos fizeram mergulhar. Autonomia sim independência não, porque gostamos muito de ser portugueses e não somos masoquistas.

sábado, 13 de outubro de 2012

Este caminho que passo


"O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê" - Platão
Vou em caminho com escolhos
Com o coração mais que inquieto
As nuvens estão aos molhos
O céu está longe não está perto.

Vejo distante a justiça
No rumo que travamos
A tudo se verga a cobiça
É triste o chão que pisamos.

Ouvir gente cega das ideias
É uma dor de alma
A razão é só picos de areias
Se mete água resulta lama.

Mesmo assim vou em caminho
Vá lá tirem tudo o que resta
Mas saibam que não alinho
A pessoa ser lixo que não presta.

Nestas sombras andamos
O incerto é a única meta
Mas certos ou não lutamos
Com a força que guia o poeta.

Quando eu for como poeira
Ou folha levada pelo vento
Serei de qualquer maneira
A Deus dom que acrescento.

Neste andar que em escrita se faz
Mais pareça uma forma de olhar
O bem na esperança tenaz
Que por esta fé me deixei guiar.

E foi assim que neste caminho
Vi na mão algum sentido
Que no som da paz adivinho
Só por isso valeu ter nascido.
José Luís Rodrigues